O Codex Cigoli-Galileo: ciência, arte e religião num enigma copernicano

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A obra que se abre aos olhos dos leitores compreende a relação entre a Arte e a Ciência no Renascentismo a partir das relações maduras entre Galileo Galilei (1564-1642) e Lodovico Cardi (1559-1613) conhecido como Cigoli. Compreende uma pesquisa de meio década dessa relação que se inicia a partir da Madonna Assunta pintada num afresco, por Cigoli, na cúpula da capela Paolina na Basílica Papale di Santa Maria em Roma. Três fontes primárias são estudadas: o Sidereus Nuncius, o Istoria e Dimostrazione sulle Macchie Solari e loro Accidenti, de Galileo Galilei, e o Carteggio fra Cigoli e Galileo.
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Publisher
SciELO - EDUEM
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Published on
Jan 1, 2015
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Pages
429
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ISBN
9788576286974
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Language
Portuguese
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Genres
Education / Arts in Education
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Pais, Professores e Educadores em geral, reconhecem a necessidade de auxiliar as crianças ao nível de estratégias para o seu autodesenvolvimento. Principalmente em tempos atuais, na medida em que verificamos o surgimento sucessivo de problemas associados com a aprendizagem, predominantemente no que respeita à concentração, muito embora as causas possam ter por base os mais distintos diagnósticos.

A tendência da sociedade atual, atendendo ao seu enfoque e confiança nas respostas provindas da medicina e campos associados, corresponde ao analisar das problemáticas na aprendizagem como problemas essencialmente de origem orgânica, quer de âmbito genético, quer psicológico.

Esta obra procura cortar com essa linha de pensamento, unindo-se a outras mais ancestrais e que dominaram o pensamento no campo educativo até décadas recentes. Nomeadamente, favorecendo estratégias de intervenção através da prática, da experimentação, do contacto com a realidade envolvente. É nessa medida que se procura aqui, através de diferentes temáticas, expor um modelo prático, de fácil aplicabilidade e com flexibilidade suficiente para se adaptar a diferentes contextos e perfis.

Muito se poderia dizer sobre cada uma das temáticas, mas na medida em que se procurou conjugar várias ideias, desde as presentes na filosofia até às modernas da psicologia, num sistema prático, o modelo aqui apresentado restringe-se a uma maior linearidade, que facilite a sua compreensão e imediata aplicação.

Não se querendo expor dogmas ou apresentar uma perspetiva infalível e superior a outras que operam no mesmo campo, toda a obra procura seguir uma linha de pensamento, que provém de várias teorias seculares relativas ao pensamento humano e à forma como o homem adquire conhecimento, fazendo um encaixe simultâneo com as perspetivas científicas contemporâneas sobre o desenvolvimento humano. Mais do que isto, é uma abordagem aos problemas inerentes às dificuldades de aprendizagem resultante de inúmeras aplicações práticas, através das quais foi objeto de reformulação e reestruturação, por forma a aumentar a sua eficiência.

Resta ainda dizer que a perspetiva aqui exposta procura atender fundamentalmente aos problemas de aprendizagem vividos pelas crianças. Ainda que possa ser transversal á aprendizagem nos adultos, não remete para este campo experiencial, dentro do qual muito podia ser dito e repensado, pois quando falamos de adultos já estamos a debater maiores complexidades em interação, nomeadamente no que concerne à relação destes com a sua realidade, as inúmeras experiências emocionais subentendidas à capacidade de aprendizagem e os temas em estudo, entre muitas outras variáveis. Procura-se, acima de tudo, fazer menção de estratégias e técnicas específicas, resultantes das melhores e mais interessantes experiências em contextos educacionais.

