Anos de formação: Os Diários de Emilio Renzi

Editora Todavia S.A
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A partir das centenas de diários preenchidos ao longo da vida, o escritor argentino reconstrói seus anos de juventude com fabulação e fervor. Uma aposta na literatura. Em 1957, o adolescente Ricardo Emilio Renzi Piglia, morador de uma cidade nas cercanias de Buenos Aires, começou a escrever um diário. A princípio não parecia haver muita coisa para contar. Pequenas anedotas de família, a descoberta do amor, o cotidiano tedioso da Argentina do seu tempo, as primeiras grandes amizades, o entusiasmo pelos livros. Nos dez anos cobertos pelo volume, tempo decisivo entre o ingresso na universidade e a publicação de seu primeiro livro, A invasão, Piglia abraçou o anarquismo, se viu às voltas com algumas namoradas (que o despedaçaram emocionalmente) e, sobretudo, fez da leitura um ato criativo e da escrita uma forma de leitura mais potente. Também aparecem as bebedeiras, as longas caminhadas por uma Buenos Aires repleta de cafés e livrarias, o cinema (Godard e James Bond), Jorge Luis Borges, a política. Tudo reconstruído com a mão segura de um grande ficcionista. Estes diários (que podem ser lidos como um monumental romance de formação) são escritos por Emilio Renzi, alter ego que Ricardo Piglia elegeu em diversos livros para dar voz às suas obsessões. É a história de um artista quando jovem tentando encontrar o seu lugar no mundo, entre erros e acertos. Um livro central para o nosso tempo, escrito numa prosa altamente literária que não abdica da discussão de ideias, do prazer do texto e da imaginação mais poderosa.
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About the author

Ricardo Piglia nasceu em Adrogué, na Argentina, em 1941. Ficcionista e crítico, é autor de Respiração artificial, um dos melhores romances latino-americanos dos últimos 50 anos, e foi professor emérito da Universidade de Princeton. Morreu em Buenos Aires em janeiro de 2017.
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Additional Information

Publisher
Editora Todavia S.A
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Published on
Oct 9, 2017
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Pages
384
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ISBN
9788593828218
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Language
Portuguese
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Genres
Biography & Autobiography / Literary
Fiction / Literary
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Content Protection
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J.R.R. Tolkien, o Senhor da Fantasia reconta a vida de Tolkien, autor de clássicos como a trilogia O Senhor dos Anéis e O Hobbit, e considerado um dos maiores autores de fantasia de todos os tempos. A biografia acompanha a vida e a trajetória do escritor, começando por sua infância na África do Sul, seguida do retorno da família para a Inglaterra. Os Tolkien estabeleceram-se em Birmingham, cidade que passava por uma rápida industrialização nos anos 1890, mas ainda era cercada por uma paisagem de tirar o fôlego. Este cenário que reunia e mesclava o coração industrial do Império britânico próximo a bosques e montanhas idílicas e selvagens foi determinante para as ideias e a escrita de Tolkien. A DarkSide, optou, no caso de J.R.R. Tolkien, o Senhor da Fantasia, apenas pelo lançamento do modelo mais luxuoso - porém pelo preço mais baixo. "Fizemos essa opção em homenagem ao grande mestre da fantasia, para que o máximo de leitores conheçam sua vida", justifica Christiano Menezes, diretor editorial da DarkSide. Já é clássico o momento inspirador quando era professor em Oxford e um dia, corrigindo exames, ao se deparar com uma página em branco que um aluno havia deixado no caderno de exercícios, Tolkien escreve de repente: "Em uma toca no chão vivia um Hobbit". Bem à sua maneira, ele fica intrigado com aquilo e decide descobrir mais a respeito dos hobbits. Escrito para os seus filhos, O Hobbit tornou-se um sucesso imediato quando foi publicado em 1937. Vendeu milhões de exemplares mundo afora desde então e estabeleceu-se como "um dos livros mais influentes de nossa geração". Influência e paixão que só aumentaram com as adaptações para o cinema da trilogia de O Senhor dos Anéis, por Peter Jackson, e que voltam a atrair a atenção de todos novamente com o começo da nova trilogia de O Hobbit. O resto, bem, o resto é história, que você conhece em J.R.R. Tolkien, o Senhor da Fantasia, escrita pelo jornalista Michael White.
Nesta edição de Peixe-elétrico:

Os livros da minha vida – Ricardo Piglia
O autor organiza neste ensaio alguns aspectos de suas memórias a partir dos livros que teriam lhe marcado de forma bastante particular, sobretudo até a sua juventude. Lançando mão do sempre presente Emilio Renzi, o autor de “Respiração artificial” engenhosamente mostra que se há algo de sua vida que pode ser retomado, é a literatura. O texto de Piglia circulou durante a Feira do Livro de Guadalajara de 2014 e é uma amostra de sua produção mais recente. São textos memorialísticos, fragmentos de resenha, entradas de diários etc. Peixe-elétrico publica em primeira mão essa nova fase da obra de um dos principais escritores latino-americanos.

