O corpo impossível

Editora Iluminuras Ltda
Free sample

A fragmentação da consciência, considerada um dos princípios fundadores do modernismo, desencadeou de forma correlata a ideia de fragmentação do corpo. No período entre o fim do século XIX e a Segunda Grande Guerra, diversos artistas e escritores se voltaram para a criação de imagens do corpo dilacerado, dispostos a subverter a tradição do antropomorfismo para inaugurar uma estética contemporânea aos dilemas de seu tempo. Em O corpo impossível – escrito num estilo de notável clareza –, Eliane Robert Moraes recompõe o itinerário desse imaginário. Para tanto, promove uma análise da vertente do modernismo francês que vai de Lautréamont aos surrealistas, com particular atenção ao pensamento de Georges Bataille. Daí resulta uma fina interpretação do tema, cuja originalidade está justamente em colocar história e estética em diálogo.
Read more
Collapse

About the author

Eliane Robert Moraes é crítica literária e professora de Estética e Literatura na PUC-SP. Graduada em Ciências Sociais pela USP, defendeu o Mestrado e o Doutorado nessa mesma universidade, na área de Filosofia. Entre suas publicações, destacam-se diversos ensaios sobre o imaginário erótico na literatura, além dos livros Marquês de Sade — Um libertino no salão dos filósofos (Educ, 1992) e Sade — A felicidade libertina (Imago, 1994).
Read more
Collapse
Loading...

Additional Information

Publisher
Editora Iluminuras Ltda
Read more
Collapse
Published on
Jul 7, 2016
Read more
Collapse
Pages
240
Read more
Collapse
ISBN
9788573215090
Read more
Collapse
Read more
Collapse
Read more
Collapse
Language
Portuguese
Read more
Collapse
Genres
Art / Subjects & Themes / Human Figure
Read more
Collapse
Content Protection
This content is DRM protected.
Read more
Collapse
Read Aloud
Available on Android devices
Read more
Collapse

Reading information

Smartphones and Tablets

Install the Google Play Books app for Android and iPad/iPhone. It syncs automatically with your account and allows you to read online or offline wherever you are.

Laptops and Computers

You can read books purchased on Google Play using your computer's web browser.

eReaders and other devices

To read on e-ink devices like the Sony eReader or Barnes & Noble Nook, you'll need to download a file and transfer it to your device. Please follow the detailed Help center instructions to transfer the files to supported eReaders.
Teoria da religião, de Georges Bataille (escrito em 1948, mas publicado postumamente), é um livro inclassificável. É ao mesmo tempo um livro de antropologia, de economia, de sociologia, de história da religião (no singular). A religião é compreendida aqui em um movimento geral que abrange a totalidade da história da vida social. O cristianismo – a religião moral, humanizada, capitalista, a "religião nos limites da razão" – é remetido a um plano etnográfico, que tem na vida animal, no que Bataille chama de intimidade ou imanência, o seu grau zero ou a sua ontologia. É nas "sociedades primitivas" que Bataille encontra o sagrado, que o surgimento do mundo do trabalho virá interromper, introduzindo uma separação no interior da intimidade animal. Esta só vislumbrada de novo na operação suntuária do potlatch, no sacrifício – do animal, do homem, do Deus. Como e por que ler este texto no século XXI no Brasil? A leitura que se fará dele hoje é substancialmente diferente da que foi feita pelos seus contemporâneos franceses, que ouviram a conferência "Esquema de uma história das religiões", que serviu de base ao livro, também publicada neste volume. Teoria da religião permanece uma das tentativas mais profundas de pensar uma alternativa ao modelo econômico do mercado, do valor de troca, da produção. Há neste livro uma reflexão energética, uma referência provocadora aos animais, e às religiões totêmicas, e um lugar reservado ao islamismo extremamente atuais. Teoria da religião continua um livro profundamente enigmático. Leiamos ou releiamos Bataille.
Ainda que a literatura, como questão e prática, atravesse toda sua obra, é em A literatura e o mal que Georges Bataille se empenha de maneira mais explícita na busca de seu sentido – ou de seu não-sentido –, afirmando desde o princípio que ela "é o essencial ou não é nada". E se essa essencialidade se acha vinculada ao mal é porque, sem atormentar o bem e a virtude (como acontece em Sade), ou santificar o mal por desejá-lo como bem (como se dá em Genet), a literatura se torna insípida, destituída de interesse. Para Bataille isso já está dado na infância, quando as disposições do indivíduo se mostram soberanas, na recusa de tudo aquilo que, por meio do cálculo e da razão normativa, pretende regular o desejo e o dispêndio. Assim, a literatura deve confessar sua culpa, já que é "a infância reencontrada". Há dois fins primordiais que a humanidade persegue, a rigor inconciliáveis: o primeiro, ligado à ideia do bem e da moral, é a conservação da vida a todo custo; o segundo, que Bataille associa ao mal e a uma hipermoral, é o aumento de sua intensidade: "a aprovação da vida até na morte". Perseverando em favor do segundo, a literatura se realiza como atividade inoperante no extremo do possível e do perigo, levando, não raras vezes, personagens e escritores à ruína. Neste livro magistral, Bataille analisa, ou, antes, potencializa as obras de oito autores que de um modo ou de outro são atravessadas pelo mal, para dar a ver em cores vivas a radicalidade de seu próprio pensamento. Contador Borges
©2020 GoogleSite Terms of ServicePrivacyDevelopersArtistsAbout Google|Location: United StatesLanguage: English (United States)
By purchasing this item, you are transacting with Google Payments and agreeing to the Google Payments Terms of Service and Privacy Notice.