O mirábolo

Editora Moinhos (Camila Araujo da Silva MEI)
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O poeta Lucas Rolim estreia com o instigante O Mirábolo, um livro que chama a atenção pelo cuidado de sua elaboração e pelas nervuras que o compõem. As epígrafes são belas e fundamentais para orientar o leitor pelos capítulos, articulados em 2 partes – "Madrugada Incendiária" e "Manhã de Pássaros". A poesia de Lucas aproxima a matéria carnal do fluxo onírico – combinação tão importante feita por escritores valiosos do século XX. Lucas é um jovem poeta que não tem medo de se arriscar na escrita. Tanto é que se "risca" com os acidentes e abismos das palavras-experiências. Ele se lança com o corpo/espírito na construção de um universo imagético e sensorial, e a sua juventude inunda a poesia de potência e velocidade – agilidade que utiliza para desenvolver seu "ofício de espantos" na "lavoura mística". O Mirábolo é uma espécie de malabarista, de inventor fantástico, que, no jogo das sutilezas, transpõe os limites entre o claro e o escuro, e torna visível aquilo que não tem forma definida; traz o avesso das coisas e desloca os conceitos de seus lugares usuais. Lucas Rolim exercita a arte de expandir o real pela ficção, através do fluxo do vir a ser que as palavras e as imagens comportam. Este livro é o ponto de tensão que desdobra e onde convergem o personagem (mágico, mirabolante) e o próprio universo criativo (o livro em si). Este exercício é um truque em que o poeta se impulsiona como criador. Lucas Rolim se propõe a não seguir os caminhos fáceis e penetra nas águas densas da linguagem. O jovem poeta não se rende ao que boa parte de sua geração faz – crônicas sem criatividade do cotidiano ou textinhos engraçados. Ao contrário, busca a poesia em sua dimensão selvagem e profunda, em uma dimensão ritualizada com a palavra. Em O Mirábolo, o poeta abre sua "caixa de ruídos" e a confronta com o silêncio das ruínas. Deste encontro profundo e febril, enuncia um canto inflamável, e assim, o livro se torna um campo aberto às apropriações do(a) leitor(a) que o tem em mãos.
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About the author

Lucas Rolim é poeta, editor independente e fez algumas traduções. Como poeta, lançou os livrinhos artesanais No Panorama do Tempo o Menino se Alarga (2015) e Os Cantos de Eleanor (Selo Kizumba, 2017). É membro do coletivo poético Tensão, Tesão & Criação, participando ativamente das rodas de poesia e do circuito artístico da cidade. Teve poemas e traduções publicados em revistas, jornais, sites e antologias. Nasceu em Teresina, onde habita e é habitado.
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Additional Information

Publisher
Editora Moinhos (Camila Araujo da Silva MEI)
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Published on
Jul 27, 2017
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Pages
60
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ISBN
9788592579449
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Language
Portuguese (Portugal)
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Genres
Poetry / General
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Content Protection
This content is DRM protected.
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Carlos Rogério Cerqueira Junior
O amor é uma das manifestações mais genuinamente humanas: é sentimento (na figura da sensação provocada pelo ser amado) como também pensamento (resultante da compreensão do indivíduo acerca de seu próprio estado amoroso). O amor, inicialmente único, paradoxal, completo, hermético e sem qualquer importância para os outros, por meio da poesia, expõe seus contornos mais belos (e, por que não, trágicos?) permitindo aos leitores experimentarem a identificação com o escritor: desse modo, a poesia se transforma numa genuína ponte de comunicação entre os seres humanos. Nesse livro, explora-se o liminar entre o êxtase de amar e a dor do amor não concretizado. Afinal, a poesia é exteriorização de um desejo, sua realização sublimada: as palavras impronunciáveis que se remodelam na forma de arte. A obra é composta por 60 poemas escritos entre 2010 e 2012, que versam sobre o amor e seus desdobramentos mais imediatos como solidão, dor, felicidade e arrebatamento. Em diversas ocasiões, remete-se à mitologia grega, estabelecendo paralelos e releituras entre deuses e o ser amante, divinamente amaldiçoado. Referências diversas, de óperas a esculturas, permitem estabelecer diálogos com outras manifestações artísticas. E, não menos importante, trabalha-se com as múltiplas interpretações que podem surgir do uso da língua para racionalizar o sentimento amoroso. Dessa forma, essa coletânea de poesias procura explorar a universalidade do amor, permitindo que o leitor possa reconhecer nos versos, o reflexo da sua própria concepção e experiência amorosa.
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