Turismo e território no Brasil e na Itália: novas perspectivas, novos desafios

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Com contribuições dos olhares do turismo, da geografia, da arquitetura e da história, apresenta uma ponte entre estudos brasileiros e italianos sobre o turismo cultural. Analisa a imigração italiana para o Brasil, entre o final do século XIX e início do século XX, e sua implicação no nascimento de uma cultura ítalo-descendente. Mostra as semelhanças e as diferenças das atividades turísticas de um país como a Itália, que é líder nesse setor, e do Brasil, que está a caminho da consolidação.
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Additional Information

Publisher
SciELO - EDUERJ
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Published on
Jan 1, 2014
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Pages
300
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ISBN
9788575114452
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Language
Portuguese
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Genres
Travel / Essays & Travelogues
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Apesar de todo o ambiente do Oeste Americano nos ser familiar, a nós europeus, que vivemos desde muito pequenos mergulhados nos filmes de cowboys (de John Ford ou John Wayne, por exemplo), ou mais recentemente, nos cenários de filmes muito populares (Thelma & Louise, nas Canyonlands, Forrest Gump, correndo pela US163, 2001, Odisseia no Espaço, Star Wars, Indiana Jones, Planeta dos Macacos, Arizona Júnior, etc...), para não falar do Bip-Bip (o avejão dos desenhos animados que estava sempre a pregar partidas ao pobre coiote), a experiência de estar lá é realmente única. Não se trata apenas de passar por lá, "tocar" nas coisas ou ver com "os próprios olhos"... não há filme que dê uma ideia da dimensão e da vastidão. Quando espantados, de olhos arregalados, as exclamações de admiração esgotadas, julgávamos que tínhamos atingido o ponto alto da viagem, logo no dia seguinte, a vastidão da paisagem, o vermelho forte dos rochedos iluminados pelo sol, as ravinas infindáveis de um canyon, o silêncio apenas interrompido pelo chilreio dos pássaros ou da água dos regatos, nos deixava de novo boquiabertos. Foram muitas as vezes em que nos deixámos ficar por mais uns minutos por algum lugar, para apreciar e absorver um pouco mais, uma última vez, tanta beleza, paz e tranquilidade.

Não temos a pretensão de ter escrito literatura de viagens, não era essa a intenção, e não somos profissionais ou escritores de prosa elegante e literária... este é apenas um caderno de apontamentos desta nossa viagem, elaborado a partir dos emails e das fotos e vídeos que íamos enviando para os amigos e para a família. Mas contém algumas dicas que pensamos poderem ser interessantes, e episódios que esperamos que vos agradem e, nalguns casos, divirtam.

 A denominação “geografia” sempre esteve associada a conhecimentos que se individuali zavam por meio da articulação de outros conhecimentos, tendo essa relação de saberes distintos como forte elemento de autoidentificação. A geografia foi, em diferentes momentos e formula ções, pensada como um campo de interrelacionamento de estudos tópicos de variados fenôme nos e processos. Uma área de diálogos e conexões entre teorias díspares. Uma base comum de aproximação de diferenciadas ciências. Enfim, um campo transdisciplinar, avant la lettre. Não raro este intuito integrador esteve identificado com um conceito, entendido como uma realidade material ou como um ângulo de observação da realidade. Em algumas concepções, a “superfície terrestre” fornecia o indicador que delimitava a especificidade do campo disciplinar, conformando uma ciência telúrica.

Em outras visões, o “espaço” cumpria tal função, com o nexo entre os fenômenos advindo da sobreposição de suas espacialidades. A “região”, a “paisagem”, e o “lugar” também foram mobilizados nas tentativas de construção (ontológica ou epistemológica) do objeto geográfico. Em tal percurso – razoavelmente linear enquanto geografia “moderna” – foi se sedimen tando, teórica  institucionalmente, uma tradição acadêmica contemporânea. Uma tradição com demarcações cambiantes e fronteiras abertas, marcada por fortes influências extradisciplinares. Nessa dinâmica, corporificam-se geografias singulares, umas com pretensão sintética, outras especializadas. Algumas diretamente d erivadas de debates com disciplinas específicas, outras almejando um patamar universalizante quase filosófico. Umas de marcado caráter empírico, ou tras eminentemente teóricas. Mais que uma eventual “essência” geográfica, a presente coleção visa captar a diversidade e a dinâmica exogâmica que acompanha a história da disciplina. Mapear as geografias e suas adjacências.


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