Poesía y expresiones literarias contemporáneas

Editorial Digital del Tecnológico de Monterrey
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La literatura ha cambiado y sus lectores también. En los siglos XX y XXI algunos escritores están más influenciados por Homero Simpson que por Homero de “La Odisea”. Los lectores cargan sus libros en tabletas electrónicas o teléfonos móviles, en lugar de acumular enormes bibliotecas. Cada vez más la literatura ha incorporado otros elementos además de las letras y los espacios en blanco. Por eso el título de este eBook no es “Literatura contemporánea”, sino “Poesía y expresiones literarias contemporáneas”. Entre la novela realista del siglo XIX y los experimentos de ficción en Twitter hay una diferencia abismal. Sin embargo, todo forma parte de una tendencia creciente de eliminar las barreras entre las artes. p.p1 {margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 13.0px Verdana; color: #101010; -webkit-text-stroke: #101010} span.s1 {font-kerning: none}
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About the author

Profesor del Tecnológico de Monterrey, Campus Santa Fe. Ha impartido clases de literatura y medios digitales. Escritor, periodista y docente. Es Director Ejecutivo de la Fundación Manuel Buendía y subdirector de la Revista Mexicana de Comunicación. Colabora en el suplemento El Viajero del diario El País de España. Es licenciado en Periodismo y Medios de Información por el Tecnológico de Monterrey. Cursó el Diplomado en Creación Literaria del INBA en el Centro de Creación Literaria Xavier Villaurrutia.

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Additional Information

Publisher
Editorial Digital del Tecnológico de Monterrey
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Published on
Jul 19, 2018
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Pages
383
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ISBN
9786075015255
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Language
Spanish
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Genres
Literary Criticism / Comparative Literature
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Será que é mesmo possível acender as chamas do amor em 90 minutos ou

menos? Parece algo maluco e superficial – ou será que não? Quando publiquei

meu primeiro livro, Como fazer as pessoas gostarem de você em 90 segundos ou

menos, as pessoas também pensaram que era uma teoria maluca e superficial,

até perceberem que nós realmente decidimos se gostamos ou não de alguém nos

primeiros dois segundos em que vemos alguém. Após passar os 90 segundos,

você já está no caminho para transformar uma primeira impressão em uma

relação duradoura, seja de amizade, negócios ou romance. Conscientemente ou

não, as pessoas que possuem habilidades sociais – aquelas que conseguem entrar

em uma sala cheia de estranhos e começar uma conversa convincente com

qualquer um – enviam sinais com seu corpo e falam de uma forma que fazem as

outras pessoas imediatamente gostarem, confiarem e se sentirem confortáveis

com elas. Quando você descobrir o que elas fazem e como realizam isso,

também poderá criar esse tipo de primeira impressão.

Em amizades e nos negócios, esses preciosos 90 segundos podem ser um ótimo

começo. Nas circunstâncias adequadas, se duas pessoas estiverem enviando os

sinais certos e conversando de uma determinada forma no tempo certo, isso

também pode ser um prelúdio para o amor, o que levará a atração à conexão, à

intimidade e ao compromisso. Para uma pequena porcentagem de casais, esses

eventos acontecem quase instantaneamente, fazendo-os se apaixonar à primeira

vista. A maioria dos casais intuitivamente sente o processo, mas tem de percorrer

esse caminho por meio de tentativas e erros antes de finalmente conseguirem

êxito – o que pode levar semanas, meses e às vezes até anos. Porém, o processo

não precisa ser tão longo – e você não precisa deixar tudo nas mãos do acaso.

Para escrever este livro, analisei quase 2 mil relacionamentos amorosos –

desde casais que se apaixonaram à primeira vista até casais que foram amigos

durante anos antes de se envolverem romanticamente. Conversei com casais que

estão juntos há 50 anos e com adolescentes que estão perdidamente apaixonados

há alguns meses. Entrevistei parceiros atuais e ex-parceiros dos mesmos homens

e das mesmas mulheres para descobrir o que deu errado na primeira vez, o que

eles aprenderam com suas experiências e como conseguiram se acertar com seu

novo companheiro. Conversei com pessoas que haviam perdido parceiros para

doenças ou acidentes e acreditavam que nunca encontrariam o amor novamente,

até que as circunstâncias da vida trouxeram um novo amor para sua vida. Fiz

seminários e workshops para testar as ideias que estão contidas neste livro e,

como consequência, fui convidado para casamentos. Conheci e trabalhei com

pessoas desesperadamente inseguras e fisicamente desprivilegiadas que, como

um milagre, encontraram um romance duradouro que foi além dos seus sonhos

mais extravagantes, mesmo depois de terem perdido toda a esperança. Este

último grupo reforçou algo que eu sempre soube: existe alguém para cada um de

nós e normalmente encontramos essa pessoa quando menos esperamos.

