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"Ano de fecho da primeira década do novo milénio, 2010 convida-nos a reflectir sobre o nosso Passado como forma de encarar o Presente. Este é, aliás, um ano em que se celebra o centenário de alguns acontecimentos relevantes da nossa História, como é o caso da implantação da República (1910), da última invasão francesa (1810) ou da conquista de Goa (1510). Estimulados por essas efemérides mais vistosas, pareceu-nos interessante olhar de modo sistemático para cada um dos anos 10 da História de Portugal. Não buscámos um conjunto de efemérides famosas, nem tampouco recontar a história do nosso país de fio a pavio. Interessou-nos antes fazer um exercício diferente, que nos pareceu curioso e que nos permite apreender em breves páginas as grandes linhas da evolução de Portugal ao longo do tempo. O exercício escolhido foi o de olhar para cada ano 10 (de 1210 a 2010) e analisar a situação do país, entendendo-a como ponto de chegada do processo histórico decorrido nos 100 anos anteriores. Este projecto não resultou de qualquer ideia pré-concebida; ao estruturá-lo, não desejávamos demonstrar nada em especial, mas tão só perspectivar a nossa História por um outro ângulo e recorrendo a olhares de pessoas diferentes, especialistas na sua época, mas que sentem a História a seu modo próprio. O leitor terá, assim, à sua disposição como que nove retratos de Portugal, debuxados em estilos variados e sempre acompanhados de explicações que os enquadram nas respectivas épocas."
Uma biografia do homem responsável pela propaganda salazarista É impossível entender o salazarismo em toda a sua extensão sem conhecer a figura singular de António Ferro. A originalidade do regime autoritário português, envolto numa cortina de brandos costumes habilmente tecida, é, de resto, uma resultante directa da sua intervenção; e a sua essência não pode, por isso, ser dissociada das manobras e expedientes que usou para construir a imagem política do ditador. Ao leme do aparelho de propaganda, foi a proa e o mastro do regime pró-fascista, manipulando os órgãos de Comunicação, perseguindo e excluindo adversários, falsificando hábitos e costumes e inventando tradições que nunca existiram – do Galo de Barcelos às Marchas Populares de Lisboa. Usando (e abusando) do poder que lhe foi criteriosamente entregue, sentou à mesa do orçamento intelectuais e artistas, arquitectando com eles a figura de um ditador messiânico num país pobre que dança o vira e o fandango. Levou a farsa panfletária ao ponto de comparar Salazar a «uma máquina de raciocinar», vergado ao «espectáculo» da sua inteligência. Verdadeiro workaholic – sempre solícito, venerando e obrigado –, manteve com o ditador uma intimidade única, testemunhando conversas privadas que nunca chegou a contar. Desassossegado, ambicioso e extremamente culto e criativo, foi o homem certo no lado errado da História. Orlando Raimundo traça-lhe nesta obra um retrato fiel.Orlando Raimundo é o investigador independente que mais tempo tem dedicado, nos últimos anos, à temática cruzada da Comunicação e à pesquisa dos universos sombrios do Estado Novo. Nascido em Évora em 1949, frequentou o curso de História da Faculdade de Letras de Lisboa, licenciou-se em Ciência Política e Relações Internacionais, pós-graduou-se no ISCTE e foi bolseiro do Governo Francês e da Fundação Gulbenkian nos Journalistes en Europe, em Paris, e da Nihon Shinbun Kyokai, a maior federação de editores de jornais do mundo, em Tóquio. Jornalista profissional durante mais de três décadas, foi um dos repórteres da Revolução, cobrindo para O Século os acontecimentos do 25 de Abril, e integrando depois a equipa redactorial do Diário Popular e a editoria de Política do Expresso. Distinguido sete vezes com prémios nacionais de reportagem, foi colaborador do jornal Sud-Ouest, de Bordéus, quando residiu em Paris, e correspondente em Lisboa do Corriere della Sera, de Milão.
