Identidades emergentes, genética e saúde: perspectivas antropológicas

SciELO - Editora FIOCRUZ
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As novas tecnologias biomédicas têm impactos não só na saúde, mas também sociais, políticos, éticos e econômicos, o que coloca desafios para historiadores, filósofos, antropólogos e sociólogos. Reflexões e análises sobre o assunto são apresentadas nesta coletânea, cujos artigos abordam os mais variados fenômenos: os testes de ancestralidade genética, a polêmica sobre uso de embriões para produção de células-tronco, a gênese da loucura e da violência, diagnósticos moleculares, doação de sêmen e longevidade humana, assim como o papel da biomedicina na luta sindicalista e no reconhecimento de direitos de povos indígenas. “Através de diferentes enfoques, os textos abordam as múltiplas formas pelas quais a ciência (em especial a tecnociência contemporânea) contribui para moldar o mundo social em domínios como identificação pessoal, identidades nacionais e ações coletivas, inclusive na área da saúde”, resumem os organizadores. “Os textos aqui reunidos estão, em sua totalidade, voltados para as vinculações entre produção de conhecimento científico sobre a biologia humana e seus desdobramentos socioculturais e políticos.”
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Additional Information

Publisher
SciELO - Editora FIOCRUZ
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Published on
Jan 1, 2012
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Pages
264
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ISBN
9788575415184
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Language
Portuguese
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Genres
Social Science / Anthropology / General
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O empreendimento de Jean Tible é ousado e original. Como promover um encontro entre a teoria marxiana, tendo em conta sua filosofia da história, com os povos ditos selvagens, que não se resignam ao triste papel de resíduos arcaicos de um processo histórico destinado ao "progresso"? O presente trabalho não é um exercício de especulação teórica, mas responde a um contexto preciso em que etnias indígenas da América Latina assumem um protagonismo geopolítico, obrigando a esquerda tradicional do continente a rever seus dogmas sobre o estatuto da produção, do desenvolvimento, do próprio Estado. Ao traçar uma ponte entre a sociedade sem Estado vislumbrada por Marx e a sociedade contra o Estado de Clastres, o autor dá sua tacada inicial, contrarrestando a subordinação da categoria de selvagens aos clichês da dialética histórica. Em um suplementar, relativiza a dicotomia entre Marx e o perspectivismo ameríndio, extraindo um devir-índio no autor de O Capital. Não se trata de uma mascarada filosófica, tal como o fez Deleuze ao pincelar um Hegel filosoficamente barbudo e um Marx imberbe, na esteira do bigode da Gioconda, mas sim de uma aposta política. Viveiros de Castro, Davi Kopenawa e toda uma antropologia reversa desempenha aqui um papel crucial, ao evitar que a articulação entre as lutas ameríndias e as ciências sociais se dê sob o modo da sujeição ao eurocentrismo apoiado na transcendência e na representação. Fazendo um uso heterodoxo de Mariátegui, Benjamin, Mauss, Lévi Strauss, Ôsvald, Negri e tantos outros, é todo um paradigma ocidental que se vê aqui canibalizado e colocado em xeque, ao sabor e no frescor de uma pesquisa que aceita pensar-se à luz dos combates do presente. - Peter Pál Pelbart
The Handbook provides an essential resource at the interface of Genomics, Health and Society, and forms a crucial research tool for both new students and established scholars across biomedicine and social sciences. Building from and extending the first Routledge Handbook of Genetics and Society, the book offers a comprehensive introduction to pivotal themes within the field, an overview of the current state of the art knowledge on genomics, science and society, and an outline of emerging areas of research.

Key themes addressed include the way genomic based DNA technologies have become incorporated into diverse arenas of clinical practice and research whilst also extending beyond the clinic; the role of genomics in contemporary ‘bioeconomies’; how challenges in the governance of medical genomics can both reconfigure and stabilise regulatory processes and jurisdictional boundaries; how questions of diversity and justice are situated across different national and transnational terrains of genomic research; and how genomics informs – and is shaped by – developments in fields such as epigenetics, synthetic biology, stem cell, microbial and animal model research.

Presenting cutting edge research from leading social science scholars, the Handbook provides a unique and important contribution to the field. It brings a rich and varied cross disciplinary social science perspective that engages with both the history and contemporary context of genomics and ‘post-genomics’, and considers the now global and transnational terrain in which these developments are unfolding.

In genetics laboratories in Latin America, scientists have been mapping the genomes of local populations, seeking to locate the genetic basis of complex diseases and to trace population histories. As part of their work, geneticists often calculate the European, African, and Amerindian genetic ancestry of populations. Some researchers explicitly connect their findings to questions of national identity and racial and ethnic difference, bringing their research to bear on issues of politics and identity.

Drawing on ethnographic research in Brazil, Colombia, and Mexico, the contributors to Mestizo Genomics explore how the concepts of race, ethnicity, nation, and gender enter into and are affected by genomic research. In Latin America, national identities are often based on ideas about mestizaje (race mixture), rather than racial division. Since mestizaje is said to involve relations between European men and indigenous or African women, gender is a key factor in Latin American genomics and in the analyses in this book. Also important are links between contemporary genomics and recent moves toward official multiculturalism in Brazil, Colombia, and Mexico. One of the first studies of its kind, Mestizo Genomics sheds new light on the interrelations between "race," identity, and genomics in Latin America.

Contributors. Adriana Díaz del Castillo H., Roosbelinda Cárdenas, Vivette García Deister, Verlan Valle Gaspar Neto, Michael Kent, Carlos López Beltrán, María Fernanda Olarte Sierra, Eduardo Restrepo, Mariana Rios Sandoval, Ernesto Schwartz-Marín, Ricardo Ventura Santos, Peter Wade
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