Jazz para rinocerontes

Editora Moinhos (Camila Araujo da Silva MEI)
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Em todas as linguagens a nave vai O Avant-garde jazz, ainda que remeta à sensação de total improvisação, desenvolve uma linha narrativa sobre uma base musical preestabelecida, sobre a qual a improvisação é então elaborada. Há determinados casos em que a improvisação faz mesmo parte da composição original, nota por nota. A "orquestra do caos" que toca na mente de Paulo Monteiro associa-se à essa linha narrativa, fértil em elementos, que provoca uma sensação vertiginosa de símbolos, metáforas e personificações: erupção de (auto)imagens(?): Ginsberg, Kafka, Dionísio, Frankenstein, Roberto Piva, Van Gogh, Milles Davis, Nero: como "visões do fim da tarde", esses nomes aglutinam-se com sensações paradoxais da experiência, ora com a escrita ("meus versos são cânticos para o demônio pessoal"), ora com experiências bizarras ("meu primo morreu asfixiado com um osso de frango"), seja através da tragédia amorosa ("teu amor morrerá em breve nos teus doces delírios"), ou da fantasmagoria da memória ("agora o espectro derruba as panelas da minha mãe"): o jogo rápido das imagens (centro atrativo do livro), os saltos temporais e a colagem das situações banais se conjugam em um pano de fundo absurdamente realista: os versos curtos dão um efeito de celeridade e voracidade frente às imagens construídas, amalgamado com o absurdo e uma certa sedução nonsense que supera qualquer limite. É realmente contagiante a leitura. Os cortes que Paulo compõe privilegiam uma linguagem delirante, em aceleração constante, porém dilatando sentidos que não se cristalizam na sensação. Em alguns momentos, o jogo de palavras enriquecem o texto, pois quebra a expectativa de uma sequência apriorística.
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About the author

Nasceu em Manaus. Suas primeiras publicações foram publicações alternativas (Fanzines), em que misturava seus poemas com suas colagens.
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Additional Information

Publisher
Editora Moinhos (Camila Araujo da Silva MEI)
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Published on
Mar 23, 2017
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Pages
48
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ISBN
9788592579210
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Language
Portuguese (Portugal)
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Genres
Poetry / General
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Content Protection
This content is DRM protected.
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Carlos Rogério Cerqueira Junior
O amor é uma das manifestações mais genuinamente humanas: é sentimento (na figura da sensação provocada pelo ser amado) como também pensamento (resultante da compreensão do indivíduo acerca de seu próprio estado amoroso). O amor, inicialmente único, paradoxal, completo, hermético e sem qualquer importância para os outros, por meio da poesia, expõe seus contornos mais belos (e, por que não, trágicos?) permitindo aos leitores experimentarem a identificação com o escritor: desse modo, a poesia se transforma numa genuína ponte de comunicação entre os seres humanos. Nesse livro, explora-se o liminar entre o êxtase de amar e a dor do amor não concretizado. Afinal, a poesia é exteriorização de um desejo, sua realização sublimada: as palavras impronunciáveis que se remodelam na forma de arte. A obra é composta por 60 poemas escritos entre 2010 e 2012, que versam sobre o amor e seus desdobramentos mais imediatos como solidão, dor, felicidade e arrebatamento. Em diversas ocasiões, remete-se à mitologia grega, estabelecendo paralelos e releituras entre deuses e o ser amante, divinamente amaldiçoado. Referências diversas, de óperas a esculturas, permitem estabelecer diálogos com outras manifestações artísticas. E, não menos importante, trabalha-se com as múltiplas interpretações que podem surgir do uso da língua para racionalizar o sentimento amoroso. Dessa forma, essa coletânea de poesias procura explorar a universalidade do amor, permitindo que o leitor possa reconhecer nos versos, o reflexo da sua própria concepção e experiência amorosa.
Luis Ribeiro
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