O amigo americano: Nelson Rockefeller e o Brasil

Editora Companhia das Letras
1

Herdeiro de uma das maiores fortunas do mundo, membro da ala "liberal" do Partido Republicano, Nelson Aldrich Rockefeller foi governador do estado de Nova York por quatro mandatos, vice-presidente dos Estados Unidos e eterno aspirante ao primeiro posto da República ianque. Mas o que se revela neste saboroso perfil é a faceta menos conhecida de sua biografia: a de propulsor do capitalismo brasileiro. Rockefeller aproximou-se do país quando se tornou chefe do Office of Inter-American Affairs, a agência para assuntos interamericanos dos Estados Unidos (a qual trouxe Orson Welles e Walt Disney para o Brasil, e mandou Carmen Miranda na via inversa), organismo que tinha por missão afastar o governo Vargas do nazifascismo e, uma vez vencida a Segunda Guerra, garantir que o Brasil permanecesse no bloco de influência norte-americano. Com afinco, "boas intenções" e fortemente imbuído da ideologia de seu país e de sua classe, o político manifestou genuíno interesse pelo Brasil, e aqui se envolveu, inclusive como investidor direto, mecenas e empresário, nas mais diversas atividades, do cultivo da borracha ao planejamento urbanístico de São Paulo, do incentivo às artes à constituição de fundos de investimento que modernizaram o mercado de capitais local, sempre na tentativa de importar a eficiência e o American way of life como antídotos à expansão do comunismo"Em O amigo americano, Antonio Pedro Tota traça o perfil daquele que, meio século atrás, era por muitos considerado a quintessência do imperialismo, um açambarcador da riqueza nacional, um manipulador demoníaco. Conseguiu, no entanto, compor o retrato equilibrado de um empresário e político que, de modo coerente, buscou fomentar o desenvolvimento econômico no Brasil. " - Jorge Caldeira
Read more

About the author

Nasceu em Piracicaba, São Paulo, em 1942. É doutor em história pela USP, professor titular de história contemporânea na PUC-SP e lecionou como professor visitante na Pace University. Além de ensaios, publicou diversos livros didáticos de história. É autor, entre outros, de O Estado Novo (1983), O imperialismo sedutor (2000) e Os americanos (2009, em coautoria com Adriano Marangoni).
Read more

Reviews

1.0
1 total
Loading...

Additional Information

Publisher
Editora Companhia das Letras
Read more
Published on
Jul 21, 2014
Read more
Pages
480
Read more
ISBN
9788543802329
Read more
Language
Portuguese (Portugal)
Read more
Genres
Biography & Autobiography / Political
History / Latin America / South America
Read more
Content Protection
This content is DRM protected.
Read more
Read Aloud
Available on Android devices
Read more

Reading information

Smartphones and Tablets

Install the Google Play Books app for Android and iPad/iPhone. It syncs automatically with your account and allows you to read online or offline wherever you are.

Laptops and Computers

You can read books purchased on Google Play using your computer's web browser.

eReaders and other devices

To read on e-ink devices like the Sony eReader or Barnes & Noble Nook, you'll need to download a file and transfer it to your device. Please follow the detailed Help center instructions to transfer the files to supported eReaders.
Antonio Pedro Tota
Following completion of the U.S. air base in Natal, Brazil, in 1942, U.S. airmen departing for North Africa during World War II communicated with Brazilian mechanics with a thumbs-up before starting their engines. This sign soon replaced the Brazilian tradition of touching the earlobe to indicate agreement, friendship, and all that was positive and good—yet another indication of the Americanization of Brazil under way during this period.

In this translation of O Imperialismo Sedutor, Antonio Pedro Tota considers both the Good Neighbor Policy and broader cultural influences to argue against simplistic theories of U.S. cultural imperialism and exploitation. He shows that Brazilians actively interpreted, negotiated, and reconfigured U.S. culture in a process of cultural recombination. The market, he argues, was far more important in determining the nature of this cultural exchange than state-directed propaganda efforts because Brazil already was primed to adopt and disseminate American culture within the framework of its own rapidly expanding market for mass culture. By examining the motives and strategies behind rising U.S. influence and its relationship to a simultaneous process of cultural and political centralization in Brazil, Tota shows that these processes were not contradictory, but rather mutually reinforcing.

The Seduction of Brazil brings greater sophistication to both Brazilian and American understanding of the forces at play during this period, and should appeal to historians as well as students of Latin America, culture, and communications.

©2017 GoogleSite Terms of ServicePrivacyDevelopersArtistsAbout Google
By purchasing this item, you are transacting with Google Payments and agreeing to the Google Payments Terms of Service and Privacy Notice.