Manuel Pimenta. Opera Omnia. Tomo I

Imprensa da Universidade de Coimbra / Coimbra University Press
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Uma parte significativa da obra poética do P. Manuel Pimenta, S. J. foi postumamente publicada em 1622 por diligência dos seus confrades, numa edição de que se prometia uma continuação que de facto não teve. Neste projeto pretende-se reunir toda a produção poética deste Autor de que tivemos conhecimento, por forma a, no 1º tomo, incluirmos o texto e tradução da edição impressa referida, e, num 2º tomo, coligirmos, também com transcrição e tradução, além de alguns poemas impressos que integram as Anacephalaeoses (1621) do P. António Vasconcelos, um grande número  de composições manuscritas existentes em códices depositados nas BNP, ANTT, BPE e BGUC. 
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Acerca do autor

 António Guimarães Pinto é licenciado e mestre em Estudos Clássicos pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e Doutor em Letras (área do conhecimento da literatura latina) pela Universidade do Minho. Tem cultivado a investigação sobretudo na área do Humanismo português, possuindo ampla bibliografia relacionada com a obra e vida de D. Jerónimo Osório (traduções, ensaios e dissertações académicas), Diogo de Paiva de Andrade (introduções críticas, anotações, traduções e vasta antologia de toda a obra), António Luís (traduções e estudo crítico), André de Resende (traduções), António Pinto (traduções e investigação histórica) e Erasmo (traduções). Publicou também livros nos domínios da monografia histórica local (Braga) e da criação literária pura (poesia e narração). 

Sebastião Tavares de Pinho fez toda a sua carreira académica na Universidade de Coimbra: bacharel em Estudos Clássicos em 1971, licenciado em Línguas e Literaturas Clássicas e Portuguesa em 1972, doutorado em Literatura Latina do Renascimento em 1983, e professor catedrático desde 1992. Aí tem exercido a sua atividade docente lecionando as cadeiras de Civilização Grega, Língua e Literatura Latina Clássicas, e Latim e Literatura Latina Renascentistas. Foi simultaneamente professor convidado de parte das mesmas disciplinas na Universidade da Madeira e na Universidade Católica Portuguesa (Pólo de Viseu).

Entre as várias funções exercidas na Universidade de Coimbra contam-se as de vice-reitor, presidente da Comissão Científica do Grupo de Estudos Clássicos da Faculdade de Letras, coordenador científico do Centro de Estudos Clássicos e Humanísticos, e diretor de linha de investigação do mesmo Centro. Pertence a várias academias e associações nacionais e estrangeiras, é sócio fundador da Associação Internacional Anchietana (AIA) de São Paulo, foi Secretário-Geral e Tesoureiro da Associação Internacional de Lusitanistas (AIL) e co-fundador e diretor da sua revista Veredas, e da revista Máthesis da Faculdade de Letras da UCP (Pólo de Viseu). É sócio fundador da Associação Portuguesa de Estudos Neolatinos (APENEL) e presidente da sua Direção. Fez conferências e apresentou comunicações, em número de mais de uma centena, em congressos e colóquios científicos internacionais, e presidiu ou participou na organização de cerca de duas dezenas em Portugal e no estrangeiro. Os seus trabalhos científicos abrangem temas sobre os estudos clássicos greco-latinos, o legado clássico nas literaturas de língua portuguesa, os estudos camonianos e principalmente sobre o humanismo e a literatura neolatina do renascimento em Portugal. Entre as suas principais publicações contam-se: D. Jerónimo Osório, Carta à Rainha da Inglaterra, Crítica e modernização do texto latino, tradução e notas, Lisboa, Biblioteca Nacional, 1981, (254 p.); Lopo Serrão e o Seu Poema "Da Velhice", Estudo introdutório, texto latino e aparato crítico, tradução e notas, Coimbra, IECH, 1987 (tese de doutoramento), (954 p.); Cícero, As Catilinárias, Introdução, tradução do latim e notas, Lisboa, Edições 70, 11990, 22006, (100 p.); Cícero, A Amizade, Introdução, tradução do latim e notas, Coimbra, IECH, 1993, (88 p.); O Humanismo em Portugal. Estudos I, Lisboa, INCM, 2006, (352 p.); O Humanismo em Portugal. Estudos II, Lisboa, INCM, 2006, (402 p.); Decalogia Camoniana, Coimbra, Centro Interuniversitário de Estudos Camonianos, 2007 (208 p.).


