O Estado de Narciso: A comunicação pública a serviço da vaidade particular

Editora Companhia das Letras

Eugênio Bucci, ex-presidente da Radiobrás, investiga com brilho os dilemas da comunicação pública no Brasil. Como reportar as vaias recebidas pela presidente da República num evento público? Como anunciar dias de total escassez de água no estado de São Paulo sem comprometer o governo? Até que ponto a comunicação pública pode ser considerada realmente pública no Brasil?Eugênio Bucci investiga e analisa neste livro as fronteiras da "supermáquina da comunicação oficial", trazendo à tona uma realidade escandalosa e ainda pouco discutida, relativa aos interesses privados e às táticas de informação nas diferentes esferas do poder público. A ideia é desmontar uma "usina de propaganda ideológica" e autopromoção, que precisa ser revista. O jornalista, professor da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, ex-presidente da Radiobrás e membro do conselho da Fundação Padre Anchieta, fala com o conhecimento de quem acompanha de perto os movimentos do front. Orçamentos bilionários e manobras para tirar proveito de brechas nas leis estão em jogo numa guerra em que a sociedade paga para ter acesso à informação e recebe em troca outro tipo de serviço. Com uma investigação minuciosa, Bucci questiona os atores envolvidos (máquina pública, mercado privado, partidos políticos, estrategistas) e propõe alternativas com base em experiências de outros países, como a da BBC de Londres. Quando as semelhanças entre peças que divulgam ações governamentais, propaganda eleitoral e publicidade são tão evidentes, e as polarizações entre governos e imprensa, tão agudas, a comunicação pública padece e perde seus contornos. É preciso que Narciso se veja e seja visto como realmente é.
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About the author

Nasceu em Orlândia, São Paulo, em 1958. Formou-se em direito e jornalismo na Universidade de São Paulo. Foi editor da revista Teoria e Debate, diretor de redação das revistas Set, Superinteressante e Quatro Rodas, secretário editorial da editora Abril, articulista da Folha de S.Paulo e colunista de O Estado de S. Paulo e Veja. Foi presidente da Radiobrás e é professor na Escola de Comunicação e Artes da USP.
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Additional Information

Publisher
Editora Companhia das Letras
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Published on
Feb 26, 2015
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Pages
248
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ISBN
9788543802893
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Language
Portuguese (Portugal)
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Genres
Social Science / Media Studies
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Content Protection
This content is DRM protected.
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Eugênio Bucci
Com pouco mais de 50 anos de existência, é onipresente. É impossível ignorá-la ou pensar o mundo hoje sem considerá-la. É a televisão. O segundo lançamento da coleção Estado de Sítio, coordenada pelo filósofo Paulo Arantes, trata desse que é um tema essencial para entender a sociedade contemporânea. Videologias, de Maria Rita Kehl e Eugênio Bucci, é, desde o trocadilho no título com a célebre obra Mitologias, de Roland Barthes, um livro que une visão crítica e psicanálise para dissecar as relações entre mitologias, ideologias e televisão. "Se, no século XIX, a questão era desmascarar o caráter burguês do estado que se apresentava como universal, agora, no século XXI, a questão é compreender e decifrar os mecanismos pelos quais toda política, assim como toda a religião e toda ciência, toda cultura e toda forma de representação, convergem para a imagem, como partes do mundo da produção de imagens, e só circulam e adquirem existência como imagem. Essa indústria é a produtora das videologias. A tudo o mais ela subordina", explicam os autores na introdução do livro. Com prefácio da professora de filosofia da USP Marilena Chaui, Videologias está dividido em cinco partes que tratam do desafio da crítica televisiva; da relação entre TV e violência; das tênues fronteiras entre telejornalismo e teledramaturgia; do fenômeno dos reality shows e o voyerismo; e do impacto da TV na política e no espaço público brasileiro, particularmente o da Rede Globo. Traz ainda uma proposta política de dez "direitos do telespectador".
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