Uma mulher afasta os fantasmas que vagam livremente por um subúrbio de Buenos Aires, entre eles o da mãe, que morreu de uma doença dolorosa, os de algumas adolescentes assassinadas na rua, o de um ladrão pego em flagrante e o de um menino que escapou de um sequestro. Um casal de férias em uma cidade que vem perdendo habitantes desde que o trem parou de circular visita uma exposição de telas perturbadoras de um artista local na estação abandonada, porém o mais aterrorizante será conhecer o autor dessas pinturas. Voluntários de uma ONG que distribuem alimentos em bairros pobres são perseguidos por crianças com olhos escuros assustadores. Uma jornalista investiga o desaparecimento de uma jovem de um hotel em Los Angeles, cujas imagens arrepiantes circularam on-line, mas acaba confrontando outra lenda local.
Nos doze contos de terror deste livro, Mariana Enriquez constrói mundos em que o mal está sempre à espreita e os monstros emergem sem aviso nas realidades mais corriqueiras, em grandes cidades ou pequenas vilas remotas. Mais uma vez, ela trabalha com maestria as diversas facetas do medo.
Após seu monumental e aclamado romance Nossa parte de noite, a autora retorna aos contos e prova que permanece no auge da carreira como uma figura proeminente e inovadora do gênero do terror, que ela elevou aos mais altos patamares literários. Inspirando-se na tradição — de romances góticos a Stephen King e Thomas Ligotti —, Mariana Enriquez explora novas dimensões para nos conduzir pelos brilhantes caminhos de sua imaginação.
Mariana Enriquez nasceu em Buenos Aires, em 1973. É jornalista e subeditora do suplemento Radar, do jornal Página/12, além de professora. Escreveu novelas, relatos de viagens e biografias. Pela Intrínseca, publicou as coletâneas de contos As coisas que perdemos no fogo e Os perigos de fumar na cama e os romances Este é o mar e Nossa parte de noite, que ganhou na Espanha o Premio Herralde de Novela.