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Informações adicionais

Editora
Imprensa da Universidade de Coimbra / Coimbra University Press
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Publicado em
30 de nov de 2016
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Páginas
712
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ISBN
9789892612409
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Funcionalidades
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Ideal para
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Idioma
português
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Constitui propósito primeiro deste trabalho dar a conhecer a obra do Beato Amadeu. As conclusões são poucas, mas, do meu ponto de vista, as suficientes para garantirem que Amadeu, ou seja, João da Silva Meneses, não era ignorante. Como foi possível esquecerem-se os que assim o julgam em Portugal de que foi educado na considerada uma das cortes mais cultas da Europa de então? Mesmo o Prof. Sousa Costa, ilustre franciscano, que tão longe levou o estudo histórico sobre Amadeu e a sua família? O parágrafo sobre a história da “deturpação” da obra afigura-se-me elucidativo. Devo dizer que o Prof. Sousa Costa reconhecia nunca haver lido Apocalypsis Noua, porque a sua linha de acção seguia por outro caminho. Culto e profundo eram os qualificativos que eu lhe reconhecia quando os vi confirmados pelo dominicano que em meados do séc. XVI escreveu o texto que consta do apêndice do códice G e que se anexa no final. Poderão ter razão os que afirmam que a obra foi adulterada? Como justificariam então a confluência de elementos como seja a concordância de todos os manuscritos, a rede de relações internas e o modo como o apêndice do manuscrito M nos fala dos cuidados com que a obra era guardada até haver sido dada a conhecer? Como seria possível que num ambiente de tanta exigência se adulterasse uma obra que teve tanto impacte sem haver qualquer rasto dessa aventura ou qualquer eco crítico? Considero que ficou suficientemente mostrado que, com eventuais pequenos acrescentos marginais, a obra tem unidade e coerência, que dificilmente manteria se houvesse sido interpolada. Que o Beato Amadeu era homem culto, estudioso e profundo e que é o autor da obra que sempre levou o seu nome, foi a conclusão a que cheguei e que apresento. Outras pequenas conclusões, como o lugar do seu nascimento, o haver ou não sido educado na corte, o seu tempo de permanência em Guadalupe, são pormenores históricos que estão já afirmados e me limitei a coligir. Os seus objectivos ao escrever Apocalypsis Noua julgo haverem ficado claros na finalidade primeira reconhecida à obra, a reforma da Igreja. Era este acompanhado por outro não menos importante, que era a união das duas Igrejas, a ocidental e a oriental. Clara me parece haver ficado também a mentalidade que enformava o sentir de Amadeu no sonho de um futuro que começaria com o advento do Pastor. Qual fosse a duração desse milénio não se procurou especificamente saber, mas ficou suficientemente afirmado que coincidiria com o estabelecimento do reino de Cristo na Terra. Ponto importante no estudo do homem e da obra era reconhecer as influências que o marcaram. Com o preciosíssimo auxílio das notas do manuscrito N, notas que me parece poder-se afirmar serem de S. Roberto Belarmino, pois foi ele, no dizer de Barbosa Machado, que encontrou na obra de Amadeu os tais cinquenta e sete desvios, conseguiu-se compor um painel de nomes de teólogos e filósofos que ocupam todo o espectro da filosofia e da teologia da Igreja. Da análise da obra resultam ainda referências clássicas que, se não foram todas directamente bebidas nas fontes, algumas o terão sido, pois havia na corte condições objectivas para isso. Ponto importante se considera a avassaladora presença dos Apócrifos. Serviam um dos objectivos deste autor, falar dos dogmas, que o seriam só mais tarde, da Imaculada Conceição e da Assunção, dado ser claro que, juntamente com a reforma da Igreja, faziam eles parte do objectivo primeiro de Amadeu. Maria ocupa lugar importante em Apocalypsis. Aqui chegado, brota espontânea no meu espírito a prece tantas vezes escutada: Que Deus lhe ponha a virtude, que eu da minha parte fiz o que pude.
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