A música muito além do instrumento

e-galáxia
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Antologia de poetas da língua portuguesa? Poema lúdico? Poema-colagem? São várias as possibilidades de leitura deste poema de apropriações que cita os nomes centrais de uma possível antologia. Mas, se por um lado o gesto de Bonvicino não apaga as autorias dos textos dos quais se apropria, bem como seus núcleos de significados, por outro cria novos sentidos para eles. O resultado, paradoxalmente, é um texto autoral. O título do livro, também ele uma apropriação de um verso de Henriqueta Lisboa, talvez seja a chave para esse enigmático poema daquele que foi considerado pelo crítico Alcir Pécora como um dos maiores poetas brasileiros vivos. Ouçamos então a música de Régis Bonvicino para muito além do(s) instrument(s).
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3.5
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Publisher
e-galáxia
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Published on
Aug 13, 2015
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Pages
14
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ISBN
9788584740789
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Features
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Language
Portuguese
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Genres
Poetry / General
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"Ângulo de guinada" é um livro de poesia incomum. Mescla de reflexão filosófica sobre a mercantilização do espaço público, prosa sobre o valor da arte contemporânea, sequências líricas e poesia experimental. Ben Lerner – um dos mais criativos autores de sua geração – investiga o destino do espaço e do discurso públicos, e como as tecnologias de visualização – fotos aéreas em especial – criam em nossa cultura uma imagem de si própria; uma imagem espetacular. Lerner faz parte de uma geração assombrada pela ideologia da Guerra ao Terror. Política, tecnologia e a construção de discursos e imagens são temas urgentes que não escapam ao olhar nada previsível deste instigante artista. "O PRIMEIRO CONSOLE DE JOGOS foi a chama domesticada. Os videogames contemporâneos permitem selecionar o ângulo desde onde se vê a ação, inspirando uma sucessão de massacres escolares. Os novos jogos, que usam pequenas pinceladas para simular o reflexo da luz, resultam quase incompreensíveis para os jogadores mais velhos. Em nossos simuladores, abstraímos os aviões com a esperança de manipular o voo como tal. Os macetes, códigos secretos que transformam o personagem em invisível ou rico, alteram o clima ou permitem pular de fase, são para o videogame o que a prece é para o mundo real. As crianças, chegada a hora, tentarão aplicar os macetes ao mundo fenomênico. Pressione para cima, para baixo, para cima, para baixo, esquerda, direita, esquerda, direita, a, b, a, para que saia o sol. Esquerda, esquerda, b, b, para manter-se aquecido." Tradução de Ellen Maria.
O amor é uma das manifestações mais genuinamente humanas: é sentimento (na figura da sensação provocada pelo ser amado) como também pensamento (resultante da compreensão do indivíduo acerca de seu próprio estado amoroso). O amor, inicialmente único, paradoxal, completo, hermético e sem qualquer importância para os outros, por meio da poesia, expõe seus contornos mais belos (e, por que não, trágicos?) permitindo aos leitores experimentarem a identificação com o escritor: desse modo, a poesia se transforma numa genuína ponte de comunicação entre os seres humanos. Nesse livro, explora-se o liminar entre o êxtase de amar e a dor do amor não concretizado. Afinal, a poesia é exteriorização de um desejo, sua realização sublimada: as palavras impronunciáveis que se remodelam na forma de arte. A obra é composta por 60 poemas escritos entre 2010 e 2012, que versam sobre o amor e seus desdobramentos mais imediatos como solidão, dor, felicidade e arrebatamento. Em diversas ocasiões, remete-se à mitologia grega, estabelecendo paralelos e releituras entre deuses e o ser amante, divinamente amaldiçoado. Referências diversas, de óperas a esculturas, permitem estabelecer diálogos com outras manifestações artísticas. E, não menos importante, trabalha-se com as múltiplas interpretações que podem surgir do uso da língua para racionalizar o sentimento amoroso. Dessa forma, essa coletânea de poesias procura explorar a universalidade do amor, permitindo que o leitor possa reconhecer nos versos, o reflexo da sua própria concepção e experiência amorosa.
Valeu a pena conhecê-lo. Não é porque ele terminou sua missão e foi embora deste mundo, em junho de 1990, que interrompemos nossa amizade. Somos amigos leais desde a segunda metade da década de 50, quando trabalhamos juntos na imprensa da oposição. Waldomiro Santos foi um româtico, definitivamente comprometido com os fracos, por isso esteve sempre por baixo na politica. Amava as coisas simples e desprezadas, o que fez com que a fortuna, a vida inteira, em represália, lhe virasse as costas. Andou por todos os retos e tortuosos caminhos da imprensa goiana durante mais de três décadas, legando aos pósteros muitas licões de trabalho, talento, coragem e, sobretudo, de amor aos fracos, injustiçados e á liberdade. Boêmio livre das noites, apaixonado pelo céu estrelado e a esperança que renascia em cada alvorada, compunha poemas reveis e morreu do coração, aliás, a única maneira como poderia ter morrido. Seu coracão era muito maior do que o próprio peito, batendo pelos espoliados e aflitos, numa sensibilidade refletida em tudo que escrevia. Eram os árduos tempos da ditadura, de asas negras abertas sobre o jornalista, na caça ás bruxas que lhe tomou o emprego na Universidade Federal de Goiás, onde dirigira o jornal Quarto Poder, só recuperado com a Constituicão de 1988. A história real daquele regime de exceção, Waldomiro Santos contou com a experiência própria, em vibrantes versos sem rima: ''Mas eles vieram sugar a minha alma, queriam sepultá-la no bojo das asas côncavas, como a múmia de Ramsés II, no fundo escuro da pirâmide, e hoje, definitivamente, eu não quero, eu não posso, eu não devo morrer.". Jornalista Jávier Godinho. Goiânia, janeiro de 2010.
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