Relações multiespécies em rede: feminismos, animalismos e veganismo

Editora da Universidade Estadual de Maringá - EDUEM
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O livro surge a partir de um simpósio temático, realizado na Universidade Federal de Santa Catarina, que a Dra. Aline Bonetti coordenou com a Dra. Patrícia Lessa, e das conexões com o trabalho que a Dra. Dolores Galindo e Dra. Sandra Azeredo vinham realizando na ministração de cursos sobre a obra de Donna Haraway em universidades brasileiras. No simpósio temático, surpreendeu o interesse pelo tema animalista e vegano sob um prisma feminista. A sala permaneceu lotada durante os dois dias de encontro e fomos presenteada/o/s com a visita da Margareth Rago que trouxe questões libertárias para pensarmos as relações com a/o/s animais não humano/a/s. Foram dias de debates no trabalho de Patrícia Giseli; ao final do ST, ela performou “Poeira do cotidiano”, em diálogo com texto da poeta Elisa Luciano. A apresentação do livro por Carol Adams é comovente e mostra a crescente importância das teorias e dos ativismos animalistas e veganos no Brasil, sendo ela uma das referências mais citadas nos trabalhos aqui reunidos. O texto de Donna Haraway, traduzido por Sandra Azeredo, enriquece o debate sobre as relações étnico-raciais na composição de mundos multiespécies, atual e inquietante. O reconhecimento comum da necessidade de publicarmos as traduções dos livros de Donna Haraway para língua portuguesa, que realizamos para nossos cursos, data de 2012, quando nós duas, Patrícia e Dolores, tivemos o feliz encontro que culminou no trabalho atual e estreitamos parceria com Ângela Donini. Para a capa do livro, contamos com a criação de Elisa Riemer, artista feminista brasileira, radicada em Maringá e com uma foto da exposição “A natureza da vida” cedida pela artista Fernanda Magalhães. Esperamos que a proposta de discussão, heterogênea e múltipla, apresentada neste volume, reverbere, no solo dos ativismos e das teorias feministas, a urgência de pensarmos sobre nossas artes da existência em um mundo que está longe de ter/ser exclusividade humana.
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Publisher
Editora da Universidade Estadual de Maringá - EDUEM
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Published on
Jan 1, 2017
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Pages
295
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ISBN
9788576287469
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Language
Portuguese
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Genres
Social Science / Feminism & Feminist Theory
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Em Gênero e desigualdades, a cientista política Flávia Biroli, professora do Instituto de Ciência Política da Universidade de Brasília, apresenta as muitas transformações nas relações de gênero ocorridas nas décadas recentes. Os grandes temas do feminismo pós-1970 aparecem, em cada capítulo, com os diversos cenários históricos mundiais e nacionais que os moldaram e que frearam ou impulsionaram as lutas das mulheres. Situada no contexto brasileiro, a obra ilumina as discussões sobre desigualdade entre homens e mulheres com o objetivo de compreender os impasses que se apresentam na construção de relações de gênero mais justas. Para responder a esse desafio, a autora examina temas fundamentais dos direitos das mulheres, do feminismo e da democracia brasileira. Com linguagem precisa e clara, a pesquisadora analisa diferentes dimensões – divisão sexual do trabalho; cuidado e responsabilidades; família e maternidade; aborto, sexualidade e autonomia; feminismos e atuação política – que permitem ver como, apesar de alterações significativas, o lugar das mulheres permanece subalterno, interpelando os limites da democracia. A partir do diálogo sistemático com o debate teórico internacional contemporâneo e incorporando elementos empíricos e contextuais, Flávia Biroli encerra o livro com uma análise de fôlego sobre a investida reacionária à agenda de gênero na América Latina. A orelha é de Céli Pinto e a quarta capa, de Albertina de Oliveira Costa. "Gênero e desigualdades assinala com muita força que as questões de gênero no Brasil são questões de democracia e nos dá ferramentas para entendermos que as propostas políticas retrógradas contra os direitos das mulheres, em pauta na atualidade, constituem uma das mais duras faces de um projeto antidemocrático mais amplo que se gesta no país." – Céli Pinto.
 “Com quem se casar e quando: essas duas questões definem a existência de toda mulher”, provoca a autora logo no início de Solteirona. Em uma análise inteligente e bem-vinda dos prazeres e possibilidades de ficar solteira, a jornalista e crítica cultural Kate Bolick parte da própria experiência para ponderar o porquê de mais de cem milhões de americanas hoje preferirem ficar solteiras.

As projeções apontam que esse número só tende a crescer, mas, mesmo assim, uma mulher passar batida pelos vinte, trinta anos sem se casar continua sendo uma questão – mesmo, e talvez principalmente, se isso for uma escolha deliberada. Decidida a fincar pé na solteirice, Bolick apresenta um elenco de personalidades femininas do último século que, pela genialidade e determinação, são inspirações para sua escolha: a colunista Neith Boyce, a ensaísta Maeve Brennan, a visionária Charlotte Perkins Gilman, a poeta Edna St. Vincent Millay e a escritora Edith Wharton. Ao destacar a trajetória nada convencional dessas mulheres, Bolick faz lembrar quão atemporal é o dilema a respeito de se casar e ter filhos e levanta uma pauta ainda mais crucial nessa discussão: o direito de escolher a própria vida.

Intensamente pessoal e bem embasado, Solteirona é ao mesmo tempo um inquietante livro de memórias e uma ampla análise cultural dessa encruzilhada que não deveria, mas tanto interfere no universo feminino. Uma defesa da liberdade da mulher de ser autêntica e fiel às inúmeras possibilidades de futuro que ela pode e deve projetar para si mesma. Se será um futuro construído a duas ou a quatro mãos, só a ela cabe decidir.

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