Nas sendas do progresso: Cidade, educação e mulheres (Pindamonhangaba - 1860-1888)

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Nas sendas do progresso: cidade, educação e mulheres (Pindamonhangaba- segunda metade do século XIX)" tem como base o cenário urbano, local em que as ações sofrem exposições e imposições, e onde foi possível vislumbrar os meios utilizados para a construção dos modelos femininos. A Imprensa foi o principal veículo de divulgação das ações civilizadoras, para a sociedade em geral e para as mulheres em particular, nela se podia denunciar os 'desvios' morais femininos, ao mesmo tempo em que apresentavam modelos de mulheres, mães, esposas virtuosas, dedicadas e dispostas a tudo para manterem o bem-estar e a felicidade de seus filhos e marido. Conciliando com as 'funções' maternas, as mulheres empreenderam várias outras atividades, que permitiram expandir sua autonomia e ampliaram suas ações e poderes. Nos jornais, e em documentos oficiais como Cartas de Liberdade, encontram-se mulheres angariando fundos pela cidade em beneficio da seca nordestina, gerenciando escolas, casas comerciais, fazendas, organizando e participando de festas religiosas, fazendo doações para as Igrejas, alforriando seus escravos, o que as colocavam como agentes de experiências múltiplas no cotidiano pindamonhangabense.
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About the author

Gislene Alves é formada em História pela UNITAU - Universidade de Taubaté (1992), Mestre em História Social pela PUC/SP - Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (2003), Especialista em História para Professores do Ensino Fundamental e Ensino Médio pela UNICAMP - Universidade Estadual de Campinas (2013). Membro titular da Cadeira de no 3 da Academia Pindamonhangabense de Letras - APL, Membro Conselheira Suplente da Cadeira de Literatura no Conselho Municipal de Cultura de Pindamonhangaba, professora da rede estadual de ensino de São Paulo, docente na rede privada de ensino de Campos do Jordão. Coautora das coletânias "História da Educação no Vale do Paraíba - Temas, objetos, fontes" (Paco Editorial, 2013) e "Elites regionais e escola pública primária" (Editora CRV, 2016), ambas organizadas por César Augusto Eugênio e Mauro Castilho Gonçalves.
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Additional Information

Publisher
e-manuscrito
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Published on
May 1, 2019
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Pages
122
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ISBN
9788593955358
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Language
Portuguese
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Genres
History / Social History
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Há em todo o material que compõe Raça: trajetórias de um conceito – histórias do discurso racial na América Latina o interesse comum de se pensar o discurso racial tal como ele foi elaborado por diversos grupos da intelectualidade latino-americana. Esta é, portanto, uma coletânea de artigos que pretende discutir raça enquanto conceito dotado de força política e alvo de disputas identitárias, constantemente ressignificado em diversos momentos e lugares, inclusive nas obras dos vários autores que se utilizaram dele ao longo da história. O que quer dizer exatamente raça em cada uma dessas situações? Que território ela demarca? Quais os interesses em defender ou não a sua utilização? Para tornar possível trabalhar tomando estas questões como pontos de fuga, foi fundamental o exercício da interdisciplinaridade. Partindo da História Intelectual, portanto, os artigos aqui presentes dialogam com a História dos Conceitos, a História da Ciência e a Ciência Política, sem esquecer a importantíssima discussão de base antropológica que permeia todo o projeto, em um esforço que abrange países da América do Sul, México e Caribe, e engloba também reflexões sobre a constituição racial da América Latina realizadas por setores da intelectualidade dos Estados Unidos. Os autores deste livro são professores já consagrados nos seus campos e jovens pesquisadores das áreas de História e Ciências Sociais. A inquietação acerca das múltiplas dimensões do discurso racial na América Latina é o traço comum que une esses investigadores, vinculados a diferentes instituições de pesquisa.
O objetivo é refletir sobre a historicidade da visão de mundo e do imaginário românticos no romance urbano de Alencar e sobre o processo de constituição de suas representações, atentando para as concepções de amor, sociedade, natureza, religiosidade, masculinidade e feminilidade. Haja vista a presença persistente e obsessiva do amor nas sociedades atuais, sua frequência e seus deslocamentos nos bens simbólicos difundidos nos meios de comunicação, bem como considerando que a História parte das questões do presente rumo ao passado, o estudo volta-se aos primórdios da produção cultural literária brasileira, sob a égide romântica e da imprensa periódica, para perceber como aí se constituía essa temática. Porém, percebendo que compreender a noção de amor romântico demanda pensá-la num contexto mais amplo, ampliou-se o olhar para lidar com a visão de mundo e imaginário românticos. Pensando a visão de mundo como um conjunto de aspirações, sentimentos e ideias que reúne pessoas num mesmo grupo e as opõe a outros, e o imaginário como as variadas representações e imagens elaboradas sobre as práticas culturais, as quais expressam um modo peculiar de olhar a existência, investigam-se tais representações nos romances Cinco Minutos, A Viuvinha, A Pata da Gazela, Sonhos d'Ouro, Encarnação, Lucíola, Diva e Senhora, além de textos autobiográficos, políticos e ensaios críticos. Numa abordagem interpretativa do romantismo como fato histórico, social, cultural e estético, reconstroem-se as condições históricas nas quais se inseriam Alencar e seus escritos; a figura de Alencar como produtor das representações investigadas; as condições de criação e difusão destas mescladas à feição da cidade, dos meios culturais e dos circuitos de produção, difusão e recepção do imaginário romântico; as questões estéticas, preocupações e objetivos de sua escritura; seu percurso e sua atuação literária e intersecções com a política; as imagens que compunham sua forma de ver o mundo e seu imaginário, pois parte-se da hipótese de que estas são uma oposição a algumas dimensões do mundo capitalista e informavam a respeito do processo sociocultural de formação da subjetividade dos indivíduos numa sociedade em transformação. Nessas imagens, trata-se das ideias de amor e morte como formas de transcendência das tensões do indivíduo com a sociedade nefasta; da relação entre a sociedade e as práticas amorosas consideradas como doenças mentais e anomalias, como a idolatria, a obsessão e o fetiche; da relação entre sociedade/cidade e natureza na formação do indivíduo, sendo as primeiras vistas de forma negativa; da aproximação entre natureza e nação para construir uma imagem do lugar e do país; da mercantilização do corpo feminino com a prostituição; e da venda do homem corrompido moralmente no mercado matrimonial.
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