Conta-gotas: Máximas & reflexões

e-galáxia
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Conta-gotas apresenta a produção de máximas e reflexões do professor de literatura brasileira da Universidade Princeton, Pedro Meira Monteiro.

Num tempo já marcado pela forma condensada e pela rapidez das novas mídias, Meira Monteiro atualiza a longa tradição de se escrever aforismos para refletir sobre os tempos fragmentados do novo século.

Gota por gota, palavra por palavra, a contemporaneidade é pensada através do filtro da literatura: “O fim é o fim da poesia”.

Segundo Fernando Paixão – que assina a apresentação –, “Em doses mínimas, o veneno faz bem ao intelecto”.
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Outras informações

Publisher
e-galáxia
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Published on
8 de dez de 2016
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Pages
48
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ISBN
9788584741397
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Features
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Language
português
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Genres
Fiction / Literary
Philosophy / Language
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Há tempos que os ensaios clássicos de interpretação do Brasil, escritos nas décadas de 1920 e 1930, vêm alimentando nosso debate intelectual, dentro e fora da universidade. “Raízes do Brasil”, de Sérgio Buarque de Holanda, está entre os que permanecem nos interpelando e nos ajudando a qualificar a dimensão de processo social que o nosso presente ainda oculta. Como um código, de cuja decifração dependesse a compreensão do peso do passado na configuração do presente e das nossas perspectivas de futuro enquanto sociedade.

“Signo e desterro” de Pedro Meira Monteiro vem contribuir imensamente com os estudos do pensamento social brasileiro, desenvolvidos nas ciências sociais, história e estudos literários, que têm apostado no potencial heurístico daqueles ensaios para aproximar questões do presente, ou perenes em nossa sociedade, às interpretações do passado. Não apenas repensar os ensaios em sua identidade histórica, tarefa sem dúvida importante; mas surpreender e forjar um espaço cognitivo de comunicação entre o tempo da escritura e o nosso próprio tempo. Aliás, aí está uma exigência do ensaio como forma na recomposição da relação sujeito/objeto do conhecimento.

As duas tarefas podem ser complementares, e, talvez, o êxito de “Signo e desterro” se deva também ao fato de ser ponto de chegada de um denso percurso intelectual, rico em deslocamentos de toda sorte. Além de autor de um dos livros fundamentais sobre Sérgio Buarque de Holanda, publicado há mais de uma década, entre outros trabalhos, Pedro Meira Monteiro com este seu novo livro amplia e enriquece nossa visão sobre “Raízes do Brasil” ao situá-lo em relação não apenas a temporalidades, mas também a contextos nacionais e tradições intelectuais distintas. Com a elegância intelectual de sempre, Pedro nos conduz agora pelas permanências de “Raízes do Brasil” na imaginação do país. Ao fazê-lo, concorre para redirecionar o estudo comparativo do pensamento social brasileiro para um campo mais aberto e mais criativo que o costumeiro. Enfim “desterrado”, “Raízes do Brasil” tem ainda muito a nos dizer, como verá o leitor.
(André Botelho)
Há tempos que os ensaios clássicos de interpretação do Brasil, escritos nas décadas de 1920 e 1930, vêm alimentando nosso debate intelectual, dentro e fora da universidade. “Raízes do Brasil”, de Sérgio Buarque de Holanda, está entre os que permanecem nos interpelando e nos ajudando a qualificar a dimensão de processo social que o nosso presente ainda oculta. Como um código, de cuja decifração dependesse a compreensão do peso do passado na configuração do presente e das nossas perspectivas de futuro enquanto sociedade.

“Signo e desterro” de Pedro Meira Monteiro vem contribuir imensamente com os estudos do pensamento social brasileiro, desenvolvidos nas ciências sociais, história e estudos literários, que têm apostado no potencial heurístico daqueles ensaios para aproximar questões do presente, ou perenes em nossa sociedade, às interpretações do passado. Não apenas repensar os ensaios em sua identidade histórica, tarefa sem dúvida importante; mas surpreender e forjar um espaço cognitivo de comunicação entre o tempo da escritura e o nosso próprio tempo. Aliás, aí está uma exigência do ensaio como forma na recomposição da relação sujeito/objeto do conhecimento.

As duas tarefas podem ser complementares, e, talvez, o êxito de “Signo e desterro” se deva também ao fato de ser ponto de chegada de um denso percurso intelectual, rico em deslocamentos de toda sorte. Além de autor de um dos livros fundamentais sobre Sérgio Buarque de Holanda, publicado há mais de uma década, entre outros trabalhos, Pedro Meira Monteiro com este seu novo livro amplia e enriquece nossa visão sobre “Raízes do Brasil” ao situá-lo em relação não apenas a temporalidades, mas também a contextos nacionais e tradições intelectuais distintas. Com a elegância intelectual de sempre, Pedro nos conduz agora pelas permanências de “Raízes do Brasil” na imaginação do país. Ao fazê-lo, concorre para redirecionar o estudo comparativo do pensamento social brasileiro para um campo mais aberto e mais criativo que o costumeiro. Enfim “desterrado”, “Raízes do Brasil” tem ainda muito a nos dizer, como verá o leitor.
(André Botelho)
Nesta edição de Peixe-elétrico:

O romance de Barthes – BEATRIZ SARLO
Barthes, leitor de Loyola – BEATRIZ SARLO
Dois textos da ensaísta Beatriz Sarlo abrem a terceira edição da Peixe-elétrico. Duas formas inéditas e surpreendentes de enfrentar a obra daquele que foi sua principal referência intelectual: Roland Barthes.

