Escuta de crianças e adolescentes: reflexões, sentidos e práticas

SciELO - EDUERJ
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A presente coletânea resulta de pesquisas em que predomina o tema escuta de crianças e adolescentes. Tem como foco a análise de necessidades, significados, relevâncias e objetivos, assim como procedimentos e práticas usados para se escutar, ou não, crianças e adolescentes em situações que podem ser encaminhadas ao sistema de justiça.
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Additional Information

Publisher
SciELO - EDUERJ
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Published on
Jan 1, 2012
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Pages
196
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ISBN
9788575114360
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Language
Portuguese (Portugal)
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Genres
Psychology / Forensic Psychology
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Daniel Marques

De acordo com a World Health Organization, mais de 20% da população mundial sofre de distúrbios mentais. Estes resultados podem variar, de acordo com a localização geográfica, nomeadamente, se considerarmos os EUA, onde  a percentagem atinge os 35% de casos diagnosticados.

Resta-nos saber qual a percentagem de casos não diagnosticados, bem como a gravidade da situação para os casos de pessoas que, aparentemente, estão integradas na sociedade, mas sofrem de distúrbios mentais.

É difícil de identificar tais indivíduos, quando a patologia que escondem os conduz a desenvolver habilidades sociais do tipo psicopático.

Muitas das pessoas que nos fazem sofrer ao longo da vida, encontram-se dentro desta percentagem de casos graves, que recusam internamento ou qualquer outra forma de terapia.

Os estereótipos sociais, fazem-nos crer que tais indivíduos possuem uma aparência distinta ou que se isolam da maioria. Mas, na verdade, trata-se do oposto. Muitas vezes, estas pessoas possuem uma aparência normal, bem como cuidados extra para se poderem integrar com facilidade em qualquer grupo, e, acima de tudo, concentram grande parte do seu tempo e energia a controlar os outros.

Em todos os casos que conheci pessoalmente, verifiquei uma habilidade extraordinária, em conquistar o respeito e simpatia dos outros, ou impor medo naqueles em que tal não era possível. Os casos mais graves de distúrbio mental, levam ao desenvolvimento de formidáveis sedutores sociais. Pessoas que aparentam ser perfeitas, enquanto escondem hábitos muito doentios.

Na verdade, é incrível verificar o quanto as pessoas toleram dos outros quando suas necessidades básicas estão satisfeitas. Trata-se dum ponto fraco em quase todas as pessoas, que a personalidade maquiavélica aprendeu a controlar.

Como refere o mundialmente famoso psiquiatra Scott Peck, “existem pessoas más” e “o assunto deveria ser pesquisado e estudado. Antes que seja tarde demais, devemos estudar o assunto e saber quem é o nosso inimigo”.

O termo maquiavélica, aplica-se aqui para situações em que os distúrbios mentais possuem uma intenção claramente diabólica e destrutiva.

Infelizmente, existem pessoas na sociedade tão doentes que não se contentam em controlar os outros, mas obtêm igualmente satisfação em os destruir. Isto, porque o sadismo torna-se uma forma de prazer para tais personalidades.

A única razão pela qual a larga maioria das pessoas aceita tais personalidades entre si, permite ser influenciada por estas, e tolera seus comportamentos, é porque a grande maioria da população carece dos conhecimentos técnicos básicos para as poder identificar com clareza, e muitas vezes, de inteligência básica também. De facto, vários estudos em Psicologia revelam que mais de metate da população possui um QI abaixo do normal, resultado tem vindo a baixar em mais de 14 pontos nos últimos 50 anos.

Fazendo uso de técnicas cientificas e do resultado duma investigação com uma vasta equipa de especialistas, esta obra descreve de que modo tais personalidades controlam os outros e quais as técnicas mais comuns que usam para atingir os seus propósitos.

Os resultados aqui apresentados fazem síntese dum conjunto vastíssimo de técnicas de recolha de dados, entre as quais, o rastreamento de chamadas telefónicas, acesso à caixa de email e IP duma agressora, detetores eletrônicos do grau de mentira nas chamadas telefónicas para a vítima (o qual colaborava com a equipa de especialistas ao realizar perguntas específicas), durante meses, numa base diária, até se obter a totalidade das informações recolhidas.

Já a equipa em si, que colaborou na recolha de toda a informação exposta na obra, incluía um conjunto vastíssimo de colaboradores, nas mais variadas áreas, nomeadamente, uma empresa de detetives especializados em intervenções  no plano internacional, hackers contratados, psicólogos, e até mesmo videntes.

Quando comparamos a análise de todos estes especialistas com as palavras do exemplo em causa, parecerá inacreditável estarmos a referir-nos à mesma pessoa e, apesar de tudo, prova o quanto habilidosas tais personalidades diabólicas são no engano, na deceção e na manipulação dos outros para atingir os seus próprios, sempre destrutivos, fins.

Que esta obra sirva de exemplo para que não mais estes demónios se possam esconder entre nós, e, pelo contrário, sejam vistos como aquilo que são, indivíduos, homens e mulheres, profundamente doentes e carecendo de tratamento psiquiátrico. A maldade é, e deve ser vista, como uma doença mental perigosa.

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