O grande engodo – Marcos Nobre O cientista político pensa a chegada da extrema-direita no mundo e no Brasil, os impasses das ciências humanas para entender a realidade atual, o esvaziamento da ideia de futuro e o papel das lutas identitárias em cenário de esgotamento democrático. Olhar como construir – Agnaldo Farias e Tuca Vieira O crítico e professor da FAU analisa o ensaio fotográfico Dead End, de Tuca Vieira, que ilustra esta edição da revista. Gentrificação e arquitetura são os termos principais do jogo do olhar entre o dado e o construído. Cágado – Ana Paula Pacheco Entra em cena o nonsense nessa comédia ligeira como tentativa de dar conta do momento Bolsonaro do país. Freud como grão-burguês e o patriarcado na psicanálise – Alessandra Martins Parente A psicanalista se debruça sobre o "Moisés" de Freud seguindo os passos de Walter Benjamin e Willy Haas em "De cidadão do mundo a grão-burguês". Ensaio sobre a origem das línguas – Jean-Jacques Rousseau Nova tradução do ensaio clássico. Texto na íntegra. Dossiê Literatura – Adriano Schwartz Organizado pelo professor de literatura contemporânea da USP, nove ensaios de jovens críticos tratam de diversas faces e questões da produção literária do pós-Segunda Guerra até hoje, no Brasil e no mundo. São eles: Athos Morais Valverde Júnior, Ellen Maria Vasconcellos, Henrique Balbi, Isabela Cordeiro Lopes, Mell Brites, Natalia Timerman, Paulo Avelino, Rafael Vaz de Souza e Wilker Sousa. Estudam, respectivamente: Ricardo Lísias, Ben Lerner, Tiago Ferro, Alejandro Zambra, Art Spiegelman, Karl Ove Knausgård,Juan José Saer,Ricardo Piglia e Georges Perec.
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Publisher
E-Galáxia
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Published on
Oct 25, 2019
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Pages
230
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ISBN
9788584742783
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Features
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Language
Portuguese
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Genres
Literary Criticism / Books & Reading
Social Science / Essays
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Nesta edição de Peixe-elétrico: Os livros da minha vida – Ricardo Piglia O autor organiza neste ensaio alguns aspectos de suas memórias a partir dos livros que teriam lhe marcado de forma bastante particular, sobretudo até a sua juventude. Lançando mão do sempre presente Emilio Renzi, o autor de "Respiração artificial" engenhosamente mostra que se há algo de sua vida que pode ser retomado, é a literatura. O texto de Piglia circulou durante a Feira do Livro de Guadalajara de 2014 e é uma amostra de sua produção mais recente. São textos memorialísticos, fragmentos de resenha, entradas de diários etc. Peixe-elétrico publica em primeira mão essa nova fase da obra de um dos principais escritores latino-americanos. A arte de ler – de Juan Villoro O texto comenta justamente a nova produção de Ricardo Piglia, observando como há ali uma espécie de ética de leitura. Para Villoro, Piglia está sintonizado com a ideia de Borges de que um livro tem a vida decidida por seus leitores e por isso seleciona momentos bastante delicados e radicais da arte de ler: homens encarcerados ou à beira da morte são alguns dos leitores que mais interessam a Ricardo Piglia. Haveria ainda na operação contemporânea do escritor argentino uma espécie de balanço de sua trajetória literária. Ler Piglia apresentado por Villoro nos parece um privilégio: são dois dos escritores mais livremente criativos da América Latina contemporânea. A musa falida – Alcir Pécora A famosa crise nos estudos de humanidades é discutida por Alcir Pécora na palestra que ele ofereceu aos alunos ingressantes na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra no início do ano letivo 2014-15. Mais do que apenas identificar fraturas ou apontar problemas, Pécora lança mão de um grupo de teóricos