O legado de Capitu

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Um boêmio professor universitário já aposentado vive uma pacata rotina em Berlim, às voltas com suas pesquisas em literatura brasileira. Numa madrugada qualquer, porém, um telefonema misterioso irá virar sua vida de pernas para o ar: do outro lado da linha (e do oceano), um agente da Agência Brasileira de Inteligência, a ABIN, precisa desvendar um rocambolesco mistério, envolvendo um senador da República brasileira e seu arqui-inimigo político, um deputado federal, com um crime não desvendado do passado, maçonaria e um jornalista sequestrado. E só um especialista em Machado de Assis pode ajudá-lo. 

Em seu primeiro romance policial, o poeta e crítico literário Flávio Aguiar nos oferece uma trama complexa, ambientada entre Berlim, São Paulo e Porto Alegre e apimentada por escândalos políticos, suspense, digressões sobre alta literatura e uma inesperada grande paixão. Com personagens cativantes – ora cômicos, ora desprezíveis, ora adoráveis –, o mistério vai aos poucos se revelando ao leitor, quase como num convite para revisitarmos o pensamento dessa mulher em milhares que sempre será Capitu.

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Outras informações

Publisher
e-galáxia
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Published on
12 de abr de 2017
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Pages
224
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ISBN
9788584741564
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Features
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Language
português
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Genres
Fiction / Literary
Fiction / Mystery & Detective / International Mystery & Crime
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Em seu primeiro livro escrito em Berlim, onde vive desde 2007, o escritor e professor de Literatura Brasileira da USP Flavio Aguiar desafia o leitor a distinguir ficção de realidade em dezenove histórias de amor, ódio e sobrevivência. Em Crônicas do mundo ao revés (Boitempo Editorial) - livro de contos, crônicas e "causos" -, a ambiguidade da narrativa é anunciada logo no início: uma das condições do mundo ao revés é não levar a sério demais quem narra, avisa o autor. "Somos bombardeados continuamente por imagens e mensagens sobre cuja idoneidade e veracidade não temos a menor ideia. Isso não nos impede, no entanto, de fazer escolhas nem de sair de uma história para entrar em outra", afirma. Exercendo liberdade total de expressão, Aguiar constrói múltiplos narradores que não se guiam pelo ideal do politicamente correto. Cada história é um fragmento de estilo, e o conjunto forma uma unidade tão controversa quanto a própria identidade do ser humano. Dividida em quatro partes ("Tempos difíceis", "Palavras difíceis", "Causos difíceis" e "Histórias difíceis"), a obra trata de uma variedade de temas que vão da história familiar do autor aos tempos da ditadura militar e suas cicatrizes na vida brasileira. "O livro se pauta pelo bom humor e pela ironia de seus narradores, mesmo ao enfrentar histórias trágicas, como muitas do golpe de 1964 e suas consequências. É um olhar irônico e distanciado que viaja também à infância e às pequenas histórias ocultas dos grandes segredos familiares", diz o autor. Como o autor ressalta numa "Advertência" inicial, o mundo ao revés é aquele onde se registra o impossível de acontecer - mas que, no entanto, acontece. Todas as histórias são permeadas por uma fina ironia, como a do militante da luta armada contra a ditadura no Cone Sul que se agarra à vida e sobrevive à prisão, mas não a supera, pelo contrário, alimenta pensamentos suicidas em seu retorno.
Na costa acidentada e selvagem do leste de Barbados, Cindy e Clint estão desfrutando a lua de mel dos seus sonhos, quando o paraíso rapidamente se transforma em inferno. Cindy perde seu amado, afogado em um acidente no oceano. A polícia local rapidamente declara tudo como um acidente, insistindo que seu marido fora pego por uma correnteza súbita. Mas Cindy, completamente sozinha, não está convencida.

Cindy deve retornar a sua casa em Nova York, agora vazia, e enfrentar seus sogros, que nunca quiseram que Clint se casasse com ela e que fizeram de tudo para tornar seu noivado e casamento um inferno. Ela precisa enfrentar todas essas calúnias, fofocas e acusações não ditas, enquanto tenta lidar com seu próprio sofrimento e ter clareza sobre o que realmente aconteceu com Clint.

Cindy recebe pelo correio uma foto anônima de uma mulher que ela nunca conheceu, endereçada a Clint. Enquanto Cindy tenta desvendar a misteriosa fotografia, ela investiga mais fundo os e-mails e arquivos de seu marido e percebe quantos segredos ele havia escondido em seu passado. Ela percebe que não conhecia de verdade o homem que amava. E se dá conta de que Clint fora assassinado.

Ela vai mais fundo, descobrindo tudo sobre a grande empresa de Clint, a DGB oil e, ao descobrir informações que não deveria, ela vai longe demais. Logo, sua própria vida está em perigo. Na corrida, ela percebe que a única maneira de obter respostas e salvar sua própria vida é voltar para onde tudo começou: Barbados. Enquanto ela se dirige ao lado obscuro da ilha, no coração das aldeias locais, ela fica chocada ao descobrir o que realmente aconteceu com seu marido em sua lua de mel.

Mas, a essa altura, pode ser tarde demais.

Os livros # 2 - # 14 da série Assassinatos no Caribe (MORTE NO DIVÓRCIO) estão agora também disponíveis!