A pele da cebola – JAVIER CERCAS
Como contar a verdade a respeito de uma mentira? Quanto há de verdade em um falso relato? Tentar entender é o primeiro passo para perdoar? Essas são algumas das questões colocadas pelo premiado autor espanhol Javier Cercas para enfrentar os dilemas de narrar a vida de um dos maiores impostores da história.

Jameson e a forma – TERRY EAGLETON
Alguns autores podem e devem ser reinterpretados continuamente. Fredric Jameson, capa da edição anterior da Peixe-elétrico, certamente é um deles. Nosso segundo texto originalmente publicado pela prestigiosa New Left Review é do britânico Terry Eagleton e trata da importância da forma na escrita de Jameson.

Da experiência ao melhor entretenimento do mercado – TALES AB’SÁBER
Ab’Sáber escreve sobre o fim da ideia de contracultura, ou melhor, de sua absorção total pelo mercado. Um tema central para se enfrentar os desafios culturais da contemporaneidade. Originalmente encomendado por um grande veículo de imprensa, mas nunca publicado. Segundo o autor, o texto havia atravessado “certos limites”.

Meninas mortas – SELVA ALMADA
Autora do consagrado romance “O vento que arrasa”, Selva Almada publica um conjunto de crônicas sobre feminicídio na Argentina. Com a mesma sofisticação estilística de sua ficção, Almada traz à tona essa trágica dimensão da vida contemporânea.

Remanentes – NINO CAIS
As imagens que ilustram esta edição são do artista plástico Nino Cais. Apresentadas pela primeira vez em Buenos Aires, o flerte com o pornô nas colagens de Cais vêm confrontar a onda conservadora que avança pelo Brasil.

Laudato Si – MICHAEL LÖWY
O marxista Michael Löwy aponta a radicalidade e os limites da ação do Papa Bergoglio ao analisar a encíclica sobre meio ambiente, Laudato Si.

Atenção e indiferença: o sentido em Machado de Assis – PEDRO MEIRA MONTEIRO
O crítico literário Pedro Meira Monteiro parte do romance derradeiro de Machado de Assis – “Memorial de Aires” – para resgatar os principais pontos da crítica machadiana e colocá-los diante de novas questões.

O Bispo é o rei do Brasil – VICTOR HERINGER
O carioca radicado em São Paulo Victor Heringer publica um ensaio nada convencional sobre Arthur Bispo do Rosário, e tenta compreender um dos aspectos da contemporaneidade: a distração.

Diário de uma releitura – FELIPE CHARBEL
Em um texto que corre no limite entre o ensaio e a ficção, Charbel cria um ambiente rothiano ao apresentar um diário pessoal que tem como fio condutor o livro “O Teatro de Sabbath”, de Philip Roth.

A túnica inconsútil do romantismo – DENILSON CORDEIRO
Cordeiro resenha “As raízes do romantismo”, de Isaiah Berlin e, em um duplo movimento, demonstra a centralidade do autor e do período histórico em questão.
First published in 1936, the classic work Roots of Brazil by Sérgio Buarque de Holanda presented an analysis of why and how a European culture flourished in a large tropical environment that was totally foreign to its traditions, and the manner and consequences of this development. In The Other Roots, Pedro Meira Monteiro contends that Roots of Brazil is an essential work for understanding Brazil and the current impasses of politics in Latin America. Meira Monteiro demonstrates that the ideas expressed in Roots of Brazil have taken on new forms and helped to construct some of the most lasting images of the country, such as the "cordial man," a central concept that expresses the Ibero-American cultural and political experience and constantly wavers between liberalism's claims to impersonality and deeply ingrained forms of personalism. Meira Monteiro examines in particular how "cordiality" reveals the everlasting conflation of the public and the private spheres in Brazil. Despite its ambivalent relationship to liberal democracy, Roots of Brazil may be seen as part of a Latin Americanist assertion of a shared continental experience, which today might extend to the idea of solidarity across the so-called Global South. Taking its cue from Buarque de Holanda, The Other Roots investigates the reasons why national discourses invariably come up short, and shows identity to be a poetic and political tool, revealing that any collectivity ultimately remains intact thanks to the multiple discourses that sustain it in fragile, problematic, and fascinating equilibrium.
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