A palavra pressa é o particípio passado, em latim, do verbo premere (apertar). Assim, pode-se dizer que A História do Cinema para Quem Tem Pressa se propõe a contar uma das maiores sagas do século 20 (e deste início do 21) para quem precisa apertar o passo ou está apertado de tempo. E quem não está? Em 200 páginas, contextualizado com cada momento histórico, e escrito em linguagem clara e acessível, Sabadin traça um panorama do cinema – linguagem que há mais de um século revoluciona nossa maneira de ver a vida –, desde a época em que seus inventores nem sabiam direito o que fazer com ele, até os dias de hoje, quando movimenta bilhões de dólares pelos cinco continentes. A obra passeia com desenvoltura pelos principais "ismos" cinematográficos do mundo – Impressionismo, Expressionismo, Surrealismo, Realismo, Neorrealismo etc. –, ao mesmo tempo que conta como nasceu Hollywood, o que aconteceu quando os filmes começaram a falar, por que os alemães inventaram o filme de terror, por que os detetives do cinema usam capa e chapéu, como as duas Guerras Mundiais mudaram os filmes, por que o cinema francês é tão papo-cabeça, como a chegada da televisão mudou tudo, o que afinal é um blockbuster, onde entra o Brasil nessa história toda, e muitos outros temas e curiosidades sobre a chamada Sétima Arte. Só não explica que loucura é essa que nos faz tão apaixonados pela telona e pelo escurinho. Para isso, seria necessário outro livro. Aí sim, sem pressa.
O segundo volume da grande obra de referência sobre a história do estado moderno.As Origens da Ordem Política foi classificado por David Gress, no The Wall Street Journal, como sendo «magistral na sua sabedoria e admirável na sua ambição». Michael Lind, no The New York Times Book Review, descreveu o livro como «um grande empreendimento, escrito por um dos intelectuais mais importantes do nosso tempo», enquanto no The Washington Post Gerard DeGrott afirmou que «esta é uma obra que será lembrada. Aguardamos pelo segundo volume.» O segundo volume finalmente chegou, completando a obra de ciência política mais importante das últimas décadas. Partindo da questão essencial de como as sociedades desenvolvem instituições políticas fortes, impessoais e responsabilizáveis, Fukuyama narra os acontecimentos desde a Revolução Francesa até à chamada Primavera Árabe, bem como as relevantes disfunções da política contemporânea norte-americana. Examina os efeitos da corrupção nas instituições governativas, e as razões porque algumas sociedades conseguiram extirpá-la com sucesso. Explora os diferentes legados do colonialismo na América Latina, África e Ásia, e oferece um relato lúcido da razão de algumas regiões se terem desenvolvido e prosperado mais rapidamente do que outras. Com coragem, ajusta também contas com o futuro da democracia, face ao aparecimento de uma classe média global e à paralisia política no Ocidente. Uma magistral e decisiva narrativa da luta pela criação de um estado moderno e eficaz, Ordem Política e Decadência Política está destinado a tornar-se um clássico.Francis Fukuyama nasceu em Chicago, EUA. Doutorado em Ciência Política pela Universidade de Harvard, é investigador-principal na Universidade de Standford. Fukuyama foi investigador da RAND Corporation e director-adjunto da equipa de planeamento político do Departamento de Estado norte-americano.É autor de vasta obra, nomeadamente de O Fim da História e As Origens da Ordem Política.
Este livro tem como objectivo explorar as ambiguidades que marcaram as relações entre Estado-Igreja no império colonial português, durante a I República. Este relacionamento tem sido visto essencialmente numa perspectiva metropolitana, deixando de lado a complexidade do mundo imperial e das dinâmicas que o caracterizavam. Não obstante a política missionária elaborada pelos republicanos na metrópole, a sua execução na realidade imperial deparou-se com diversos obstáculos, nomeadamente a pressão diplomática internacional, a intervenção de outros Estados, a presença de missionários protestantes e a actuação da Santa Sé. A relação Estado-Igreja no império português não foi feita apenas de confronto e oposição, tendo-se definido pela busca de um equilíbrio onde um e outro pudessem alcançar os seus propósitos. A República teve de dar continuidade a atitudes e opções definidas durante a Monarquia Constitucional, secundarizando de certo modo posições mais ideológicas, porque o cenário internacional não mudou a 5 de Outubro de 1910 e o palco onde os governos monárquicos haviam actuado mantinha-se no essencial o mesmo para os republicanos. A compreensão da questão religiosa no império implica factores imperiais e transnacionais, impondo a análise num âmbito alargado e incluindo o império português na história dos impérios contemporâneos, pois a “missão”, enquanto fenómeno histórico, inscreve-se num processo global. Neste livro abordam-se as diferentes discussões em torno da “missão” e da sua utilidade para a estratégia imperial do Estado português em África durante a I República, sublinhando temas como o Direito internacional das missões, a diplomacia missionária, a legislação republicana e a controversa presença das congregações religiosas católicas e das sociedades missionárias protestantes, através de acontecimentos determinantes na história das missões e dos impérios.
