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“Se nunca alteras o teu pensamento, porque pensas?” Edward de Bono

Ao longo da presente obra é descrito um modelo que promove o desenvolvimento de maior saúde mental num indivíduo. Este modelo tem por base os conhecimentos e experiência do autor no campo da saúde mental. Não pretende representar uma teoria única ou isenta de incorreções ou até mesmo infalível. Antes, concilia os princípios da saúde mental conhecidos e os sintetiza em estruturas de entendimento mais simples e práticas, as quais podem ser facilmente adotadas pelo indivíduo no sentido de aplicar a si mesmo.

Pelas razões previamente mencionadas, procurou-se deixar de fora teorias complexas ou explicações difusas e incompatíveis sobre o que possa ser a saúde mental.

Pelo contrário, efetuou-se uma simplificação dum modelo terapêutico, com o intuito de adaptar experiências prévias no campo educativo, mais especificamente para a autoaprendizagem, aplicadas em grande escala e sempre com elevados níveis de sucesso, para o campo psicológico.

Poder-se-á dizer que a terapêutica aqui exposta une modelos educativos, teorias da psicologia contemporânea e de outras ciências da mente, bem como princípios religiosos, nomeadamente das muitas filosofias religiosas que referem o poder da consciência e da reflexão, bem como a capacidade de cada ser para transformar a sua própria realidade.

Numa síntese a várias teorias modernas e mais amplamente aceites, formulou-se um modelo único, ainda que facilmente comparável a muitos outros, pois será sempre possível equiparar modelos que seguem os mesmo princípios e/ou objetivos.

Os vários capítulos apresentados permitem dividir a terapêutica por fases, facilitando deste modo a sua aplicação.

Todas as fases expostas se complementam e seguem um modelo construtivo, o qual facilita a sua assimilação bem como as aprendizagens e transformações pretendidas.

Espera-se que, ao seguir o modelo aqui exposto, exatamente na ordem apresentada, o indivíduo se mostre mais eficaz na resolução dos seus problemas existenciais, quaisquer que estes sejam e qualquer que seja o modo como se apresentam.

Importa notar, não obstante, que por este modelo seguir princípios bastante eficientes e previamente estudados em diversos campos, não sendo seguido como aqui é exposto, ou sendo modificado no seu uso, poderá trazer consequências negativas e graves, das quais o autor deste não se poderá responsabilizar.

Importa ainda notar que esta terapêutica não pretende ser uma cura para todos os males dos quais uma pessoa possa padecer, e, como tal, é essencial que não substitua um acompanhamento médico, ou, quanto muito, uma avaliação médica.

Espera-se, acima de tudo, que os conhecimentos aqui apresentados sejam aplicados com total responsabilidade.

Dito isto, tudo o que se possa mais desejar não conseguirá ir mais além que a esperança na felicidade do leitor, ao seguir o caminho único na aventura de explorar a sua própria mente.

Que a consciência, a razoabilidade e o bom senso o acompanhe, em toda a fé que possa ter em si mesmo.

De acordo com a World Health Organization, mais de 20% da população mundial sofre de distúrbios mentais. Estes resultados podem variar, de acordo com a localização geográfica, nomeadamente, se considerarmos os EUA, onde  a percentagem atinge os 35% de casos diagnosticados.

Resta-nos saber qual a percentagem de casos não diagnosticados, bem como a gravidade da situação para os casos de pessoas que, aparentemente, estão integradas na sociedade, mas sofrem de distúrbios mentais.

É difícil de identificar tais indivíduos, quando a patologia que escondem os conduz a desenvolver habilidades sociais do tipo psicopático.

Muitas das pessoas que nos fazem sofrer ao longo da vida, encontram-se dentro desta percentagem de casos graves, que recusam internamento ou qualquer outra forma de terapia.

Os estereótipos sociais, fazem-nos crer que tais indivíduos possuem uma aparência distinta ou que se isolam da maioria. Mas, na verdade, trata-se do oposto. Muitas vezes, estas pessoas possuem uma aparência normal, bem como cuidados extra para se poderem integrar com facilidade em qualquer grupo, e, acima de tudo, concentram grande parte do seu tempo e energia a controlar os outros.

Em todos os casos que conheci pessoalmente, verifiquei uma habilidade extraordinária, em conquistar o respeito e simpatia dos outros, ou impor medo naqueles em que tal não era possível. Os casos mais graves de distúrbio mental, levam ao desenvolvimento de formidáveis sedutores sociais. Pessoas que aparentam ser perfeitas, enquanto escondem hábitos muito doentios.

Na verdade, é incrível verificar o quanto as pessoas toleram dos outros quando suas necessidades básicas estão satisfeitas. Trata-se dum ponto fraco em quase todas as pessoas, que a personalidade maquiavélica aprendeu a controlar.

Como refere o mundialmente famoso psiquiatra Scott Peck, “existem pessoas más” e “o assunto deveria ser pesquisado e estudado. Antes que seja tarde demais, devemos estudar o assunto e saber quem é o nosso inimigo”.

O termo maquiavélica, aplica-se aqui para situações em que os distúrbios mentais possuem uma intenção claramente diabólica e destrutiva.