Ao longo de muitos anos, analisei dezenas de livros das mais diversas fontes. Comecei por ler grande parte das edições literárias promissoras de resultados imediatos, na sua maioria de autores com background na Psicologia, oferecendo métodos de memorização e técnicas de concentração, mas nada parecia funcionar. Não funcionavam porque se baseavam em senso comum, como o estudar em locais sossegados e bem iluminados, e também porque, em grande parte, expunham modelos científicos de abordagem oriundos na mesma irracionalidade social que estava a criar os alunos com dificuldades de aprendizagem. Numa sociedade que considerava a necessidade de concentração como princípio basilar e diferencial na capacidade de aprender, tudo o que era apresentado sobre aprendizagem seguia o reforço dessa mesma falácia social. As obras disponíveis sobre o tema da aprendizagem aparentavam e aparentam não considerar aquilo que para a sociedade em geral não é real – a aprendizagem como uma apreensão mental e emocional da realidade. É promovida uma retenção forçada da realidade na nossa mente, como se fosse possível aprender o que não se pode compreender, experimentar ou aplicar com autonomia.

A sociedade corrompeu-se a si mesma nos últimos séculos, e vive essa situação com naturalidade e total desrespeito para com toda uma evolução construtiva de milhares de anos. Este facto motivou-me a analisar várias obras sobre saúde mental, nomeadamente relativas à forma do cérebro processar e analisar a realidade – o que é normal e o que não é. Inevitavelmente, e como consequência do desprender das ilusões da humanidade, um novo mundo se vislumbrou aos meus olhos, e com ele novos caminhos para conhecer e percorrer. Uma boa parte deste novo conhecimento modificou a minha personalidade e alterou o meu modo de encarar a vida para sempre.

“Nada se esconde debaixo do sol.” Leonardo Da Vinci

Nota do autor

Esta obra descreve uma perspetiva pessoal sobre a aprendizagem e fenómenos associados. O autor não se responsabiliza, nem se compromete, para com a inadequada aplicação dos métodos aqui expostos ou a ausência de resultados mediante o uso destes.

O autor não se responsabiliza ainda pelo uso indevido das informações facultadas e eventuais riscos que daí possam resultar.

Finalmente, pretende-se salientar que são aqui retratados princípios que poderão estar em divergência para com o sistema de crenças do leitor e, inclusive, contradizer teorias científicas contemporâneas, pelo que o autor não se compromete em justificar a oposição de perspetivas, de informações ou outros dados, que possam existir.

A origem do título

Ao escrever este livro demorei imenso tempo para selecionar um título. Sabia o que queria escrever mas não fazia a mínima ideia de como chamar ao conjunto de textos que viriam a formar esta obra. O título Sabedoria Espiritual foi o primeiro a surgir-me na mente. Isto porque, em certa medida, tudo o que o que é abordado toca de alguma forma este assunto.

Ao longo de mais de doze anos a acumular conhecimentos relacionados com as dificuldades na aprendizagem fui aprofundando esta área cada vez mais e de diferentes formas, meios e experiências. Mas mais do que isso, fui observando as reações dos meus próprios alunos (tanto em contexto escolar como particular) e aprendendo com elas. Quanto mais os ajudava e quanto mais analisava os seus problemas mais me aproximava de uma verdade irrefutável – não existe uma verdadeira separação na análise da realidade. Todos os assuntos se combinam para formar uma estrutura única. 

Num plano geral, poder-se-á dizer que não existe separação entre o que se define por espiritualidade e ciência. A verdade sobre os mecanismos de funcionamento do mundo é independente das crenças dos seres humanos e respetivas teorias.

Ainda assim, o percurso que tomei foi o que seria de prever em termos lógicos. Iniciei-me com os conhecimentos baseados em estudos científicos e fui-me dirigindo a partir daí em função do que os alunos apresentavam.

Cedo percebi que todo o problema da aprendizagem tem uma base a nível psíquico que o justifica. O entendimento sobre a realidade e a forma como o sujeito a organiza a nível interno definem o seu sucesso na análise daquilo que esta providencia (nomeadamente quando pretende estudar algo). Esta organização, por sua vez, é criada a partir de emoções, as quais refletem a experiência do sujeito com a mesma realidade. 

Todo e qualquer ser humano define e cria a sua própria realidade em função das suas emoções. Ou seja, não importa tanto o que se faz como o que se sente.

