O capitalismo como religião

Boitempo Editorial
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O capitalismo como religião apresenta um recorrido por ensaios do filósofo Walter Benjamin, organizado e introduzido pelo sociólogo Michael Löwy. O livro traz textos surpreendentes, em particular os ditos de juventude, que vêm à tona com a liberação da obra benjaminiana para o domínio público. Löwy reuniu escritos de Benjamin inéditos em português ou difíceis de consultar, que contêm, em graus variados, uma crítica radical da civilização capitalista-industrial moderna. Segundo o organizador, Benjamin ocupa uma posição singular na história do pensamento crítico moderno. É o primeiro seguidor do materialismo histórico a romper radicalmente com a ideologia do progresso linear: "Por sua crítica radical da civilização burguesa moderna, por sua desconstrução da ideologia do progresso - a Grande Narrativa dos tempos modernos, comum tanto aos liberais quanto aos socialistas -, os escritos de Benjamin parecem um bloco errático à margem das principais correntes da cultura moderna".
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Publisher
Boitempo Editorial
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Published on
Oct 23, 2015
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Pages
192
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ISBN
9788575593400
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Language
Portuguese
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Genres
Philosophy / Political
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Uma das afirmações mais conhecidas de Benjamin talvez seja a de que saber orientar-se numa cidade não significa muito, mas perder-se requer instrução. Entre caminhadas e passeios por espaços diversos, o autor berlinense oferece, nos textos aqui reunidos, não apenas a deambulação de um flâneur destituído de mapa, mas também muito do seu próprio método de trabalho: as imagens de pensamento (Denkbild), que estão presentes nas percepções, nos relatos, nas visões e, sobretudo, nas análises inquiridoras acerca da atmosfera intelectual de uma Europa ameaçada por severas contradições políticas. Moscou surge em seus apontamentos diarísticos como um labirinto, cheia de armadilhas, silenciosa e invernal. Benjamin aponta como o Estado sonhado por Lênin é instrumentalizado, de maneira bem diversa, pelo domínio stalinista. Com cores e arquitetura porosa, aparece Nápoles e seus pátios, tabernas, feiras, arcadas e escadas. Marselha, de luz rara, é descrita por meio de seus portos, prostitutas e docas. Já Paris é, para Benjamin, uma grande sala de biblioteca atravessada pelo Sena. Além dos espaços citadinos, o sonho, o amor, a gula e o colecionismo também são motivos trabalhados. O uso do haxixe e de outros causadores de embriaguez são meticulosamente registrados como em um protocolo clínico. Recordações soterradas, a força do riso, a fome e a nostalgia são descritas por esse autor que desconfiava que "o fumador de ópio ou de haxixe tem a experiência do olhar que é capaz de encontrar cem lugares diferentes num único".
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