A Esperança, Utopia Impossível?: da insatisfação como via do (que podemos) conhecer, e esperar, e devir

Imprensa da Universidade de Coimbra / Coimbra University Press
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 A insatisfação é como o impulso da ave que a lança pelos ares. Porém, para valer,há de gerar convicções e ser paradigma, motor, na sociedade. E na história. É isto que os autores interrogam. Na religião, na ciência, nas culturas. Com os seus conflitos desequilibradores e diálogos conciliadores. O que nos torna livres é a Verdade (Jo. 8, 32). Quanto mais ameaçador o desequilíbrio, mais competente, tem de ser a insatisfação cultural e social. E mais apurada a qualidade das utopias. Se a história actual cultiva ou não a Utopia, não é indiferente. Quanto mais abrasiva a crise da esperança, mais aguda se torna a pergunta. O livro prossegue a tetralogia anterior: 1. O brotar da Criação. Um olhar dinâmico pela ciência, a filosofia e a teologia; 2. A Pergunta de Job. O homem e o mistério do mal; 3. O Deus que não temos. Uma história de grandes intuições e mal entendidos; 4. A Dinâmica da Espiral. Uma aproximação ao mistério de tudo. Faltava esta temática. Em diálogo com leitores/as de cultura sustentável. E como homenagem a quantos acreditam na Esperança apesar dos contratempos da vida. Os obstáculos e espinhos não são realmente tudo. Mais forte que todas as dificuldades, é a força da Esperança.
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About the author

 Sebastião J. Formosinho nasceu em Oeiras. Professor catedrático de química jubilado da Universidade de Coimbra, licenciou-se em Físico-Químicas na mesma universidade e doutorou-se na Royal Institution (Universidade de Londres) sob a supervisão de George Porter, prémio Nobel de Química. Foi Presidente do Conselho Científico da FCTUC, Secretário de Estado do Ensino Superior, Presidente do Centro Regional das Beiras da Universidade Católica, Presidente da Sociedade Portuguesa de Química, Presidente da Assembleia Geral da FCTUC e é Sócio Efectivo da Academia de Ciências de Lisboa. Os seus interesses de investigação situam‑se no âmbito da fotoquímica e da cinética química, marcas culturais na ciência, controvérsias científicas e relações entre ciência e religião. Foi galardoado com diversos prémios, entre eles o Prémio Artur Malheiros da Academia das Ciências de Lisboa, Medalha Ferreira da Silva da Sociedade Portuguesa de Química, Prémio Gulbenkian da Ciência, Prémio INVENTA.

J. Oliveira Branco nasceu em Tentúgal. Padre na diocese de Coimbra, trabalhou na Rádio Renascença (Lisboa). Licenciado em Filosofia na Universidade Gregoriana (Roma), foi professor de Filosofia no Seminário de Coimbra. E Capelão da Capela da Universidade de Coimbra. Professor do Instituto Superior de Estudos Teológicos de Coimbra desde a sua fundação. E Assistente Religioso dos Estabelecimentos Prisionais da cidade por mais de 25 anos. Doutorou-se em Filosofia na Universidade Gregoriana com uma tese sobre O Humanismo Crítico de António Sérgio. Colaborou assiduamente em revistas de pensamento e análise, nomeadamente na revista Estudos Teológicos (ISET, Coimbra). Em volume publicou também Uma Via para a Manhã (2010) — uma análise do nosso tempo e sobre a filosofia dialógica — e de parceria com o Prof. Sebastião Formosinho, os tomos da tetralogia já referida. Que culmina no presente volume.


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Additional Information

Publisher
Imprensa da Universidade de Coimbra / Coimbra University Press
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Published on
Dec 28, 2016
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Pages
1080
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ISBN
9789892612270
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Language
Portuguese
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Se bem que não seja a imagem que emerge da comunicação social, a área científica mais forte no nosso país é a Química — a ciência da vida real, que também é uma «ciência verde», intimamente ligada à transformação radical do estilo de vida que levou a um considerável aumento de esperança de vida da humanidade. A Química não só é o domínio com maior produtividade e maior impacto científico de Portugal, como nele dispomos de seis universidades no top 1% mundial em citações científicas. Independentemente do mérito pessoal de Sebastião Formosinho e seus colaboradores, não admira que seja neste mesmo domínio que estes cientistas, ao terem desenvolvido contra o consenso científico vigente um novo modelo teórico (ISM) para estimar a velocidade das transformações moleculares, possam ter sobrevivido por vinte anos ao confronto científico com um dos paradigmas vigentes que mereceu o Prémio Nobel da Química em 1992, na pessoa do Prof. Rudolph Marcus. E conseguiram “vencer” a Natureza ao verem uma das suas mais arrojadas previsões, feita em 1991, ter sido confirmada e publicada em 2006. Encerraram neste ponto um ciclo no combate científico que travam, apesar de ainda não terem convencido amplamente a comunidade da validade e eficácia das suas ideias. Já surgem, porém, sinais de viragem em algumas “autoridades científicas” da comunidade dos químicos. A razão tem a sua força, mas não basta! Mediante um percurso de facetas autobiográficas, de análise epistemológica e sociológica, de controvérsias científicas de bastidores, do bosquejo das dificuldades de produzir ciência e fazê-la valer nos custos-de-contexto português, o leitor irá percorrer uma história de fortes contrastes e de perspetivas surpreendentes, imprescindível para quem quiser penetrar em «o que é isto de ser um cientista?». No último capítulo o autor presenteia-nos com o seu modo de “ver”, com algum auto-distanciamento, mas com grande humanização, um internamento hospitalar, porque a longevidade vem à mente quando se pensa em qualquer caminho de ribalta.


Though we might not think so from the media, the strongest area of science in Portugal is actually chemistry — the science of real life, which is also a “green science”, closely connected to the radical transformation of life style that has considerably increased the life expectancy of mankind. Chemistry is not only the domain with the greatest productivity and scientific impact in Portugal, it is also the subject in which we have six universities in the top 1% in the world as regards scientific citations. Irrespective of the personal merit of Sebastião Formosinho and his team, it is not surprising that these scientists, by developing a new theoretical model (ISM) to estimate the velocity of molecular transformations – a model which went against the established knowledge on the subject – have for twenty years been offering a serious challenge to one of the paradigms that won the Nobel Prize in Chemistry in 1992 in the person of Prof. Rudolph Marcus. They also managed to “overcome” Nature when one of their boldest predictions, made in 1991, was confirmed and published in 2006. This effectively ended one round of this scientific battle, although the scientific community was not yet convinced of the validity of these ideas. Recently, however, there have been signs of change as some authorities in the chemistry world were gradually won round. This work offers a glimpse behind the scenes at knowledge in the making, a journey that involves autobiographical details, epistemological and sociological analysis, and scientific controversies, and which outlines the difficulties of producing science and making it past the Portuguese red tape. This is a story of strong contrasts and surprising perspectives, essential for anyone that wishes to understand what it means to be a scientist. The last chapter describes a hospitalization, told from the author’s unique perspective, but with a certain amount of distance and with great humanization –  for after all longevity is what comes to mind when we think of any route through the limelight.

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