A emergência da escola

Cortez Editora
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A emergência da escola, o modo como surgiu e se constituiu o modelo escolar que se tornou dominante nos últimos 150 anos, é o problema central deste livro. Trata-se de uma reflexão útil e necessária para os dias de hoje, quando a escola vive em situação crítica, de emergência, seja pela incapacidade de cumprir a promessa de ofertar uma educação de qualidade a todas as crianças, seja pela inevitabilidade da sua transformação. Nos próximos tempos vamos assistir a uma mudança da forma da escola: a sua metamorfose. Para compreendermos esse processo, precisamos de um olhar histórico, como aquele que, brilhantemente, José G. Gondra nos apresenta. Educadores, professores, formadores, gestores, licenciandos e todos aqueles que se interessam pela educação encontram neste livro uma base sólida para pensarem o passado e, assim, projetarem o futuro da instituição escolar.
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About the author

José G. Gondra é professor titular da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), é pesquisador da FAPERJ no programa Cientista do Nosso Estado, do PROCIENCIA UERJ/FAPERJ e Bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq. Atua no magistério há mais de trinta anos, com larga experiência na educação básica, no ensino superior e na pós-graduação. Pela Cortez, com Alessandra Schueler, publicou Educação, Poder e Sociedade no Império Brasileiro. Pela EDUERJ, publicou Artes de Civilizar: medicina, higiene e educação escolar na Corte Imperial. Organizou e participou de dezenas de coletâneas na área de história da educação, tendo publicado em importantes periódicos do Brasil, Argentina, Colômbia, México, Itália, Hungria e Bélgica.
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Additional Information

Publisher
Cortez Editora
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Published on
Jul 10, 2018
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Pages
259
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ISBN
9788524926693
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Language
Portuguese
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Genres
Education / History
Education / Reference
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Nas comunidades primitivas, as crianças e os jovens aprendiam todas as atividades (coleta, caça, pesca, plantio etc.) ao seguir um adulto, que lhe serviria de modelo. Na Antiguidade, essa relação dava-se entre o mestre e seu discípulo — modelo educacional, que, inclusive, perdurou por muito tempo. As retomadas dos acontecimentos do passado são, portanto, essenciais para os professores da atualidade desenvolverem e saberem criticar sua(s) didática(s) em sala de aula. É por isso que Gilberto Luiz Alves escreveu o livro, lançado pela Editora Autores Associados, O trabalho didático na escola moderna. A obra apresenta o passado do trabalho didático de modo aprofundado. Analisa os estudos dos gregos e romanos e seus respectivos interesses de estudo (os heróis e valores fundamentais da cultura grega e latina, expressas nas tão estudadas Ilíada, Odisséia e Eneida), a escolástica da época medieval, inclusive ilustrada pelos diálogos filosóficos de Santo Agostinho e Adeodato e das instigantes conversas entre Pepino, filho de Carlos Magno, e seu mestre Alcino (A: O que é que é e não é? / P: O nada / A: E como pode ser e não ser? / P: É enquanto palavra; não é enquanto realidade), o modelo escolar de Abelardo e do período renascentista em geral (Erasmo de Rotterdam, o ensino jesuítico entre outros) até chegar no que mais dá origem à nossa escola moderna: um ensino não mais voltado para uma única pessoa, mas para o coletivo. Comenius, nesse sentido, com sua Didática Magna, atendeu muito bem o ideal da Contra-Reforma de expandir o catolicismo com uma "educação para todos". Assim surge a escola moderna, já com as pretensões de atender a determinadas correntes, inclusive já do surgimento da organização burguesa. Por fim, Alves chega ao apogeu do livro mostrando os cuidados do professor quanto ao trabalho didático, pois a manipulação dos conteúdos a serem ensinados seguiu determinadas ideologias e isso é uma influência muito grande nos aprendizes, como mostra a nossa história.
Interrogar sobre o passado de uma das principais atividades educativas na escolarização inicial de crianças – o ensino de leitura e escrita – é o objetivo central desta obra. Entre as várias contribuições relevantes do livro, uma coletânea de 14 ensaios que abrangem mais de um século, da década de 1870 aos dias atuais, sobressai-se a importância da própria temática para a compreensão da cultura escolar. Os estudos põem em destaque cartilhas, livros de leitura, manuais, textos, artigos publicados em jornais e periódicos, polêmicas em torno dos métodos de ensino e a atuação de quem produziu e problematizou sobre o ensino de leitura e escrita no país. Estão contemplados tanto os interesses econômicos e comerciais subjacentes à produção de materiais para esse ensino quanto as tensões políticas que envolveram as disputas dos educadores, o que permite ao leitor aproximar-se das tematizações, concretizações e normatizações que ao longo do tempo pautaram o debate político e pedagógico sobre a alfabetização no Brasil. O primeiro texto da coletânea trata do método de alfabetização de Thomaz Paulo de Bom Sucesso Galhardo, autor da Cartilha da infância, publicada entre a década de 1880 e o ano de 1992. Seguem-se estudos sobre as experiências de Antonio da Silva Jardim (1860-1891), João Köpke (1852-1926), Ramon Roca Dordal (1854-1938) e Carlos Alberto Gomes Cardim (1875-1938), Arnaldo de Oliveira Barreto (1869-1925), Francisco Vianna (1876-1935), Theodoro de Moraes (1877-1956), Antonio Firmino Proença (1880-1946), Renato Fleury (1895-1980), Lourenço Filho (1897-1970), Antônio D’Ávila (1903-1989), Bárbara V. de Carvalho (1915-2008), Emilia Ferreiro (1935) e João Wanderley Geraldi (1946).
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