Na esteira dos recentes protestos que abalaram o país, a Boitempo lança Cidades rebeldes: Passe Livre e as manifestações que tomaram as ruas do Brasil. Trata-se do primeiro livro impresso inspirado nos megaprotestos que ficaram conhecidos como as Jornadas de Junho, além de ser o principal esforço intelectual até o momento de analisar as causas e consequências desse acontecimento marcante para a democracia brasileira. Escrito e editado no calor da hora, em junho e julho, Cidades rebeldes é um livro de intervenção, que traz perspectivas variadas sobre as manifestações, a questão urbana, a democracia e a mídia, entre outros temas. Publicada em parceria com o portal Carta Maior e com o apoio da Fundação Rosa Luxemburgo, a obra segue a linha do livro Occupy: movimentos de protestos que tomaram as ruas, com o mesmo formato e preço (R$10,00 o impresso, R$5,00 o e-book), e consolida uma nova coleção da Boitempo, de livros de intervenção e teorização sobre acontecimentos atuais, intitulada "Tinta Vermelha", em referência a um trecho do discurso do filósofo esloveno Slavoj Žižek no Occupy Wall Street, em 2011. Para tornar o livro acessível ao maior número de pessoas - estimulando-as, quem sabe, a ir às ruas por mudanças -, autores cederam gratuitamente seus textos, tradutores não cobraram pela versão dos originais para o português, quadrinistas e fotógrafos abriram mão de pagamento por suas imagens, o que possibilitou deixar o volume a preço de custo.
Read more
Collapse
4.2
68 total
Loading…

Additional Information

Publisher
Boitempo Editorial
Read more
Collapse
Published on
Oct 23, 2015
Read more
Collapse
Pages
112
Read more
Collapse
ISBN
9788575593424
Read more
Collapse
Read more
Collapse
Read more
Collapse
Language
Portuguese
Read more
Collapse
Genres
Political Science / Essays
Read more
Collapse
Content Protection
This content is DRM protected.
Read more
Collapse
Read Aloud
Available on Android devices
Read more
Collapse

Reading information

Smartphones and Tablets

Install the Google Play Books app for Android and iPad/iPhone. It syncs automatically with your account and allows you to read online or offline wherever you are.

Laptops and Computers

You can read books purchased on Google Play using your computer's web browser.

eReaders and other devices

To read on e-ink devices like the Sony eReader or Barnes & Noble Nook, you'll need to download a file and transfer it to your device. Please follow the detailed Help center instructions to transfer the files to supported eReaders.
Para este livro, a minha ideia foi chamar dois debatedores para falar de Política – cada um representando um dos seus espectros ideológicos.

Eu enviei perguntas para que ambos os convidados respondessem sem que soubessem previamente da resposta um do outro. O meu intuito foi poder demonstrar que o embate de ideias é não somente saudável, como extremamente necessário para a boa Política. Afinal, a política comprada pelos grandes corruptores não tem mais quase espaço para qualquer tipo de ideologia – é o que eu costumo chamar de Grande Negócio Eleitoral.

E, também vale lembrar, o objetivo final do embate de ideias não é “exterminar” a opinião contrária – isto sim, seria uma Ditadura, quando alguém se presta a governar sem dar chance da oposição se manifestar. Aqui ambos os convidados tiveram pleno espaço para a manifestação e, quem sabe até, algumas conclusões em comum.

O mediador.

***

[número de páginas]
Equivalente a aproximadamente 78 págs. de um livro impresso (tamanho A5).