Toda a ação parte de emoções e é neste princípio que reside a chave para a mudança se alguma quisermos ajudar alguém a alterar os seus comportamentos redirecionando-se para o sucesso.

Tal situação pressupõe a ajuda no analisar, reformular, reorganizar e reformar as emoções, para que estas alterem o pensamento e daí surja a mudança na atitude e, em consequência disso, o sucesso.

E qual a origem do sentido residente nas emoções? Curiosamente, quanto mais analisava as emoções dos alunos, principalmente nas crianças, deparava-me com um facto interessante, que é nem sempre estas emoções possuírem uma justificação racional.

Se observarmos as crianças, podemos facilmente perceber como frequentemente tendem a replicar as atitudes dos adultos em seu redor. Mas, ao trabalhar com muitas crianças na faixa dos cinco e seis anos, notei outro pormenor relevante: existem muitos comportamentos inatos e inspirados.

Ao utilizar o termo inato, refiro-me a tendências previsíveis no âmbito do desenvolvimento humano, no modo como se analisa a realidade. Mas o termo inspirado é aqui aplicado às tendências comportamentais que pressupõem conhecimento de vida, sem que ela tenha sido vivida o suficiente para isso.

Não é fácil de detetar tais características porque quase ninguém dá importância ao assunto. No entanto, não se pode descurar o facto de muitas vezes as crianças apresentarem comportamentos aprendidos sem uma explicação lógica. E isso verifica-se essencialmente na forma como coordenam a comunicação, ainda que com palavras oriundas de um léxico gramatical restrito.

O facto de possuir experiência vasta e significativa no campo da religião e outros contextos associados permitiu-me por à prova este facto. E o que constatei foi um encaixe perfeito. Ou seja, se partirmos do pressuposto de que a criança é um espírito em reconhecimento (e não aprendizagem) podemos mais facilmente chegar até às suas emoções e compreendê-las. Daí, o trabalho para compreender as suas motivações, desejos, ansiedades, perturbações, entre outras manifestações, tornar-se muito mais significativo e rápido de alcançar quando esta perspetiva é considerada.

Constatamos isso, porque a criança sente-o ao corresponder adequadamente e positivamente a uma educação neste sentido, o que origina várias mudanças inesperadas no comportamento, como o que sucedia nas crianças em sala comigo. Surge como que um equilíbrio nas suas ações e atitudes, ou pelo menos uma caminhada significativa com vista a tal.

Toda e qualquer educação é bem-sucedida ou não em função do trabalho desenvolvido ao nível do espírito. Razão pela qual o termo sabedoria ser mais aplicável para a junção ao termo espiritual.

A única forma de se conhecer o espírito (do próprio ou de outrem) é através da sabedoria e não do conhecimento. O conhecimento em si, pressupõe uma análise táctil, visual e quantitativa de alguma forma. A sabedoria, por seu lado, é um conhecimento sentido. O mesmo que um idoso guarda ao fim de muitos anos de vida. Poderíamos mesmo dizer que a sabedoria é o conhecimento do espírito. É aquilo que se sabe sem saber. Um conhecimento sem necessidade de ser comprovado, experienciado e vivido.

Se pensarmos que nada morre, que tudo é uma ilusão e que o espírito é uma entidade que absorve experiências em ciclos de existência, torna-se mais fácil compreender o conceito de sabedoria eterna. Neste caso, ao se utilizar sabedoria espiritual, pretende-se caracterizar essa sabedoria eterna num único indivíduo.

A origem do subtítulo

A frase a estrutura do conhecimento serve o propósito de referir o facto de que a obra irá, ao longo das várias páginas, clarificar todo o processo pelo qual o conhecimento é adquirido.

Não sendo possível apresentar uma explicação única e suficientemente omnisciente, que possa ajudar a compreender todos os problemas da aprendizagem, levou a que fosse criado um livro seguindo a ordem oposta, respondendo aos problemas sociais.