contemporâneos para fazer uma espécie de proposta de sobrevivência diante dos impasses que as humanidades no geral, e mais especificamente os estudos literários, enfrentam há alguns anos. Repare nos peixes: se debatendo, se debatendo sobre a pedra fria – Matilde Campilho Um dos nomes mais interessantes da nova poesia portuguesa, Campilho assina a primeira resenha da revista. Com a mesma sensibilidade de seus poemas, a autora analisa "Desalinho", de Laura Liuzzi, associando-o a outras manifestações culturais e identificando as tendências de outra jovem artista. O som ao redor (e a música que nos representa) – Leonardo Martinelli O ensaio discute como as políticas públicas de divulgação internacional de nossa música erudita obedecem a uma visão de nação muito específica e que acabam deixando de lado diversas manifestações interessantes e representativas. É uma forma excludente e às vezes clichê de pensar o Brasil, muitas vezes para satisfazer a uma certa visão estrangeira já pré-concebida sobre nós. Junto com o texto de Alcir Pécora, Martinelli demonstra disposição para o debate franco, crítico e livre, além de deixar claro nosso interesse por todas as artes. Mário de Andrade como ruína psicoetnográfica: o retrato de Flávio de Carvalho – Marcelo Moreschi Professor da Unifesp, Moreschi escreve um longo texto sobre o retrato que Flávio de Carvalho pintou de Mário de Andrade, as leituras e repercussões da obra e, sobretudo, a maneira como um dos nossos líderes modernistas construiu aos poucos a própria imagem e tentou controlar a recepção de seu trabalho. O ensaio abre todo um debate sobre a tradição artística brasileira e pode gerar várias reflexões. O globo da morte de tudo – Nuno Ramos e Eduardo Climachauska O ensaio visual que ilustra esta edição é parte do registro da exposição "O globo da morte de tudo". No caso desses dois artistas emblemáticos, a atitude de colocar tudo abaixo, serviu como motor para a produção de uma performance singular e perturbadora. Peixe-elétrico não podia estrear com imagens mais adequadas.
Há tempos que os ensaios clássicos de interpretação do Brasil, escritos nas décadas de 1920 e 1930, vêm alimentando nosso debate intelectual, dentro e fora da universidade. "Raízes do Brasil", de Sérgio Buarque de Holanda, está entre os que permanecem nos interpelando e nos ajudando a qualificar a dimensão de processo social que o nosso presente ainda oculta. Como um código, de cuja decifração dependesse a compreensão do peso do passado na configuração do presente e das nossas perspectivas de futuro enquanto sociedade. "Signo e desterro" de Pedro Meira Monteiro vem contribuir imensamente com os estudos do pensamento social brasileiro, desenvolvidos nas ciências sociais, história e estudos literários, que têm apostado no potencial heurístico daqueles ensaios para aproximar questões do presente, ou perenes em nossa sociedade, às interpretações do passado. Não apenas repensar os ensaios em sua identidade histórica, tarefa sem dúvida importante; mas surpreender e forjar um espaço cognitivo de comunicação entre o tempo da escritura e o nosso próprio tempo. Aliás, aí está uma exigência do ensaio como forma na recomposição da relação sujeito/objeto do conhecimento. As duas tarefas podem ser complementares, e, talvez, o êxito de "Signo e desterro" se deva também ao fato de ser ponto de chegada de um denso percurso intelectual, rico em deslocamentos de toda sorte. Além de autor de um dos livros fundamentais sobre Sérgio Buarque de Holanda, publicado há mais de uma década, entre outros trabalhos, Pedro Meira Monteiro com este seu novo livro amplia e enriquece nossa visão sobre "Raízes do Brasil" ao situá-lo em relação não apenas a temporalidades, mas também a contextos nacionais e tradições intelectuais distintas. Com a elegância intelectual de sempre, Pedro nos conduz agora pelas permanências de "Raízes do Brasil" na imaginação do país. Ao fazê-lo, concorre para redirecionar o estudo comparativo do pensamento social brasileiro para um campo mais aberto e mais criativo que o costumeiro. Enfim "desterrado", "Raízes do Brasil" tem ainda muito a nos dizer, como verá o leitor. (André Botelho)
