A internet foi o elemento que permitiu uma grande mudança nesse panorama, possibilitando o ganho de escala das competições de videogame e a participação de pessoas de diferentes localidades, que encontraram um novo ambiente de interação. A maior difusão das competições e a maior interação dos fãs de videogame fortaleceram o mercado de jogos eletrônicos e propiciaram que campeonatos com maior estrutura fossem organizados.
Com a organização de campeonatos mais estruturados e com maiores premiações, houve um movimento de profissionalização no setor, que envolveu tanto os jogadores de videogame quanto os técnicos, preparadores físicos, fisioterapeutas, times e diversos outros atores.
A grande novidade envolvendo as competições de videogame, portanto, encontra-se nessa profissionalização do setor, que foi uma consequência direta da expansão global dos jogos eletrônicos e da criação de estruturas competitivas organizadas e atrativas.
Esse cenário competitivo profissional passou a ser denominado como esporte eletrônico (esport) e, segundo a última projeção realizada pelo periódico especializado Newzoo, é um mercado com crescimento projetado para 1,86 bilhão de dólares em 2025.
O Brasil ocupa um papel relevante neste cenário, sendo o terceiro país do mundo em número de entusiastas de esportes eletrônicos e o décimo país mundial em número de jogadores de videogame (incluindo profissionais e não profissionais), com 101 milhões de pessoas. Diante desse panorama, é imprescindível que entendamos qual é a proteção jurídico-trabalhista dos profissionais que atuam nessa atividade e se é necessária uma regulação específica do setor.
- Doutora e Mestra em Direito do Trabalho pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo.
- Bacharela em Direito pela Faculdade de Ciências Humanas e Sociais da Universidade Estadual Paulista - Júlio de Mesquita Filho.
- Bolsista de mestrado junto à Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP).
- Pesquisadora voluntária no Núcleo de Pesquisa e Extensão: O trabalho além do trabalho: dimensões da clandestinidade jurídico-laboral, desenvolvido junto à Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo.
- Pesquisadora voluntária junto ao Núcleo de Pesquisa e Observatório Jurídico: (Re)pensando o Trabalho Contemporâneo vinculado à Faculdade de Ciências Humanas e Sociais da Universidade Estadual Paulista (Unesp).