Cultura, democracia e ética: reflexões comportamentalistas

SciELO - EDUEM
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Este livro apresenta discussões sobre a cultura em uma perspectiva analítica- comportamental. Mais do que isso, é uma obra que tenta enfrentar as críticas sociais dirigidas ao comportamentalismo desde suas origens, a saber, que se trataria de uma filosofia que subsidiaria uma proposta psicológica norteada pela ideologia do controle social, estando o serviço de elite, filiando-se, necessariamente a uma política de direita. As respostas a essas críticas são buscadas tanto nos textos de Skinner, quanto de outros autoras que tentam dar continuidade ao comportamentalismo na atualizada.
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Additional Information

Publisher
SciELO - EDUEM
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Published on
Jan 1, 2015
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Pages
138
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ISBN
9788576286929
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Language
Portuguese (Portugal)
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Genres
Psychology / Movements / Behaviorism
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Diego Zilio
O presente livro pretende delinear uma possível interpretação do behaviorismo radical como teoria da mente, o que significa, em outros termos, contextualizá-lo no âmbito das discussões da filosofia da mente. Em que implica, exatamente, essa contextualização? Possivelmente existem muitas diferenças entre o behaviorismo radical e as teorias que compõem a filosofia da mente, inclusive diferenças de agenda: o primeiro surge como uma proposta de filosofia da ciência do comportamento, e as segundas foram desenvolvidas para tratar de questões que permeiam a filosofia desde o seu surgimento entre os gregos. O sentido da presente contextualização, portanto, é simplesmente o de tratar de alguns temas da filosofia da mente a partir da óptica behaviorista radical, mas sempre tendo em vista que esse trabalho não esgotará todos os problemas e todas as questões que formam essa subdivisão da filosofia. Pretende-se neste livro contextualizar o behaviorismo radical na filosofia da mente por meio de três atividades. A primeira delas consiste em apresentar uma resposta possível à questão "O que é a mente?" . A segunda delas, por sua vez, demanda o tratamento de outra questão, a saber, "Qual a natureza da mente?". À primeira questão subjaz o problema de se delimitar que coisas ou fenômenos são considerados mentais. Trata-se, portanto, da busca de uma definição conceitual da mente. Já a segunda questão é endereçada à ontologia do mental, isto é, às características essenciais à sua existência. Em seu turno, a terceira atividade não possui uma questão específica, mas nem por isso deixa de ser importante: consiste na análise de algumas teses, problemas e questões apresentadas pelas teorias da mente através do ponto de vista behaviorista radical. Espera-se que essas atividades representem, ao menos, um passo em direção à construção de uma teoria behaviorista radical da mente.
Kester Carrara
Embora seu conteúdo seja do interesse de áreas vizinhas, como Antropologia, Filosofia, Sociologia e Biologia, o livro está situado no âmbito da Análise Comportamental da Cultura. Essa área representa um campo temático relevante no contexto de uma das mediações teórico-epistemológicas da Psicologia e é constituída por uma ciência, a Análise do Comportamento, e uma filosofia de ciência, o Behaviorismo Radical. O texto, mais precisamente, está centrado nas práticas culturais, que se referem às ações humanas executadas de maneira entrelaçada com ações de outros indivíduos, característica inerente aos comportamentos sociais. Tecnicamente, o conteúdo examinado é o anunciado no subtítulo do livro, ou seja: relações funcionais, comportamento e cultura. No entanto, para além dessa instância, o texto trata da lógica subjacente às relações ou interações entre as pessoas, e entre estas e as agências de controle (como governo, lei e religião), ocupando-se de examinar tais relações de maneira funcional. Pode-se dizer que o texto, paralelamente ao interesse por precisão técnica na ciência do comportamento, busca estimular o leitor para uma avaliação sobre quanto temos, tradicionalmente, construído pressupostos, princípios, sistemas explicativos, escolas de pensamento e teorias voltados à defesa de explicações do comportamento humano com base em estruturas, quer físicas, quer conceituais, que não passam de constructos hipotéticos que se supõe sejam diretamente causadores de ações, atividades, comportamentos. Conceber uma “estrutura cognitiva”, uma “mente pensante”, uma “estrutura de personalidade”, um ego, um eu, um id, um superego, um traço de caráter, uma estrutura fisiológica, enfim, um mecanismo subjacente responsável pela causalidade primeira do comportamento parece constituir um equívoco perene na história da Psicologia e, talvez mais, na história da ciência. Embora sem, naturalmente, negar um monismo fisicalista, ontológico, de substância, o livro rejeita o status prioritário de importância tradicionalmente atribuído às estruturas, em si mesmas, como entes explicativos do comportamento humano.
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