Infelizmente, existem pessoas na sociedade tão doentes que não se contentam em controlar os outros, mas obtêm igualmente satisfação em os destruir. Isto, porque o sadismo torna-se uma forma de prazer para tais personalidades.

A única razão pela qual a larga maioria das pessoas aceita tais personalidades entre si, permite ser influenciada por estas, e tolera seus comportamentos, é porque a grande maioria da população carece dos conhecimentos técnicos básicos para as poder identificar com clareza, e muitas vezes, de inteligência básica também. De facto, vários estudos em Psicologia revelam que mais de metate da população possui um QI abaixo do normal, resultado tem vindo a baixar em mais de 14 pontos nos últimos 50 anos.

Fazendo uso de técnicas cientificas e do resultado duma investigação com uma vasta equipa de especialistas, esta obra descreve de que modo tais personalidades controlam os outros e quais as técnicas mais comuns que usam para atingir os seus propósitos.

Os resultados aqui apresentados fazem síntese dum conjunto vastíssimo de técnicas de recolha de dados, entre as quais, o rastreamento de chamadas telefónicas, acesso à caixa de email e IP duma agressora, detetores eletrônicos do grau de mentira nas chamadas telefónicas para a vítima (o qual colaborava com a equipa de especialistas ao realizar perguntas específicas), durante meses, numa base diária, até se obter a totalidade das informações recolhidas.

Já a equipa em si, que colaborou na recolha de toda a informação exposta na obra, incluía um conjunto vastíssimo de colaboradores, nas mais variadas áreas, nomeadamente, uma empresa de detetives especializados em intervenções  no plano internacional, hackers contratados, psicólogos, e até mesmo videntes.

Quando comparamos a análise de todos estes especialistas com as palavras do exemplo em causa, parecerá inacreditável estarmos a referir-nos à mesma pessoa e, apesar de tudo, prova o quanto habilidosas tais personalidades diabólicas são no engano, na deceção e na manipulação dos outros para atingir os seus próprios, sempre destrutivos, fins.

Que esta obra sirva de exemplo para que não mais estes demónios se possam esconder entre nós, e, pelo contrário, sejam vistos como aquilo que são, indivíduos, homens e mulheres, profundamente doentes e carecendo de tratamento psiquiátrico. A maldade é, e deve ser vista, como uma doença mental perigosa.

Ao longo da minha vida conheci inúmeras pessoas afetadas pela depressão e o sofrimento profundo, bem como atormentadas ou possuídas por demónios. Embora a minha primeira reação tenha sempre sido a de medo e de repulsa, não podia negar a mim mesmo a minha própria humanidade, e era incapaz de recusar as ajudar quando em contacto comigo. Uma vida inteira dedicada a dezenas de religiões diferentes certamente encaminhava tais almas para mim, por provavelmente ser a última esperança destas.

Quanto pedimos a Deus por ajuda, essa ajuda realmente vem. Mas Deus não age diretamente, e por isso muitas pessoas que sofrem não podem ver de que modo já estão, em tempo presente, a receber a resposta às suas preces. Essa resposta surge frequentemente através das pessoas que conhecemos, e essa foi uma mais significativas perceções que obtive em todas as interações que vinham até mim.

A diferença entre as pessoas que rezam por ajuda e a recebem, e as que não a podem receber, é, em essência, apenas uma, e chamar-lhe-ia de arrogância, ou, por outras palavras, a incapacidade para ver Deus nas manifestações mais humildes. Conheci muitas pessoas que me retratavam, direta ou indiretamente, seus sofrimentos, mas recusavam escutar minhas respostas, ou ignoravam-nas por completo, acompanhando tal atitude com risadas e criticismo. Em vários casos também, essas mesmas pessoas me agrediram ou causaram meu despedimento no local de trabalho. “Quanto mais alto o monte mais forte o vento” (John Wycliffe). Portanto, não posso dizer que as tenham tentado ajudar de leve ânimo ou com grande boa vontade. “Quanto mais úteis formos a Deus, mais seremos atacados pelo inimigo” (Zac Pooonen).

Os casos mais graves que conheci respeitavam precisamente às pessoas religiosas e as denominadas de perfeitamente possuídas. No primeiro caso, tendem a criar uma ideia fantasiosa de Deus e fé, e creem que os seus rituais diários carecem de maior dedicação, ou que Deus é surdo e ignorante, quando são elas que não escutam nada e não percebem o que lhes é dito, e tendem a criticar quem coloca em causa suas crenças numa maneira que as desperta para a verdade espiritual sobre elas mesmas. No segundo caso, a própria palavra “amo-te” ou simplesmente o sentimento de amor, é sentido como agulhas a perfurar o corpo, e estas irão agredir quem as fizer sentir essa luz de Deus em seu coração.

Apesar de tudo, conheci também pessoas que foram capazes de reconhecer esta luz, esta resposta às suas preces. Pois, Deus e os anjos não comunicam do modo que esperamos, mas por vias misteriosas à mente. Quando mais precisamos e oramos, Deus coloca no nosso caminho com a ajuda de seus anjos, as pessoas que possuem a luz que tanto procuramos, ainda que estas não estejam vestidas de branco, não tenham asas e não comuniquem da forma que esperamos.

Este livro reflete essa luz e tudo o que aprendi com essas experiências. 

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