[sumário, com índice ativo]
- Introdução
- Cap.1: O que são, afinal, a Direita e a Esquerda?
- Cap.2: Como trazer as ideologias de volta a Política?
- Cap.3: Qual é a reforma fiscal ideal?
- Cap.4: Como blindar a democracia dos projetos de poder?
- Cap.5: É viável tornar o capitalismo sustentável?
- Cap.6: A quem interessa a polarização entre PT e PSDB?
- Cap.7: Os comentários
- Notas

[ uma edição Textos para Reflexão distribuída em parceria com a Bibliomundi - saiba mais em raph.com.br/tpr ]
Contrapondo-se ao discurso sobre educação pautado apenas por indicadores, rankings e eficiência, a Boitempo lança Educação contra a barbárie: por escolas democráticas e pela liberdade de ensinar. Fernando Cássio, organizador da obra e especialista em políticas públicas de educação, convidou mais de 20 autores para propor um debate franco e corajoso sobre as principais ameaças à educação pública, gratuita e para todas e todos: o discurso empresarial, focado em atender seus próprios interesses; a perseguição à atividade docente e à auto-organização dos estudantes; e o conservadorismo que ameaça o caráter laico, livre e científico do ambiente escolar. Neste novo volume da coleção Tinta Vermelha, selo que busca provocar reflexões sobre assuntos atuais, temas como revisionismo histórico, experiências de educação popular, financiamento do ensino público, dilemas da educação a distância e a polêmica ideologia de gênero são abordados com rigor teórico e linguagem acessível. A obra conta com prólogo de Fernando Haddad e quarta capa de Mario Sergio Cortella. A 1a parte do livro trata dos desafios à condução e à organização do ensino público. Daniel Cara e Ana Paula Corti desenvolvem concisos panoramas sobre as políticas educacionais no Brasil nos últimos anos e a situação do Ensino Médio, respectivamente. Os textos de Carolina Catini e Marina Avelar ampliam o debate sobre a educação como mercadoria e o avanço dos interesses privados sobre o ensino público, enquanto o de Silvio Carneiro volta-se aos reflexos dessa concepção de educação na formação dos alunos, no que ele chama "ideologia da aprendizagem". Catarina de Almeida Santos trata de um modelo educacional que, embora apresente aspectos positivos em determinados contextos, tem sido usado para ampliar a mercantilização da educação e precarizar a formação dos estudantes: o ensino a distância. Já os ensaios de José Marcelino de Rezende Pinto e Vera Jacob Chaves discutem, nessa ordem, o financiamento da educação pública e os movimentos de financeirização no ensino superior privado lucrativo. A 2a parte da obra volta-se às atuais ameaças às práticas docentes e à educação democrática. Isabel Frade e Bianca Correa escrevem sobre as disputas na definição de políticas para a alfabetização e a primeira infância, respectivamente. Matheus Pichonelli aborda a educação domiciliar, prática polêmica defendida pelo atual governo e incluída como meta para os 100 primeiros dias de governo, enquanto Rudá Ricci faz a crítica da militarização das escolas. O debate das religiões de matrizes africanas e indígenas em sala de aula é feito por Denise Botelho, seguido por uma reflexão de Maria Carlotto sobre a guerra do governo federal contra os intelectuais brasileiros e a academia. Alexandre Linares e Eudes Baima abordam o famigerado Escola Sem Partido e a perseguição aos professores ele tenta impor nas escolas, enquanto Rogério Junqueira procura esclarecer o que seria, afinal, a "ideologia de gênero". Sérgio Haddad fecha a segunda parte com um texto sobre o educador Paulo Freire, mundialmente reconhecido, mas cada vez mais alvo do discurso reacionário no Brasil. A 3a e última parte aponta caminhos e desafios para uma educação democrática. Rodrigo Ratier tece um elogio à raiva e à revolta nas escolas, e Pedro Pontual aborda os desafios e as propostas para a educação popular e a participação social. A busca por novos recursos educacionais e o conhecimento como bem comum são os assuntos do ensaio de Bianca Santana, seguido por uma exposição de Sonia Guajajara sobre o modelo da educação indígena como forma de enfrentamento da barbárie. Alessandro Mariano aborda o projeto educativo das escolas do MST, que há 3 décadas formam pessoas de todas as idades e fomentam inovações pedagógicas.