Noventa minutos é o tempo que você necessitará para olhar profundamente

dentro de outra pessoa a fim de descobrir o que a motiva – e para permitir que

ela olhe profundamente dentro de você o suficiente para descobrir a mesma

coisa.

Por meio de toda essa investigação, uma coisa ficou clara: não é uma questão

de tempo, é uma questão de progressão emocional, de deixar que cada etapa se

desenrole precisamente na ordem correta. Quando se entende a arquitetura do

ato de se apaixonar, as etapas envolvidas e como construí-las e coreografá-las da

forma adequada, é absolutamente possível que duas pessoas se apaixonem em 90

minutos ou menos. O pesquisador Arthur Aron, PhD, descobriu isso em uma

série de experimentos que conduziu na Universidade da Califórnia. Um homem e

uma mulher que nunca haviam se encontrado antes foram colocados juntos em

uma sala por 90 minutos. Cada um foi informado de que a outra pessoa gostaria

dele e ambos foram instruídos a trocar informações íntimas, como, por exemplo,

seus momentos mais embaraçosos e como eles se sentiriam se perdessem um

parente. De vez em quando, um pesquisador entrava na sala e pedia que cada um

expressasse o que gostou no outro. Eles também deveriam olhar nos olhos um do

outro por aproximadamente dois minutos sem conversar. No final do

experimento, eles saíram da sala por portas separadas. Muitos dos casais

confessaram que se sentiram profundamente atraídos pela outra pessoa e

próximos a ela. De fato, as primeiras duplas que passaram pelo experimento se

casaram logo depois e convidaram o Dr. Aron e seus colegas para o casamento.

Conclusão: com a pessoa certa, linguagem corporal específica e autoexposição

mútua, é possível produzir fortes sentimentos de amor e intimidade. O Dr. Aron

afirmou que a expectativa dos participantes de que a outra pessoa gostaria deles

teve um grande efeito. “Se você perguntar às pessoas sobre sua experiência em

apaixonar-se, 90% dirá que o principal fator foi descobrir que a outra pessoa

gostava delas”, afirmou o Dr. Aron.

Noventa minutos é o tempo que você necessitará para olhar profundamente

dentro de outra pessoa a fim de descobrir o que a motiva – e para permitir que

ela olhe profundamente dentro de você, o suficiente para descobrir a mesma

coisa. Se vocês dois se gostarem e admirarem o que veem, poderão direcionar

seu entusiasmo mútuo para impulsionar a progressão emocional rapidamente,

em direção à unidade. E tem mais, se você realmente encontrou a pessoa certa,

não há motivo para que essa relação não dure para sempre.

Minha pesquisa revelou três outras simples verdades:

1. Apaixonar-se e continuar apaixonado são coisas completamente

diferentes. Apaixonar-se é um viciante químico compulsivo,

intoxicante e estonteante. Seu corpo fica cheio de neurotransmissores

que geram uma sensação de bem-estar, como dopamina e

serotonina, e você se sente extremamente feliz. No entanto,

permanecer apaixonado é algo totalmente diferente. Depois que os

neurotransmissores de felicidade acabarem, como inevitavelmente

ocorrerá, vocês precisarão mais do que memórias químicas para

continuar juntos.

2. Não nos apaixonamos por outras pessoas; nós nos apaixonamos pelos

sentimentos que experimentamos quando estamos com elas: o

despertar espiritual e emocional, a diminuição de inibições, a alegria

de sentir-se seguro e protegido e cheio de esperança, a sensação de

completude – a emoção. Transformamos essas emoções em

palavras e as carregamos conosco como histórias. Quando as

histórias são contadas, o romance cresce. Discutiremos formas de

direcionar e acelerar estas histórias mais adiante no livro.