Há relatos sobre a luxúria e a hecatombe de Sodoma e Gomorra contados por um dos anjos enviados para averiguar o que por lá se passava (e como se passavam coisas!). Assim como fala do passado, a narrativa de Beliel se dirige ao futuro, nos levando a uma versão absolutamente fantástica do fim dos tempos e do destino da Criação. A Bíblia segundo Beliel glosa as teorias e previsões sobre a proximidade do fim do mundo, como acontece no Apocalipse de São João Evangelista, só que com alguns detalhes que São João não previu nem talvez pudesse prever. Afinal, o autor leva uma vantagem: está quase dois mil anos mais perto do fim do mundo do que ele estava. No livro, Flávio traça não apenas as previsões de origem religiosa, mas também aquelas de natureza científica ou histórica. Sua geração cresceu sob o temor de que a Guerra Fria - depois das hecatombes da Segunda e da Primeira Guerra Mundial - os levasse diretamente ao fim do mundo. O risco de uma catástrofe atômica diminuiu, mas não está descartado. Agora, se fala também no aquecimento global, no efeito estufa, e vive-se em meio a furacões tropicais que invadem as regiões mais temperadas. A Bíblia segundo Beliel, portanto, é um livro perfeitamente realista: uma leitura do nosso tempo. Em tom de paródia, mas solidamente ancorada nas tradições bíblicas - que Flávio Aguiar, pesquisador e professor de literatura da USP, conhece como poucos -, A Bíblia segundo Beliel combina a leveza da chanchada com reflexões profundas e ousadas sobre temas como a religião, o fanatismo, a crença e a descrença, a opressão e a liberdade, a desigualdade e a justiça e, last but not least, o amor, como objetivo e possibilidade de redenção da humanidade.
Há relatos sobre a luxúria e a hecatombe de Sodoma e Gomorra contados por um dos anjos enviados para averiguar o que por lá se passava (e como se passavam coisas!). Assim como fala do passado, a narrativa de Beliel se dirige ao futuro, nos levando a uma versão absolutamente fantástica do fim dos tempos e do destino da Criação. A Bíblia segundo Beliel glosa as teorias e previsões sobre a proximidade do fim do mundo, como acontece no Apocalipse de São João Evangelista, só que com alguns detalhes que São João não previu nem talvez pudesse prever. Afinal, o autor leva uma vantagem: está quase dois mil anos mais perto do fim do mundo do que ele estava. No livro, Flávio traça não apenas as previsões de origem religiosa, mas também aquelas de natureza científica ou histórica. Sua geração cresceu sob o temor de que a Guerra Fria - depois das hecatombes da Segunda e da Primeira Guerra Mundial - os levasse diretamente ao fim do mundo. O risco de uma catástrofe atômica diminuiu, mas não está descartado. Agora, se fala também no aquecimento global, no efeito estufa, e vive-se em meio a furacões tropicais que invadem as regiões mais temperadas. A Bíblia segundo Beliel, portanto, é um livro perfeitamente realista: uma leitura do nosso tempo. Em tom de paródia, mas solidamente ancorada nas tradições bíblicas - que Flávio Aguiar, pesquisador e professor de literatura da USP, conhece como poucos -, A Bíblia segundo Beliel combina a leveza da chanchada com reflexões profundas e ousadas sobre temas como a religião, o fanatismo, a crença e a descrença, a opressão e a liberdade, a desigualdade e a justiça e, last but not least, o amor, como objetivo e possibilidade de redenção da humanidade.
Em seu primeiro livro escrito em Berlim, onde vive desde 2007, o escritor e professor de Literatura Brasileira da USP Flavio Aguiar desafia o leitor a distinguir ficção de realidade em dezenove histórias de amor, ódio e sobrevivência. Em Crônicas do mundo ao revés (Boitempo Editorial) - livro de contos, crônicas e "causos" -, a ambiguidade da narrativa é anunciada logo no início: uma das condições do mundo ao revés é não levar a sério demais quem narra, avisa o autor. "Somos bombardeados continuamente por imagens e mensagens sobre cuja idoneidade e veracidade não temos a menor ideia. Isso não nos impede, no entanto, de fazer escolhas nem de sair de uma história para entrar em outra", afirma. Exercendo liberdade total de expressão, Aguiar constrói múltiplos narradores que não se guiam pelo ideal do politicamente correto. Cada história é um fragmento de estilo, e o conjunto forma uma unidade tão controversa quanto a própria identidade do ser humano. Dividida em quatro partes ("Tempos difíceis", "Palavras difíceis", "Causos difíceis" e "Histórias difíceis"), a obra trata de uma variedade de temas que vão da história familiar do autor aos tempos da ditadura militar e suas cicatrizes na vida brasileira. "O livro se pauta pelo bom humor e pela ironia de seus narradores, mesmo ao enfrentar histórias trágicas, como muitas do golpe de 1964 e suas consequências. É um olhar irônico e distanciado que viaja também à infância e às pequenas histórias ocultas dos grandes segredos familiares", diz o autor. Como o autor ressalta numa "Advertência" inicial, o mundo ao revés é aquele onde se registra o impossível de acontecer - mas que, no entanto, acontece. Todas as histórias são permeadas por uma fina ironia, como a do militante da luta armada contra a ditadura no Cone Sul que se agarra à vida e sobrevive à prisão, mas não a supera, pelo contrário, alimenta pensamentos suicidas em seu retorno.
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