A nossa sociedade acumula um conjunto de problemas, doenças e dificuldades, tanto na aprendizagem como noutros campos, porque não possui um conhecimento claro e único da verdade que integra. Mas mais do que isso, essa verdade única é rejeitada, pois implicaria uma submissão do homem e toda a sua existência a um poder superior, a uma verdade eterna e imutável. Assim, sucede que o homem nega a realidade para poder reestruturar a sua ilusão. E as ilusões multiplicam-se sem que no entanto o fundamento da realidade seja alterado ou minimamente compreendido.

Se compararmos a existência a um palco de teatro, podemos notar que, tal como no palco, os cenários podem ser muitos e constantemente modificados, embora os bastidores sejam sempre iguais. Então o que cria todos os cenários? Como é que eles são criados? Para responder a estas questões procurou-se abordar os problemas principais no âmbito da aprendizagem, sempre tendo em consideração o tema central desta obra – sabedoria espiritual. Pois, não faria sentido apresentar respostas diferentes e inúmeras técnicas que apenas intensificariam e fariam divergir ainda mais o problema de origem – a ilusão.

Ao contrário de muitos livros sobre aprendizagem, este busca esclarecer sobre os pontos unificadores de toda a problemática de aprendizagem, os quais se correlacionam com a existência humana. Pois, o propósito do homem na terra é a aprendizagem. Existimos para aprender, no mínimo, vivendo. 

Espero, por isso, que o leitor consiga encontrar esse significado ao longo deste livro. Este, apresenta-lhe a real estrutura do conhecimento, a qual origina e permite o desenvolvimento da sabedoria de vida e, mais do que isso, a sabedoria espiritual.

O verdadeiro conhecimento

Talvez seja comum no ser humano, num modo consumista e habituado a prazeres imediatos, procurar respostas instantâneas. E, possivelmente, é normal em alguém com estas características, ficar-se irritado e frustrado quando não se obtêm respostas desta forma. Mas existem questões onde o espírito, vocacionado para propósitos materialistas e egoístas, jamais irá obter resposta. Isto, porque não se obtém o que se quer apenas porque se quer. O verdadeiro conhecimento apenas é revelado a quem está preparado para o ver. E tal situação poderá levar bastante tempo até, particularmente, o desvendar de uma solução - o necessário para se compreender.

Estive mais de doze anos da minha vida a pesquisar sobre as dificuldades de aprendizagem, mas comecei a sonhar com uma solução para esta problemática bem cedo, quando apenas com 6 anos, ao vislumbrar o sistema escolar pela primeira vez e sentir as pressões deste na minha identidade. Postulei a hipótese de um dia poder descobrir o derradeiro segredo que permitiria decifrar todas as codificações sociais e aprender, literalmente, tudo o que possa ser desejado.

Aos dezasseis anos, ainda aluno, comecei a questionar-me sobre este problema, no meio de uma sociedade insensível a tais fenómenos. Enquanto aluno estigmatizado como mal sucedido, devido ao meu insucesso escolar constante, questionava os meus colegas sobre os seus métodos de estudo e nenhum parecia me saber responder. Afirmavam: “eu simplesmente leio”. Mesmo depois de atingir o nível universitário continuei a ouvir este género de resposta de imensa gente.

Tal realidade deixava-me indignado. Como será possível que bons alunos não saibam explicar como estudam? Que credibilidade existe relativamente ao modo como aprendem? Você confiaria num médico que não sabe explicar como aprendeu de forma a poder desempenhar a sua profissão? Conseguiria confiar num psiquiatra ou psicólogo na mesma situação? Trata-se de uma realidade que muita gente parece recusar encarar. No entanto, poderíamos afirmar que, indivíduos com tal percurso, apresentam um nível de ignorância semelhante ao de quaisquer outros, ainda que operem melhor no âmbito de uma lógica irracional e insensata, eminente na sociedade das últimas décadas. São o produto mais fiel dos erros da humanidade e, em simultâneo, os escolhidos por esta para representar e propagar suas ilusões e falhas.

