Hospitalidade e lugar de memória árabe na São Paulo/SP do século XXI

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O tema condutor deste estudo reside na análise do Centro Velho de São Paulo como lugar de memória árabe e da hospitalidade ali praticada. Entre os objetivos específicos, a obra identifica os logradouros públicos que permanecem com toponímia árabe; registra mediante fotografias os estabelecimentos que vendem comidas típicas e produtos da culinária árabe; e apresenta entrevistas com os proprietários sobre seu empreendimento e com frequentadores usuais, investigando suas influências na sociedade de acolhimento. Pesquisa de natureza qualitativa, fundamentada no método etnográfico, apoia-se no estudo descritivo e exploratório, por meio da observação participante. Para os árabes pertencentes à colônia, essa região é considerada como certa na compra de produtos alimentícios árabes, além de lugar do começo de uma nova empreitada, uma tentativa de melhorar de vida que vingou tanto aqui, no país acolhedor, quanto em seu território de origem. Constata-se o número reduzido de estabelecimentos de restauração árabe na região, que preserva a toponímia árabe e con
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About the author

A. Ricardo Abdalla, graduado, especialista e mestre em Hospitalidade pela Universidade Anhembi Morumbi, doutorando em História pela Pontifícia Universidade Católica de SP, onde pesquisa, pela vertente da gastronomia, a imigração sírio-libanesa na cidade de São Paulo. Além disso, trabalhou como chef de cozinha em vários restaurantes. Docente de graduação e pós em Gastronomia, ministra a disciplina de Cozinha Internacional e outras. Coordenou os cursos de bacharelado e tecnologia em Turismo e Hotelaria, respectivamente. O pesquisador tem ascendência árabe, portanto tal tema ligado a etnia foi sempre de seu interesse. É autor de trabalhos científicos e consultor em todo o país sobre essa área de atuação.
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Additional Information

Publisher
e-manuscrito
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Published on
May 1, 2019
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Pages
124
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ISBN
9788593955327
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Language
Portuguese
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Genres
History / Social History
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Há em todo o material que compõe Raça: trajetórias de um conceito – histórias do discurso racial na América Latina o interesse comum de se pensar o discurso racial tal como ele foi elaborado por diversos grupos da intelectualidade latino-americana. Esta é, portanto, uma coletânea de artigos que pretende discutir raça enquanto conceito dotado de força política e alvo de disputas identitárias, constantemente ressignificado em diversos momentos e lugares, inclusive nas obras dos vários autores que se utilizaram dele ao longo da história. O que quer dizer exatamente raça em cada uma dessas situações? Que território ela demarca? Quais os interesses em defender ou não a sua utilização? Para tornar possível trabalhar tomando estas questões como pontos de fuga, foi fundamental o exercício da interdisciplinaridade. Partindo da História Intelectual, portanto, os artigos aqui presentes dialogam com a História dos Conceitos, a História da Ciência e a Ciência Política, sem esquecer a importantíssima discussão de base antropológica que permeia todo o projeto, em um esforço que abrange países da América do Sul, México e Caribe, e engloba também reflexões sobre a constituição racial da América Latina realizadas por setores da intelectualidade dos Estados Unidos. Os autores deste livro são professores já consagrados nos seus campos e jovens pesquisadores das áreas de História e Ciências Sociais. A inquietação acerca das múltiplas dimensões do discurso racial na América Latina é o traço comum que une esses investigadores, vinculados a diferentes instituições de pesquisa.
O objetivo é refletir sobre a historicidade da visão de mundo e do imaginário românticos no romance urbano de Alencar e sobre o processo de constituição de suas representações, atentando para as concepções de amor, sociedade, natureza, religiosidade, masculinidade e feminilidade. Haja vista a presença persistente e obsessiva do amor nas sociedades atuais, sua frequência e seus deslocamentos nos bens simbólicos difundidos nos meios de comunicação, bem como considerando que a História parte das questões do presente rumo ao passado, o estudo volta-se aos primórdios da produção cultural literária brasileira, sob a égide romântica e da imprensa periódica, para perceber como aí se constituía essa temática. Porém, percebendo que compreender a noção de amor romântico demanda pensá-la num contexto mais amplo, ampliou-se o olhar para lidar com a visão de mundo e imaginário românticos. Pensando a visão de mundo como um conjunto de aspirações, sentimentos e ideias que reúne pessoas num mesmo grupo e as opõe a outros, e o imaginário como as variadas representações e imagens elaboradas sobre as práticas culturais, as quais expressam um modo peculiar de olhar a existência, investigam-se tais representações nos romances Cinco Minutos, A Viuvinha, A Pata da Gazela, Sonhos d'Ouro, Encarnação, Lucíola, Diva e Senhora, além de textos autobiográficos, políticos e ensaios críticos. Numa abordagem interpretativa do romantismo como fato histórico, social, cultural e estético, reconstroem-se as condições históricas nas quais se inseriam Alencar e seus escritos; a figura de Alencar como produtor das representações investigadas; as condições de criação e difusão destas mescladas à feição da cidade, dos meios culturais e dos circuitos de produção, difusão e recepção do imaginário romântico; as questões estéticas, preocupações e objetivos de sua escritura; seu percurso e sua atuação literária e intersecções com a política; as imagens que compunham sua forma de ver o mundo e seu imaginário, pois parte-se da hipótese de que estas são uma oposição a algumas dimensões do mundo capitalista e informavam a respeito do processo sociocultural de formação da subjetividade dos indivíduos numa sociedade em transformação. Nessas imagens, trata-se das ideias de amor e morte como formas de transcendência das tensões do indivíduo com a sociedade nefasta; da relação entre a sociedade e as práticas amorosas consideradas como doenças mentais e anomalias, como a idolatria, a obsessão e o fetiche; da relação entre sociedade/cidade e natureza na formação do indivíduo, sendo as primeiras vistas de forma negativa; da aproximação entre natureza e nação para construir uma imagem do lugar e do país; da mercantilização do corpo feminino com a prostituição; e da venda do homem corrompido moralmente no mercado matrimonial.
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