São crônicas da vida e para vida, escritas até a última linha com a essência e a voracidade de quem sente e vive suas dúvidas e afinações do amor, da solidão, do afeto, da tristeza, nem sempre levando a sério o roteiro traçado pela humanidade.
A autora constrói e desconstrói seu mundo nos textos, descrevendo seus devaneios, suas fantasias, quase sempre na primeira pessoa, e viaja tentando fazer desse percurso uma via de esperança, com delicadeza e afeto.
Com seus tons completos ou meio tom, esta obra pretende criar identidade com o leitor por meio dos sentimentos descritos de uma forma singular, sobretudo porque é uma fala íntima, que indaga sobre o coração e a alma.
Ita Portugal é maranhense, pedagoga e, por teimosia, desde cedo começou a escrever. Esse hábito a persegue há anos. Ao mesmo tempo em que escreve compulsivamente, lê. Viciada em Caio Fernando Abreu, Gabito Nunes, Rubem Alves, Cora Coralina, Clarice Lispector, Fernanda Mello, aprendeu a não ter vergonha de seus sentimentos. Começou a publicar seus textos na internet e logo surgiram leitores e pedidos para que esse material fosse transformado em livro. E assim nasceu Certas Incertezas, o primeiro livro desta contadora de sentimentos.