A memória coletiva marcará 2011 como o ano em que as pessoas tomaram as ruas de diversos países em uma onda de mobilizações e protestos sociais: um fenômeno que começou no norte da África, derrubando ditaduras na Tunísia, no Egito, na Líbia e no Iêmen; estendeu-se à Europa, com ocupações e greves na Espanha e Grécia e revolta nos subúrbios de Londres; eclodiu no Chile e ocupou Wall Street, nos EUA, alcançando no final do ano até mesmo a Rússia. Das praças ocupadas por acampamentos às marchas de protesto nas avenidas das principais metrópoles, emergiu uma consciência de solidariedade mútua que resultou em toda sorte de material multimídia sobre o movimento na internet, amplamente compartilhado nas redes sociais. Para o jornalista, doutor em Ciências Sociais e blogueiro Leonardo Sakamoto, o que muita gente ainda não percebeu é que tais ferramentas não são utilizadas para a mera descrição dos fatos, mas sim para a construção e reconstrução da realidade: "Quando a pessoa atua através de uma dessas redes, não reporta simplesmente. Inventa, articula, muda. Vive". Inspirada por essa campanha colaborativa, a Boitempo lança, em parceria com a revista eletrônica Carta Maior, a coletânea Occupy - movimentos de protesto que tomaram as ruas, a qual reúne artigos de pensadores críticos deste novo momento da política global em que a voz das ruas passa a ocupar o cenário. O livro será vendido a preço de custo, graças à colaboração dos autores e ilustradores, que cederam os direitos autorais para tornar a obra mais acessível e condizente com a proposta do movimento. Imbuídos não só da lucidez da crítica, mas também da esperança e da paixão pelo engajamento, os textos apresentam alguns consensos, como a certeza do declínio geral do capitalismo; a percepção de uma nova solidariedade social; e a análise da ausência, até o momento, de uma definição estratégica dos movimentos de ocupação.
"O Partido de Wall Street teve seu tempo e falhou miseravelmente. Como construir uma alternativa a partir de sua ruína é tanto uma oportunidade imperdível quanto uma obrigação que nenhum de nós pode ou deveria jamais procurar evitar." É com essa máxima que o geógrafo acadêmico mais citado do mundo, David Harvey, inicia seu novo livro, O enigma do capital: e as crises do capitalismo, o primeiro de sua autoria a ser lançado pela Boitempo Editorial. Harvey parte da análise da crise do subprime imobiliário de 2008 para demonstrar que, apesar de seu alcance e tamanho, ela não difere das crises passadas. Para tanto, o autor estuda as condições necessárias para a acumulação do capital e utiliza rigoroso arsenal teórico ao expor o papel fundamental que as crises têm na reprodução do capitalismo e os riscos sistêmicos de longo prazo que o capital representa para a vida no planeta. Riscos sistêmicos estes, inerentes ao capitalismo de livre mercado, que os economistas não foram capazes de compreender quando a crise estourou e até hoje parecem não ter ideia do que são ou do que fazer com eles. "Quando os políticos e economistas especializados parecem tão inconscientes e indiferentes à propensão do capitalismo a crises, quando tão alegremente ignoram os sinais de alerta a seu redor e chamam os anos de volatilidade e turbulência iniciados nos anos 1990 de 'a grande moderação', então o cidadão comum pode ser perdoado por ter tão pouca compreensão em relação ao que o atinge quando eclode uma crise e tão pouca confiança nas explicações dos especialistas que lhe são oferecidas", afirma o autor. Nem sempre, porém, houve essa cegueira generalizada entre os economistas.
©2020 GoogleSite Terms of ServicePrivacyDevelopersArtistsAbout Google|Location: United StatesLanguage: English (United States)
By purchasing this item, you are transacting with Google Payments and agreeing to the Google Payments Terms of Service and Privacy Notice.