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Desde que o Rio de Janeiro foi anunciado como sede das Olimpíadas 2016, intensificaram-se as pressões para a remoção total da Vila Autódromo, assentamento popular localizado ao lado da área onde seria construído o Parque Olímpico. Contra a Vila Autódromo, se erguiam Prefeitura da Cidade, Governo do Estado, grandes empreiteiras e incorporadoras imobiliárias, entre outros agentes, quase sempre com forte apoio da grande mídia.
Ao longo deste livro, veremos como a ação organizada dos moradores de Vila Autódromo enfrentou essas pressões e como se articulou com outros agentes que se posicionavam contra a forma como as decisões sobre as Olimpíadas eram impostas à população. Entre eles, movimentos populares por moradia, coletivos organizados de moradores ameaçados de remoção e, especialmente, o Comitê Popular da Copa e das Olimpíadas, que terminou por adotar a luta dos moradores como o símbolo da resistência à remoção com a campanha “Viva a Vila Autódromo!”.
A longa saga da Vila Autódromo envolveu disputas no campo jurídico com apoio da Defensoria Pública, a realização de eventos, festas e manifestações, a discussão com autoridades municipais e, também, a elaboração de um plano popular alternativo que comprovava a possibilidade de permanência da comunidade, mesmo com a realização das Olimpíadas no terreno vizinho.
Na luta pelo direito de permanência e à moradia digna na Vila Autódromo, moradores e apoiadores foram se transformando, assumindo um compromisso ainda maior com a promoção da justiça social na produção do espaço urbano carioca. A luta da Vila Autódromo é hoje a luta dos moradores de assentamentos de baixa renda ameaçados de remoção no Horto, Vargem Grande, Barra de Guaratiba, Ilha do Governador, Rio das Pedras e outros bairros e localidades no Rio de Janeiroe no Brasil.
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Publisher
Letra Capital Editora LTDA
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Pages
366
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ISBN
9788577856350
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Language
Portuguese
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Na esteira dos recentes protestos que abalaram o país, a Boitempo lança Cidades rebeldes: Passe Livre e as manifestações que tomaram as ruas do Brasil. Trata-se do primeiro livro impresso inspirado nos megaprotestos que ficaram conhecidos como as Jornadas de Junho, além de ser o principal esforço intelectual até o momento de analisar as causas e consequências desse acontecimento marcante para a democracia brasileira. Escrito e editado no calor da hora, em junho e julho, Cidades rebeldes é um livro de intervenção, que traz perspectivas variadas sobre as manifestações, a questão urbana, a democracia e a mídia, entre outros temas. Publicada em parceria com o portal Carta Maior e com o apoio da Fundação Rosa Luxemburgo, a obra segue a linha do livro Occupy: movimentos de protestos que tomaram as ruas, com o mesmo formato e preço (R$10,00 o impresso, R$5,00 o e-book), e consolida uma nova coleção da Boitempo, de livros de intervenção e teorização sobre acontecimentos atuais, intitulada "Tinta Vermelha", em referência a um trecho do discurso do filósofo esloveno Slavoj Žižek no Occupy Wall Street, em 2011. Para tornar o livro acessível ao maior número de pessoas - estimulando-as, quem sabe, a ir às ruas por mudanças -, autores cederam gratuitamente seus textos, tradutores não cobraram pela versão dos originais para o português, quadrinistas e fotógrafos abriram mão de pagamento por suas imagens, o que possibilitou deixar o volume a preço de custo.
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