Irã sob o chador

Globo Livros
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 Chador é um tipo de manto iraniano, usado para cobrir o corpo feminino da cabeça aos pés. Só o rosto fica à mostra. O traje é obrigatório em mesquitas e outros lugares sagrados, e conta com a preferência das iranianas islâmicas do segmento mais conservador da sociedade. Assim como as formas de suas mulheres, o Irã apresenta-se ao olhar ocidental de maneira enigmática, oculto sob o espesso chador do nosso preconceito e desinformação acerca do Oriente Médio em geral e de cada país da região, em específico.Em viagens realizadas em momentos e circunstâncias diferentes, as jornalistas Adriana Carranca e Marcia Camargos tiveram a oportunidade de conhecer um país que não cabe na simplificação dos estereótipos. Muito longe de encontrar fanáticos religiosos hostis e minas terrestres a cada esquina, as autoras se depararam com cidades extremamente seguras para turistas, nas quais imperam a honestidade, a cordialidade e a gentileza nas relações. Em contrapartida, paira no ar a crescente insatisfação com o regime teocrático há três décadas no poder.
Concebido e escrito em parceria, O Irã sob o chador é o resultado da descoberta comum de uma realidade singular, num dos raros lugares do mundo ainda resistentes aos efeitos da globalização. Um cenário de conflitos permanentes entre arcaico e moderno, religioso e secular, opressivo e libertário – e que tem tais contradições capturadas no Caderno de Fotos, que ilustra o livro.
Desnudando as camadas do chador que envolve o Irã, Adriana e Marcia revelam uma sociedade pulsante que, à revelia do poder constituído, impulsiona o país. Um lugar que produz uma das mais instigantes cinematografias do mundo, mas que não hesita em usar a censura prévia (ou mesmo a prisão) para intimidar seus cineastas. Uma sociedade de machismo opressivo, no seio da qual emergiu a ativista Shirin Ebadi, Prêmio Nobel da Paz em 2003. Um caldeirão fervilhante, no qual nacionalismo, juventude e desejo de mudança se mesclam ao deslumbramento com o mundo que está do lado de fora do chador, e que ficou mais próximo com a internet.
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3.0
3 total
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Additional Information

Publisher
Globo Livros
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Pages
248
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ISBN
9788525050946
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Language
Portuguese (Portugal)
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Genres
Literary Collections / General
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Content Protection
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Marcia Camargos
Tema privilegiado da historiografia contemporânea, a Semana de 22 voltou ao centro do palco no ano em se comemoraram os 80 anos do movimento. Uma infinidade de artigos, análises, entrevistas, documentários, programas de rádio e de TV foram realizados ao longo do ano de 2002, procurando lançar luzes sobre o conjunto de ações que se tornou um marco da história cultural paulista e brasileira. Patuscada ou revolução estética? Oitenta anos depois da ruidosa manifestação de jovens intelectuais, realizada no histórico fevereiro de 1922, a questão permanece. Afinal, como a própria autora se pergunta na introdução a este livro da Coleção Pauliceia, dedicado ao principal ícone do fenômeno modernista brasileiro, "por que um evento que acarretou um prejuízo considerável a seus organizadores, foi difamado por boa parte da imprensa da época, recebeu mais vaias que aplausos continua despertando tanto interesse?" Para responder a essa questão, Marcia Camargos mergulhou no universo intelectual da época, vasculhou um grande número de documentos e consultou uma vasta bibliografia sobre a Semana de 22. Mais do que detectar causas e efeitos, ou simplesmente relatar os fatos, Marcia procurou mostrar o festival modernista sobre diversos ângulos, numa abordagem crítica que revela aspectos pouco visitados pela bibliografia e aponta algumas ambigüidades do movimento e da reflexão que este provocou. Com um texto jornalístico leve e saboroso, Marcia se propõe desmistificar a Semana de Arte Moderna, "sem, no entanto, negar sua feição de alegre desafio aos padrões vigentes, nem sua contribuição efetiva para as transformações que se processaram no campo das artes", jogando novas luzes sobre o movimento que, entre vaias e aplausos, conquistou seu lugar definitivo no panorama cultural da Pauliceia e do país.
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