Profanações

Boitempo Editorial
Free sample

Puro, profano, livre dos nomes sagrados, é o que é restituído ao uso comum dos homens. Mas o uso aqui não aparece como algo natural; aliás, só se tem acesso ao mesmo através de uma profanação. Giorgio Agamben, "Elogio da profanação" O novo livro de Giorgio Agamben, Profanações, "trai" o leitor com a aparente simplicidade dos seus ensaios curtos. É uma coletânea sobre temas de estética, literatura e filosofia, como: pornografia, paródia, desejo, magia, natureza do autor, fotografia, entre outros. Mas, como em uma narrativa composta de episódios, de pequenas peças que se juntam conforme se avança na trama, os ensaios de Agamben revelam, em seu conjunto, uma discussão de fundo sobre estética e política. É um trabalho inovador, de um dos mais importantes e polêmicos filósofos da atualidade, autor de Estado de exceção (Boitempo, coleção Estado de Sítio) e Homo sacer: o poder soberano e a vida nua. Para a filósofa Olgária Matos, Agamben "segue as pegadas de Walter Benjamin" (de quem Agamben coordenou a publicação das obras completas na Itália). Trabalhando a simbologia das tradições e mitologias clássicas gregas e romanas, além da obra de Franz Kafka, Agamben desenvolve ensaios instigantes, que partem da natureza do indivíduo e das suas relações com a religião, as imagens, a criação e o poder para propor "a tarefa política da geração futura": a profanação do improfanável. A edição brasileira traz ainda um índice dos princípais nomes e personagens citados e uma apresentação do tradutor, Selvino J. Assman, que situa Profanações na obra de Agamben e a relevância da obra do filósofo na atualidade.
Read more
Collapse
Loading...

Additional Information

Publisher
Boitempo Editorial
Read more
Collapse
Published on
Oct 26, 2015
Read more
Collapse
Pages
96
Read more
Collapse
ISBN
9788575592267
Read more
Collapse
Read more
Collapse
Best For
Read more
Collapse
Language
Portuguese
Read more
Collapse
Genres
Social Science / Essays
Read more
Collapse
Content Protection
This content is DRM protected.
Read more
Collapse

Reading information

Smartphones and Tablets

Install the Google Play Books app for Android and iPad/iPhone. It syncs automatically with your account and allows you to read online or offline wherever you are.

Laptops and Computers

You can read books purchased on Google Play using your computer's web browser.

eReaders and other devices

To read on e-ink devices like the Sony eReader or Barnes & Noble Nook, you'll need to download a file and transfer it to your device. Please follow the detailed Help center instructions to transfer the files to supported eReaders.
Nesta edição de Peixe-elétrico: O romance de Barthes – BEATRIZ SARLO Barthes, leitor de Loyola – BEATRIZ SARLO Dois textos da ensaísta Beatriz Sarlo abrem a terceira edição da Peixe-elétrico. Duas formas inéditas e surpreendentes de enfrentar a obra daquele que foi sua principal referência intelectual: Roland Barthes. A pele da cebola – JAVIER CERCAS Como contar a verdade a respeito de uma mentira? Quanto há de verdade em um falso relato? Tentar entender é o primeiro passo para perdoar? Essas são algumas das questões colocadas pelo premiado autor espanhol Javier Cercas para enfrentar os dilemas de narrar a vida de um dos maiores impostores da história. Jameson e a forma – TERRY EAGLETON Alguns autores podem e devem ser reinterpretados continuamente. Fredric Jameson, capa da edição anterior da Peixe-elétrico, certamente é um deles. Nosso segundo texto originalmente publicado pela prestigiosa New Left Review é do britânico Terry Eagleton e trata da importância da forma na escrita de Jameson. Da experiência ao melhor entretenimento do mercado – TALES AB'SÁBER Ab'Sáber escreve sobre o fim da ideia de contracultura, ou melhor, de sua absorção total pelo mercado. Um tema central para se enfrentar os desafios culturais da contemporaneidade. Originalmente encomendado por um grande veículo de imprensa, mas nunca publicado. Segundo o autor, o texto havia atravessado "certos limites". Meninas mortas – SELVA ALMADA Autora do consagrado romance "O vento que arrasa", Selva Almada publica um conjunto de crônicas sobre feminicídio na Argentina. Com a mesma sofisticação estilística de sua ficção, Almada traz à tona essa trágica dimensão da vida contemporânea. Remanentes – NINO CAIS As imagens que ilustram esta edição são do artista plástico Nino Cais. Apresentadas pela primeira vez em Buenos Aires, o flerte com o pornô nas colagens de Cais vêm confrontar a onda conservadora que avança pelo Brasil. Laudato Si – MICHAEL LÖWY O marxista Michael Löwy aponta a radicalidade e os limites da ação do Papa Bergoglio ao analisar a encíclica sobre meio ambiente, Laudato Si. Atenção e indiferença: o sentido em Machado de Assis – PEDRO MEIRA MONTEIRO O crítico literário Pedro Meira Monteiro parte do romance derradeiro de Machado de Assis – "Memorial de Aires" – para resgatar os principais pontos da crítica machadiana e colocá-los diante de novas questões. O Bispo é o rei do Brasil – VICTOR HERINGER O carioca radicado em São Paulo Victor Heringer publica um ensaio nada convencional sobre Arthur Bispo do Rosário, e tenta compreender um dos aspectos da contemporaneidade: a distração. Diário de uma releitura – FELIPE CHARBEL Em um texto que corre no limite entre o ensaio e a ficção, Charbel cria um ambiente rothiano ao apresentar um diário pessoal que tem como fio condutor o livro "O Teatro de Sabbath", de Philip Roth. A túnica inconsútil do romantismo – DENILSON CORDEIRO Cordeiro resenha "As raízes do romantismo", de Isaiah Berlin e, em um duplo movimento, demonstra a centralidade do autor e do período histórico em questão.
©2019 GoogleSite Terms of ServicePrivacyDevelopersArtistsAbout Google|Location: United StatesLanguage: English (United States)
By purchasing this item, you are transacting with Google Payments and agreeing to the Google Payments Terms of Service and Privacy Notice.