3. Por mais confortável e tentador que pareça sentir-se atraído por

alguém que é exatamente como você (afinal de contas, os

semelhantes se atraem), ou por mais emocionante e romântico que

possa parecer ser puxado em direção ao seu exato oposto (os opostos

também se atraem), isso simplesmente não funciona em longo prazo.

Independente do que você tenha lido ou escutado em outro lugar, a verdade é

que relacionamentos emocionantes, amorosos e duradouros são uma engenhosa

mistura dos dois: a proporção certa de “afins se atraem”, para que vocês possam

se gostar, respeitarem-se e aguentarem-se; e a proporção certa de “opostos se

atraem”, para que possam curtir estar juntos e manter o fogo aceso. A pessoa

que tem a combinação certa destas duas coisas é o que chamamos de oposto

compatível. Compatível em valores e fatores motivadores, oposto em

comportamento e personalidade.

Estenda as mãos e observe-as. Você não tem duas mãos esquerdas ou duas

mãos direitas: você tem um par perfeito de opostos compatíveis.

Individualmente, elas podem fazer muitas coisas, porém, juntas, podem fazer

maravilhas.

Sempre me perguntam: “Como você sabe quando encontrou a pessoa certa?”

e a maioria das pessoas entrevistadas para este livro disse a mesma coisa:

normalmente, quando você se apaixona por alguém, há sentimentos estonteantes

de emoção e desejo, mas também há tensão. No entanto, quando você encontra

seu oposto compatível, essa tensão é substituída por uma enorme e inquestionável

sensação de calma – e alívio.

A principal causa de divórcios no mundo é o fato de que muitas pessoas se

casam com a pessoa errada. Este livro trata do encontro, atração e conexão com

a pessoa certa – seu oposto compatível – e do estabelecimento de uma intimidade

emocional mútua em 90 minutos ou menos. A Parte 1 ajudará você a se

compreender melhor e a descobrir quem pode ser seu oposto compatível. A

Parte 2 mostrará como você pode aperfeiçoar suas habilidades pessoais para

causar uma ótima primeira impressão e estar pronta para se conectar. A Parte 3

mostrará como ir da conexão à intimidade e ao amor – sem demora.

Neste momento, você deve estar se perguntando quem sou eu para dizer como

fazer alguém se apaixonar por você. É uma boa pergunta. Eu venho estudando o

comportamento humano há 30 anos e, nos últimos 10 anos, tenho trabalhado

como praticante mestre de Programação Neurolinguística (PNL), uma disciplina

que analisa como, sem pensar, nós usamos palavras para fortalecer ou

desmoralizar a nós mesmos e a outras pessoas.

Ganhei minha credencial de PNL ao estudar com os dois fundadores do

método, os Drs. Richard Bandler e John Grinder, em Nova York, Londres e

Toronto. Antes disso, trabalhei durante 25 anos como fotógrafo de moda e de

publicidade em estúdios em três continentes e fundei uma empresa de consultoria

de negócios chamada Corporate Images. O que aprendi tanto como fotógrafo

quanto como estudante de PNL me levou a escrever alguns livros sobre como

transformar primeiras impressões em relacionamentos duradouros – um para o

cenário social e outro para o mundo dos negócios. Mas, quando se trata deste

livro, minha melhor credencial é o fato de que tive a sorte de encontrar meu

oposto compatível há mais de 35 anos, depois que nós dois havíamos saído de

casamentos infelizes.

Ela me c onquistou quando disse “Oi”

Quando adolescente, eu era o cara que quase nunca conseguia conquistar as

garotas. Claro, eu ia às festas e aos bailes e frequentava lanchonetes descoladas,

mas mesmo assim sempre voltava para casa sozinho. Felizmente, eu era

ambicioso e otimista. Após alguns anos de solidão, juntei-me a uma banda de

rock, aprendi a cavalgar e consegui um trabalho de meio período entregando

bolos de casamentos em hotéis. Conforme fui conhecendo mais e mais pessoas,

logo descobri que não importa tanto o que você pensa, mas sim a forma como

você pensa; não importa o que você diz, mas sim a forma como diz; e não

importa o que você faz, mas sim a forma como faz. Depois de pouco tempo eu já

não voltava para casa com a banda do clube dos corações solitários. Atraia

garotas e me conectava com elas e, aos vinte e poucos anos, conheci uma linda

garota e me casei com ela. Mas aprendi da forma mais dolorosa que atrair e

conectar-se é apenas o primeiro passo – atrair e conectar-se com a pessoa certa

para você é outra história.