A arte de ler – de Juan Villoro
O texto comenta justamente a nova produção de Ricardo Piglia, observando como há ali uma espécie de ética de leitura. Para Villoro, Piglia está sintonizado com a ideia de Borges de que um livro tem a vida decidida por seus leitores e por isso seleciona momentos bastante delicados e radicais da arte de ler: homens encarcerados ou à beira da morte são alguns dos leitores que mais interessam a Ricardo Piglia. Haveria ainda na operação contemporânea do escritor argentino uma espécie de balanço de sua trajetória literária. Ler Piglia apresentado por Villoro nos parece um privilégio: são dois dos escritores mais livremente criativos da América Latina contemporânea.

A musa falida – Alcir Pécora
A famosa crise nos estudos de humanidades é discutida por Alcir Pécora na palestra que ele ofereceu aos alunos ingressantes na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra no início do ano letivo 2014-15. Mais do que apenas identificar fraturas ou apontar problemas, Pécora lança mão de um grupo de teóricos contemporâneos para fazer uma espécie de proposta de sobrevivência diante dos impasses que as humanidades no geral, e mais especificamente os estudos literários, enfrentam há alguns anos.

Repare nos peixes: se debatendo, se debatendo sobre a pedra fria – Matilde Campilho
Um dos nomes mais interessantes da nova poesia portuguesa, Campilho assina a primeira resenha da revista. Com a mesma sensibilidade de seus poemas, a autora analisa “Desalinho”, de Laura Liuzzi, associando-o a outras manifestações culturais e identificando as tendências de outra jovem artista.

O som ao redor (e a música que nos representa) – Leonardo Martinelli
O ensaio discute como as políticas públicas de divulgação internacional de nossa música erudita obedecem a uma visão de nação muito específica e que acabam deixando de lado diversas manifestações interessantes e representativas. É uma forma excludente e às vezes clichê de pensar o Brasil, muitas vezes para satisfazer a uma certa visão estrangeira já pré-concebida sobre nós. Junto com o texto de Alcir Pécora, Martinelli demonstra disposição para o debate franco, crítico e livre, além de deixar claro nosso interesse por todas as artes.

Mário de Andrade como ruína psicoetnográfica: o retrato de Flávio de Carvalho – Marcelo Moreschi
Professor da Unifesp, Moreschi escreve um longo texto sobre o retrato que Flávio de Carvalho pintou de Mário de Andrade, as leituras e repercussões da obra e, sobretudo, a maneira como um dos nossos líderes modernistas construiu aos poucos a própria imagem e tentou controlar a recepção de seu trabalho. O ensaio abre todo um debate sobre a tradição artística brasileira e pode gerar várias reflexões.

O globo da morte de tudo – Nuno Ramos e Eduardo Climachauska
O ensaio visual que ilustra esta edição é parte do registro da exposição "O globo da morte de tudo". No caso desses dois artistas emblemáticos, a atitude de colocar tudo abaixo, serviu como motor para a produção de uma performance singular e perturbadora. Peixe-elétrico não podia estrear com imagens mais adequadas.
Widely acclaimed throughout Latin America after its 1992 release in Argentina, The Absent City takes the form of a futuristic detective novel. In the end, however, it is a meditation on the nature of totalitarian regimes, on the transition to democracy after the end of such regimes, and on the power of language to create and define reality. Ricardo Piglia combines his trademark avant-garde aesthetics with astute cultural and political insights into Argentina’s history and contemporary condition in this conceptually daring and entertaining work.
The novel follows Junior, a reporter for a daily Buenos Aires newspaper, as he attempts to locate a secret machine that contains the mind and the memory of a woman named Elena. While Elena produces stories that reflect on actual events in Argentina, the police are seeking her destruction because of the revelations of atrocities that she—the machine—is disseminating through texts and taped recordings. The book thus portrays the race to recover the history and memory of a city and a country where history has largely been obliterated by political repression. Its narratives—all part of a detective story, all part of something more—multiply as they intersect with each other, like the streets and avenues of Buenos Aires itself.
The second of Piglia’s novels to be translated by Duke University Press—the first was Artifical Respiration—this book continues the author’s quest to portray the abuses and atrocities that characterize dictatorships as well as the difficulties associated with making the transition to democracy. Translated and with an introduction by Sergio Waisman, it includes a new afterword by the author.
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