Garotas mortas

Editora Todavia S.A
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Um dos grandes nomes da literatura argentina contemporânea, Selva Almada investiga três casos de feminicídio em seu país na década de 1980. E mostra que a situação não mudou com o tempo. Três assassinatos entre centenas que não são suficientes para es tampar as manchetes dos jornais ou mobilizar a cobertura dos canais de TV. Três casos cujas notícias chegam desordenadas: uma rádio as anuncia, um pequeno jornal provinciano dá algum destaque, alguém se lembra dos ocorridos em uma conversa... Três crimes "menores" enquanto a Argentina celebrava o retor no da democracia. Três mortes sem culpado. Com o tempo, essas histórias se convertem em uma obsessão particular da autora, o que a leva a uma investigação bastante atípica. A prosa cristalina de Selva Almada mostra como as violências diárias contra meninas e mulheres acabam fazendo parte de algo considerado "normal". Com este livro, a autora desbrava novos caminhos para a não ficção latino-americana.
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About the author

Selva Almada nasceu em Entre Ríos, Argentina, em 1973. Vem sendo considerada pelos leitores e pela melhor crítica uma das grandes revelações da literatura latino-americana. Tem romances e livros de contos publicados, entre eles o romance O vento que arrasa, editado no Brasil pela Cosac Naify em 2015.
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5.0
1 total
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Additional Information

Publisher
Editora Todavia S.A
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Published on
May 8, 2018
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Pages
128
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ISBN
9788593828751
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Language
Portuguese
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Genres
Social Science / Women's Studies
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Content Protection
This content is DRM protected.
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Nesta edição de Peixe-elétrico: O romance de Barthes – BEATRIZ SARLO Barthes, leitor de Loyola – BEATRIZ SARLO Dois textos da ensaísta Beatriz Sarlo abrem a terceira edição da Peixe-elétrico. Duas formas inéditas e surpreendentes de enfrentar a obra daquele que foi sua principal referência intelectual: Roland Barthes. A pele da cebola – JAVIER CERCAS Como contar a verdade a respeito de uma mentira? Quanto há de verdade em um falso relato? Tentar entender é o primeiro passo para perdoar? Essas são algumas das questões colocadas pelo premiado autor espanhol Javier Cercas para enfrentar os dilemas de narrar a vida de um dos maiores impostores da história. Jameson e a forma – TERRY EAGLETON Alguns autores podem e devem ser reinterpretados continuamente. Fredric Jameson, capa da edição anterior da Peixe-elétrico, certamente é um deles. Nosso segundo texto originalmente publicado pela prestigiosa New Left Review é do britânico Terry Eagleton e trata da importância da forma na escrita de Jameson. Da experiência ao melhor entretenimento do mercado – TALES AB'SÁBER Ab'Sáber escreve sobre o fim da ideia de contracultura, ou melhor, de sua absorção total pelo mercado. Um tema central para se enfrentar os desafios culturais da contemporaneidade. Originalmente encomendado por um grande veículo de imprensa, mas nunca publicado. Segundo o autor, o texto havia atravessado "certos limites". Meninas mortas – SELVA ALMADA Autora do consagrado romance "O vento que arrasa", Selva Almada publica um conjunto de crônicas sobre feminicídio na Argentina. Com a mesma sofisticação estilística de sua ficção, Almada traz à tona essa trágica dimensão da vida contemporânea. Remanentes – NINO CAIS As imagens que ilustram esta edição são do artista plástico Nino Cais. Apresentadas pela primeira vez em Buenos Aires, o flerte com o pornô nas colagens de Cais vêm confrontar a onda conservadora que avança pelo Brasil. Laudato Si – MICHAEL LÖWY O marxista Michael Löwy aponta a radicalidade e os limites da ação do Papa Bergoglio ao analisar a encíclica sobre meio ambiente, Laudato Si. Atenção e indiferença: o sentido em Machado de Assis – PEDRO MEIRA MONTEIRO O crítico literário Pedro Meira Monteiro parte do romance derradeiro de Machado de Assis – "Memorial de Aires" – para resgatar os principais pontos da crítica machadiana e colocá-los diante de novas questões. O Bispo é o rei do Brasil – VICTOR HERINGER O carioca radicado em São Paulo Victor Heringer publica um ensaio nada convencional sobre Arthur Bispo do Rosário, e tenta compreender um dos aspectos da contemporaneidade: a distração. Diário de uma releitura – FELIPE CHARBEL Em um texto que corre no limite entre o ensaio e a ficção, Charbel cria um ambiente rothiano ao apresentar um diário pessoal que tem como fio condutor o livro "O Teatro de Sabbath", de Philip Roth. A túnica inconsútil do romantismo – DENILSON CORDEIRO Cordeiro resenha "As raízes do romantismo", de Isaiah Berlin e, em um duplo movimento, demonstra a centralidade do autor e do período histórico em questão.
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