Olhos d'água

Pallas Editora
13
Free sample

Em Olhos d'água Conceição Evaristo ajusta o foco de seu interesse na população afro-brasileira abordando, sem meias palavras, a pobreza e a violência urbana que a acometem.
Read more

About the author

Conceição Evaristo é mestra em Literatura Brasileira pela PUC-Rio, e doutora em Literatura Comparada pela Universidade Federal Fluminense. Suas obras, em especial o romance Ponciá Vicêncio, de 2003, abordam temas como a discriminação racial de gênero e de classe. A obra foi traduzida para o inglês e publicada nos Estados Unidos em 2007.
Read more
4.3
13 total
Loading...

Additional Information

Publisher
Pallas Editora
Read more
Published on
May 17, 2016
Read more
Pages
116
Read more
ISBN
9788534705974
Read more
Language
Portuguese
Read more
Genres
Literary Criticism / Short Stories
Read more
Content Protection
This content is DRM protected.
Read more
Read Aloud
Available on Android devices
Read more

Reading information

Smartphones and Tablets

Install the Google Play Books app for Android and iPad/iPhone. It syncs automatically with your account and allows you to read online or offline wherever you are.

Laptops and Computers

You can read books purchased on Google Play using your computer's web browser.

eReaders and other devices

To read on e-ink devices like the Sony eReader or Barnes & Noble Nook, you'll need to download a file and transfer it to your device. Please follow the detailed Help center instructions to transfer the files to supported eReaders.
Esta coletânea é composta por três ensaios: “Histórias para sentir medo”, de Pedro Bandeira; “O fascínio do medo”, de Luiz Raul Machado; “Sombras da adolescência”, de Daniel Piza e “O terror diz: ‘até breve!’”, de Luiz Antonio Aguiar.

No primeiro ensaio, Pedro Bandeira faz interessantes observações acerca do prazer que o medo gerado pela leitura pode nos proporcionar. Tal prazer, para ele, seria uma consequência do trabalho criativo a que o ato de ler nos submete, que nos faz criar e sentir algo que está apenas nos sendo contado.

Em “O fascínio do medo”, Luiz Raul Machado afirma que é justamente o fascínio pelo medo criado apenas pela imaginação o responsável pela atração que as histórias de terror promovem. Segundo o autor, é isso que motiva as diversas releituras dos clássicos de terror que foram e continuam sendo feitas ao longo do tempo. Trata-se de ver com novos olhos e redescobrir sensações antigas.

“Sombras da adolescência” aborda inicialmente as obras de Poe, expandindo-se posteriormente para outros textos, mostrando o fascínio e a influência que estes podem exercer na adolescência, época em que nasce a vontade de ampliar horizontes e viver aventuras.

Por fim, no último ensaio, Luiz Antonio Aguiar faz um panorama bem explicativo sobre o gênero gótico. Quem tem interesse no assunto e quer conhecer mais sobre a literatura gótica não pode perder.

Com apresentação de Luis Antônio Aguiar, estes ensaios fazem parte do livro Góticos: Contos Clássicos - Vampiros, Múmias, Fantasmas e Outros Astros da Literatura de Terror, primeiro volume da Coleção Góticos.

Talvez o leitor possa considerar que o título desta obra sugira que alguém necessite desfazer-se de alguma coisa. A licença poética, contudo, permite-me transformar o substantivo “livro” em verbo. Neste caso, o verbo “livrar-se” toma para si o sentido do substantivo e deixa de significar tornar-se livre de alguma coisa, passando a exprimir a ideia de transformar-se em livro. Esta é a minha segunda coletânea de crônicas. Penso que agora estou definitivamente me livrando, isto é, traduzinho, cada vez mais, ideias em palavras, transformando-as em livros. Quando faço este movimento – que se inicia de fora para dentro, mas que só se concretiza quando expresso reflexões em palavras escritas -, livro-me. Quando livro-me, as ideias não me pertencem mais, ganham mundo, vão viajar por onde nem se pode imaginar. Contudo, eu também acabo me livrando, no sentido literal, tornando-me mais leve, quando faço materializarem-se, no papel, sentimentos relacionados às dores do mundo, da alma e de amores de que falava na minha obra anterior. Palavralgia, e que continuo abordando no presente trabalho. Livro-me quando ponho a esburacada alma para fora. Só a sutil matéria de que é formada a imaginação é passível de preenche-la, transformando o que é oco em algo mais substancial. Então, em vez de pedir a Deus que me livre, digo “Deu me livro”, doando, assim, um pouco de alma, uma pequena contribuição, com aquilo que mais gosto de fazer: livrar-me. Então, livrai-me, Senhor!
©2018 GoogleSite Terms of ServicePrivacyDevelopersArtistsAbout Google|Location: United StatesLanguage: English (United States)
By purchasing this item, you are transacting with Google Payments and agreeing to the Google Payments Terms of Service and Privacy Notice.