O PLÁGIO não é apenas um roubo de ideias; no campo da arte, ele envolve ego, desespero e a linha tênue entre inspiração e trapaça. Até onde você iria para ser chamado de gênio? Toda grande obra-prima esconde uma digital. Às vezes, ela não pertence a quem assina a tela, àquele que rege a orquestra ou a quem estampa a capa do livro. Nas sombras do sucesso absoluto, residem os ecos de vozes silenciadas, fórmulas roubadas e diários transformados em ficção por mãos alheias. Em A Sombra do Outro, Daisy Aguinaga d’ Eibar conduz uma investigação visceral sobre o crime mais íntimo da arte: o plágio. Através de quatro contos que percorrem os ateliês de Paris, os auditórios de Viena e as escavações do Cairo, o leitor descobrirá que uma fragrância milenar, uma sétima nota suspensa ou um detalhe oculto sob o verniz podem ser as armas de uma vingança poética e implacável. Uma antologia perturbadora sobre o ego, o desespero e a verdade inegociável de que palavras e melodias roubadas são cacos de vidro que, cedo ou tarde, terminam por dilacerar o impostor. A originalidade é o plágio que ainda não foi descoberto. Mas a alma do verdadeiro criador nunca aceita o anonimato.
O PLÁGIO não é apenas um roubo de ideias; no campo da arte, ele envolve ego, desespero e a linha tênue entre inspiração e trapaça. Até onde você iria para ser chamado de gênio? Toda grande obra-prima esconde uma digital. Às vezes, ela não pertence a quem assina a tela, àquele que rege a orquestra...