O casamento acabou e eu me mudei para Portugal. Abri um estúdio de fotos

de moda no andar superior de um lindo prédio no centro de Lisboa. Ao percorrer

alguns lugares com meu portfolio, um nome parecia surgir sempre nas conversas

com pessoas das agências de propaganda.

– Você trabalha com a agência de modelos de Wendy ?

– Wendy foi modelo de Yves Saint Laurent em Paris, ela sabe do que está

falando.

– Sabia que Wendy dançou com o Balé Nacional?

– Wendy voa em seu próprio avião.

– Não, eu não trabalho com Wendy e não, ainda não a conheci! – respondia. Já

estava cheio de ouvir sobre ela em todos os lugares aonde ia. Em pouco tempo, a

“Miss Perfeição” estava no topo da lista de pessoas que eu não queria conhecer.

Um dia, uma oportunidade surgiu e se mostrou irresistível ao meu imaturo

senso de travessura. Uma das minhas novas clientes, a editora da principal revista

feminina do país, ligou-me e me perguntou se eu poderia tirar fotos para a capa

de uma próxima edição. No fim das contas, não foi uma missão tão glamorosa

quanto eu esperava. Era para a edição de tricô anual e ela queria que eu

fotografasse três gatinhos sentados em uma cesta cheia de lã.

“Onde vou encontrar três gatinhos?” perguntei-me no momento em que

desliguei o telefone. Ah, eu sei, disse meu crápula interior. Por que eu não ligo

para a Wendy, Mulher Maravilha, e deixo que ela cuide disso?

Consegui encontrar os dados de sua agência e liguei para ela. A recepcionista

pediu que eu esperasse e, alguns momentos depois, escutei uma voz do outro lado

da linha:

– Oi, aqui é Wendy.

– Oi. Meu nome é Nicholas Boothman e eu sou fotógrafo.

– Sim, eu sei – ela respondeu suavemente.

Disse-lhe que precisava de três modelos – gatinhos. Esperava alguma

mudança em seu tom de voz educado, mas ela continuou cortês e calma. Abusei

um pouco mais da sorte para ver como ela reagiria.

– Também vou precisar de uma pequena cesta, algumas bolas de lã colorida,

dois pedaços de papelão de 50 centímetros por 1 metro, duas dobradiças e um

pouco de papel laminado.

A maioria das agências de modelos diria a um fotógrafo para parar de encher

se ele pedisse uma lista de acessórios, mas a Mulher Maravilha continuou

calmamente dizendo sim após cada um dos meus pedidos. Finalizamos a

conversa definindo uma data e um horário.

Eu também estava me arrastando para um tipo de zona sem gravidade. Não

conseguia parar de olhar para ela.

O prédio histórico onde ficava meu apartamento tinha um antigo elevador com

grades de madeira e metal. Precisamente às 17 horas do dia combinado, escutei

o motor do elevador e imaginei que um dos assistentes de Wendy havia chegado.

O elevador parou e, alguns segundos depois, ouvi minha recepcionista, Cecilia,

abrir a porta. Pontualmente – Wendy treina bem seu pessoal, pensei. (Entre os

muitos charmes de Portugal, a pontualidade é bem ausente.) Cecilia entrou no

meu estúdio seguida pela mulher mais bonita que eu já havia visto na minha vida.

Caramba! Ela enviou uma de suas modelos, eu pensei. Uma orquestra começou a

tocar na minha cabeça enquanto essa mulher calma, linda e impressionante me

olhava com aqueles olhos azuis brilhantes, sorria, estendia a mão e dizia: “Oi, eu

sou Wendy.”

É difícil explicar como eu me senti, mas vou tentar. Parece que perdi meu

senso de realidade; não podia processar bem o que estava acontecendo – era

como se estivesse em estado de choque. Enquanto a orquestra aumentava o

volume na minha cabeça, ela começou a falar.

– Eu trouxe os gatinhos. Você não pediu, mas no caminho até aqui pedi que um

veterinário desse uma examinada neles e aplicasse um leve sedativo; teremos

que esperar 30 minutos para que faça efeito. Trouxe o papelão e as dobradiças.

Imagino que vamos fazer um refletor. Você não pediu parafusos, mas eu trouxe

alguns. Imagino que você vai querer colar o papel laminado na madeira. Você

não pediu cola, mas eu trouxe também.