Nesta edição de Peixe-elétrico: A estética da singularidade – FREDRIC JAMESON Fredric Jameson volta a pensar a arte contemporânea em texto publicado originalmente na revista New Left Review. Autor de um estudo que influenciou gerações posteriores – Pós-modernismo, ou a lógica cultural do capitalismo tardio –, o grande intelectual norte-americano analisa algumas manifestações culturais para notar o caráter de singularidade que a arte pode estar tomando. Como sempre, Jameson utiliza em sua análise um arco bastante amplo de exemplos: da culinária à economia, passando pelo cinema e pela literatura. Introdução ao pensamento de Fredric Jameson – MARIA ELISA CEVASCO Principal especialista brasileira na obra de Fredric Jameson, Maria Elisa Cevasco apresenta o ensaio "A estética da singularidade" e publica uma longa entrevista com o autor. Tradutora de Jameson para o português, Cevasco esclarece os principais pontos de sua obra e aponta alguns caminhos de interpretação. Uma verdade revolucionária – LINA MERUANE Autora do romance Sangue no olho, a escritora chilena, descendente de palestinos, Lina Meruane publica um conjunto de crônicas descrevendo sua visita à Palestina em busca de suas raízes familiares. Com o mesmo estilo tenso de seus textos de ficção, as crônicas traduzem bem a situação palestina, o clima de opressão e preconceito que cerca um dos povos mais marginalizados do mundo contemporâneo. Fotos da Cisjordânia – RAFAEL GUENDELMAN As fotos de Rafael Guendelman ilustram não apenas o conjunto de crônicas de Lina Meruane como toda esta edição da Peixe-elétrico: eloquentes e ao mesmo tempo profundas, mostram a cor e o rosto da Palestina. Knausgård e a arte da autoficção – LEYLA PERRONE-MOISÉS Sempre atenta à literatura contemporânea, Leyla Perrone-Moisés analisa a obra do escritor norueguês Karl Ove Knausgard, decifrando os mecanismos de composição da série Minha luta, apresentando inclusive as possíveis razões do sucesso de público dos livros. O texto é exemplar da concepção de resenha que Peixe-elétrico cultiva. Revolução conservadora – ELIAS THOMÉ SALIBA Uma nova e polêmica abordagem da história do Brasil – a passagem do Império para a República – nos é apresentada em resenha do livro do historiador Marcos Costa. Saliba encontra as raízes dessa ideia, bem como sua originalidade e limites. O Tempo domesticado – CARLOS GUILHERME MOTA Se a biografia é um dos gêneros mais difíceis para um historiador, o que dizer então da autobiografia? Mota apresenta o rascunho inicial de sua futura autobiografia, no qual abre para o leitor dilemas epistemológicos e afetivos para se lidar com o próprio passado vivido. As matemáticas em Borges – INÉS AZAR A crítica argentina radicada nos Estados Unidos aprofunda o estudo das bases teóricas matemáticas que permeiam a composição de diversos textos do grande autor argentino Jorge Luis Borges. Situa assim o autor juntamente com a revolução no campo da física ocorrida no início do século XX e nos apresenta o que há de original na forma como ele entendeu essas mudanças no campo do saber. Borges e o cinema – DAVID OUBIÑA Jorge Luis Borges começa a perder a visão quando surge o cinema moderno. No entanto o crítico de cinema argentino David Oubiña revela o quanto Borges foi um entusiasta do surgimento do cinema e como, paradoxalmente, essa limitação ao cinema antiquado marcou os rumos da construção de uma obra literária moderna. A educação pela pedrada – BRUNO RODRIGUES Partindo de uma análise das manifestações de 2013, o ensaísta tenta compreender como as novas mudanças no panorama editorial brasileiro influenciam a própria concepção de cultura, ao mesmo tempo em que avalia a queda para o oficialismo que no geral tem dominado a literatura brasileira contemporânea.
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