«Aquilo que é interessante salientar é a enorme riqueza da história contemporânea de Portugal, a complexidade das suas relações com a Europa, o seu posicionamento único na charneira de vários mundos, entre os quais sempre lançou pontes e estabeleceu cruzamentos, como se a pulsão do universal fosse sempre mais forte do que os seus limites geográficos. Este relato também põe a nu a dificuldade colectiva persistente de empreender reformas e de realizar opções estratégicas consistentes. Aliás, também é surpreendente observar a capacidade de resiliência dos Portugueses, a sua maneira única de combinar resignação e revolta, motivação e recusa, decepção e entusiasmo, solidariedade e resistência perante a adversidade.»

Jorge Sampaio, IN Prefácio

Quatro regimes políticos diferentes, quatro Constituições, quatro ditaduras, entre as quais a do Estado Novo salazarista - a mais longa da Europa Ocidental no século XX -, dois chefes de Estado assassinados (o rei D. Carlos, em Fevereiro de 1908, e o ditador Sidónio Pais, em Dezembro de 1918), uma transição democrática singular, uma descolonização tardia e conflituosa que reduziu brutalmente Portugal ao seu rectângulo europeu anterior à expansão iniciada no século XV, uma emigração endémica, frequentes vezes sinónimo de pobreza e de futuro incerto, e, por fim, uma europeização, corolário da modernização em ritmo acelerado, cujo apogeu seria a «Expo'98», essa exposição universal organizada em Lisboa, em 1998, para comemorar o 500.o aniversário da viagem de Vasco da Gama à Índia: são muitos os acontecimentos e tendências que pautam o longo século XX português aqui apresentado, que, por motivos de clareza pedagógica, se sucedem numa dezena de capítulos organizados por ordem cronológica, de modo a reflectirem os principais momentos de ruptura da sua história política.

Todos temos presente que Portugal tem uma História de grandes feitos, desproporcional à dimensão do país. Todos nos orgulhamos do sucesso que muitos Portugueses alcançam hoje pelo mundo. Mas talvez pensemos que essa grande História colectiva terminou num passado cada vez mais distante. E olhemos essas vitórias do presente como proezas individuais, que constituem a excepção à regra de um papel secundário a que o país se tem de conformar pelas condições geográficas e económicas de que dispõe. A verdade, porém, é que, ao longo de 900 anos de vida, Portugal nunca deixou de vencer. E alcançou as vitórias mais impressionantes precisamente quando as condições lhe eram mais adversas. Estas são dez histórias extraordinárias de Portugal. Dez grandes vitórias alcançadas em inferioridade numérica, militar, desportiva ou económica. Dez episódios protagonizados por Portugueses de diferentes tempos, em diferentes lugares, movidos por diferentes razões, com o mesmo resultado: o triunfo. Contra todas as apostas.Alexandre Borges nasceu em Angra do Heroísmo e vive em Lisboa. É escritor e argumentista, licenciado em Filosofia e formador de Argumento. Escreveu para a televisão os documentários A Arte no Tempo da Sida, Um Homem Chamado Francisco Sá Carneiro, Ammaia – Em Busca do Tempo Perdido, as séries documentais Grandes Livros, Santos de Portugal, Voluntário e Nós Republicanos, entre outros, e integrou as equipas responsáveis por Zapping, Prós eamp; Contras, Equador, CQC – Caia Quem Caia, Música Maestro ou 5 para a Meia-Noite. Colaborou com o Rádio Clube Português, O Inimigo Público e a revista Atlântico. Foi director do Cénico de Direito, encenador dos ACR Hipócritas, editor de cultura de A Capital e crítico de cinema do jornal i. É autor de Heartbreak Hotel (poesia), Todas as Viúvas de Lisboa (romance) e O Boato – Introdução Ao Pessimismo (aforismos).
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