Minha nossa! Ela estava certa, eu tinha planejado fazer um refletor para jogar

uma luz de fundo sobre os gatinhos, assim a luz direta não os assustaria. Fiquei

impressionado e desconcertado. Eu também estava me arrastando para um tipo

de zona sem gravidade. Não conseguia parar de olhar para ela. Sim, ela era

extraordinariamente bonita, mas era sua presença em geral que estava me

afetando. Ela era tão charmosa.

Enquanto esperávamos os gatinhos se acalmarem, montei o refletor. Enquanto

preparava o cenário, Wendy foi até uma janela que ficava de frente para a

Baixa, a área de Lisboa onde, durante séculos, poetas, pintores e escritores se

reuniam em cafeterias.

– Eu amo a Baixa – disse para ela –, é tão cheia de energia e romance.

– Eu também – ela respondeu.

Eu estava derretendo.

– Será que você poderia me dar uma mãozinha? – perguntei.

Ela olhou para mim e estendeu as mãos.

– Até duas, se você quiser – ela sorriu de novo e meu coração derreteu.

Lá estávamos nós, ajoelhados no chão, de frente um para o outro, em cima do

pedaço de papelão. Começamos a amassar o papel laminado, Wendy em uma

ponta, eu na outra, trabalhando juntos em direção ao centro. Quando chegamos

lá, nossas mãos se tocaram por um instante. Eu fiquei sem ar. O que aconteceu

depois foi surreal e ainda consigo lembrar os mínimos detalhes. Uma torrente de

energia maior e mais ampla do que qualquer coisa que eu já havia sentido antes

passou pelos meus pés e subiu até minha cabeça em direção a ela. Olhei

diretamente dentro dos seus olhos e escutei uma voz – sei que era minha própria

voz, mas não a ouvi vindo de dentro, como normalmente acontece, a voz vinha

de fora – que dizia “Esta é a coisa mais ridícula que eu já disse, mas eu te amo”.

A orquestra dentro da minha cabeça estava tocando alucinadamente, mas de

repente parou. Wendy estava olhando para mim. “Meu Deus”, ela disse. “O que

você vai fazer agora?”. Sabia que ela sentia o mesmo. Eu havia encontrado meu

oposto compatível e Wendy havia encontrado o dela.

O que fizemos, depois que eu cumpri a missão e Cecilia levou os gatinhos para

casa durante à noite, foi passar horas e horas e horas conversando. Tínhamos

tanto a dizer. Compartilhamos nossas esperanças e sonhos, nossas opiniões e

experiências. Ríamos das mesmas coisas e éramos apaixonados pelas mesmas

coisas. Era como uma amizade profunda transformada em música.

Wendy e eu tínhamos muito em comum. Ela era britânica, eu também. Nós

dois éramos expatriados em Portugal. Ela tinha um brilho travesso no olhar,

assim como eu, e estava vestida de um jeito elegante, porém reservado, que era

meu próprio estilo. O mais importante é que estávamos em trabalhos

semelhantes e compartilhávamos o mesmo espírito aventureiro.

Mas também havia aspectos dela que eu sentia que não eram como os meus.

Ela era paciente e detalhista. Forte, resistente e discreta. Ela era reservada e eu

era extrovertido. A forma como ela olhava e ouvia e prestava atenção me fazia

sentir como se eu fosse a única pessoa no mundo que importava.

Quando acordei naquela manhã, não tinha ideia de que algumas horas depois

meu mundo mudaria para sempre. Wendy me fez entender coisas de uma forma

que eu nunca havia pensado antes, e contei-lhe sobre lugares e pessoas que eu

havia descoberto, mas sobre os quais ela não sabia nada. Senti-me orgulhoso e

importante e invencível enquanto ríamos e compartilhávamos nossas vivências.

Ela se sentiu segura ao conversar comigo, pois eu apreciava, respeitava e

valorizava suas ideias. Eu nunca havia conversado com ninguém daquela forma;

era quase como se tivéssemos procurando um ao outro por todo o universo,

durante uma eternidade, até finalmente nos encontrarmos. Foi um êxtase.

Passamos as próximas semanas nos encontrando sempre que podíamos,

conversando e rindo, compartilhando e sonhando e simplesmente ficando perto

um do outro.

E estamos juntos desde então. Criamos cinco filhos e ainda somos apaixonados

um pelo outro. A forma como nos conhecemos permaneceu fresca na nossa

mente e o romance que vivemos teve um forte efeito. Sim, tivemos dias difíceis

e duros, mas a ideia de colocar um fim no relacionamento – de dizer adeus à

pessoa que nos faz sentir completos – nunca foi uma opção. Seria como partir

nosso coração no meio.

Acho que é bastante óbvio para a maioria das pessoas que Wendy e eu temos

um casamento forte e feliz. As pessoas sempre nos perguntam qual é nosso

segredo. No começo, eu me esquivava dessa pergunta, pensando que a resposta

seria óbvia – respeito mútuo, interesses comuns, atração etc. Mas conforme os

anos passaram e a pergunta continuou surgindo muitas e muitas vezes, comecei a

perceber que poderia haver mais do que se via na superfície. Assim, utilizando

meu treinamento em PNL, decidi tentar identificar as ameaças comuns em todos

os relacionamentos bem-sucedidos, desde a paquera até o compromisso, e

organizei-as de uma forma simples, prática e concreta. Também queria mostrar

às pessoas como aproveitar seu tempo da melhor forma possível e evitar cair em

depressão, além de ajudá-las a aprender com os erros dos outros. Com

frequência, ouvimos as pessoas dizerem: “Se eu soubesse naquela época o que

sei hoje, não teria me metido nesta confusão”.

Especificamente, eu decidi:

encontrar casais que se apaixonaram perdidamente e

permaneceram energizados e empolgados um com o outro por muito

tempo;

determinar o que todos esses casais tinham em comum e quais

recursos eles utilizaram; e

dividir as lições que eles poderiam nos ensinar sobre o encontro, a

conexão e a união com nosso oposto compatível, em uma série de

passos fáceis que qualquer pessoa poderia seguir.

A busc a por um padrão

Entrevistei casais felizes e duradouros e outros cujos relacionamentos estavam

em vários estágios de desordem. Revisei pesquisas, li livros e artigos sobre o

assunto e, finalmente, percebi que quase ninguém estava tratando de algo

fundamental: os casais mais bem-sucedidos incorporam um equilíbrio muito

delicado de duas máximas – afins atraem afins e opostos se atraem.

Existem centenas de livros sobre como namorar, paquerar, dar uma de difícil,

fazer que ele a peça em casamento, fazer que você aceite e coisas do gênero.

Mas fiquei impressionado com o fato de que todos eles pareciam ignorar o óbvio.

Nos relacionamentos mais vibrantes e recompensadores, as pessoas envolvidas

são opostos compatíveis. Isto é o que cada pessoa que espera encontrar o amor

deveria procurar – uma pessoa que a faça se sentir completa, uma pessoa com a

qual você realmente se conecte. Existe mais de um oposto compatível para você;

existem muitos deles e eles estão por todos os lados. No entanto, a maioria das

pessoas que você conhece não é seu oposto compatível. Você conhecerá muitas

pessoas charmosas ou interessantes, mas elas podem não ser as pessoas certas

para você. Portanto, se conhecer alguém de quem gosta muito, mas o

relacionamento não estiver funcionando como esperava, e se você não sentir

claramente que vale a pena, termine o relacionamento. Não é culpa sua e não é

nada pessoal; vocês simplesmente não são opostos compatíveis.

Desde que meus primeiros dois livros foram publicados, eu já apareci em

vários programas de televisão e rádio e fui entrevistado por dúzias de revistas.

Consequentemente, recebo muitos e-mails com pedidos de ajuda em

relacionamentos. Este livro é a resposta para todas aquelas pessoas que me

perguntaram: “Como eu faço para encontrar um relacionamento amoroso

duradouro?”. Parece que elas gostariam que alguém pegasse sua mão e as

guiasse no meio da confusão até seu objetivo. Este livro é para todos aqueles que

já se sentiram assim. Ele apresenta técnicas comprovadas para conectar-se e

causar uma ótima primeira impressão. Essas técnicas a afastarão de incertezas

nervosas e a levarão a um relacionamento amoroso e duradouro. Ao mesmo

tempo, esse processo exigirá que você seja autêntica e faça o que parecer mais

natural. Este livro foi escrito de todo o coração e, como meus outros livros, foi

testado e comprovado.

Portanto, não se sente e relaxe. Decida-se a agir segundo o que você está

prestes a ler.

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