Não seria de todo uma falácia pensar-se que os líderes sociais, os representantes dos ideais humanos no mundo, os sujeitos com maior estatuto na humanidade, são, com grande probabilidade, as pessoas com maior grau de dificuldades de aprendizagem, e os mais visíveis modelos das consequências da adaptação a sistemas educacionais e sociais antinaturais.

A pesquisa pela verdade

Ao longo dos anos, analisei dezenas de livros das mais diversas fontes. Comecei por ler grande parte das edições literárias promissoras de resultados imediatos, na sua maioria de autores com background na Psicologia, oferecendo métodos de memorização e técnicas de concentração. Mas nada parecia funcionar. Não funcionavam porque se baseavam em senso comum, como o estudar em locais sossegados e bem iluminados. E, também porque, em grande parte, expunham modelos científicos oriundos do mesmo paradigma social que estava a criar os alunos com dificuldades de aprendizagem. No seu todo, o sistema apresentava-se (tal como continua a apresentar-se) autoprotector da sua disfuncionalidade.

Numa sociedade que considera a necessidade de concentração como princípio basilar e diferencial na capacidade de aprender, tudo o que é apresentado sobre aprendizagem segue o reforço dessa representação.

As obras disponíveis sobre o tema da aprendizagem aparentavam, e aparentam ainda, não considerar aquilo que, para a sociedade em geral, não é real – a aprendizagem como uma apreensão mental, emocional e espiritual da realidade, num conjunto interdependente. É promovido o pressuposto da retenção forçada da realidade na nossa mente, como se fosse possível aprender o que não se pode compreender, experimentar ou aplicar deliberadamente.

A sociedade corrompeu-se a si mesma nos últimos séculos, e vive essa situação com resignação e total desrespeito para com toda uma evolução construtiva e natural de milhares de anos. E este facto motivou-me a analisar várias obras sobre saúde mental, nomeadamente, em relação à forma do cérebro processar e analisar a realidade - o que é normal e o que não é.

Embora tenha iniciado esta análise aos dezasseis anos, através das muito elucidativas e abrangentes obras de Carl Rogers, deliciando-me com as suas observações e relatos de consultas clínicas, esta pesquisa durou até tempos recentes. Isto, porque, tal como no âmbito da educação, também o campo da saúde mental está coberto de falhas e contradições, a tal ponto que esta área científica não apresenta quaisquer teorias concretas e únicas, nem tampouco resultados objetivamente claros, embora se vanglorie desta insustentabilidade, como se a relatividade da informação fosse o apogeu de qualquer ciência.

Caminhos alternativos para a mesma verdade

A ausência de respostas claras na ciência, bem como o meu, desde sempre, interesse na religião, esoterismo e ocultismo, levou-me a aprofundar o tema da aprendizagem e comportamento humano de modo progressivo, dentro dos vários escritos milenares e textos que ia encontrando ou que me iam sendo apresentados.

A evolução neste campo aparentou por inúmeras vezes ser um retrocesso e um emaranhado de confusões e barreiras, que mais pareciam se complexificar em contradições à medida que avançava. Dou graças às muitas pessoas de diferentes crenças religiosas, que sempre, em tempo pertinente, foram surgindo ao longo da minha vida, ajudando-me a decifrar o que parecia impossível, e a avançar, de uma teia confusa de muitas perspetivas, para um universo mais claro e funcional. Principalmente, alguns verdadeiros sábios de idade avançada e cabelo grisalho, que souberam trazer para o presente, e em auxilio à minha clareza espiritual, toda a sua experiência de décadas, mostrando a aplicabilidade de verdades intemporais.

Avancei muito mais do que seria pressuposto. Inevitavelmente, e como consequência do desprender das ilusões da humanidade, um novo mundo se vislumbrou aos meus olhos, e com ele novos caminhos a percorrer. Uma boa parte deste novo conhecimento, modificou a minha personalidade e alterou o meu modo de analisar a realidade para sempre.

Dois lados da mesma moeda

Enquanto universitário e interessado nos conhecimentos científicos renovados permanentemente, bem como outros mais alternativos à ciência convencional, acabei cruzando toda esta informação. Principalmente quando confrontado com um conjunto de dados oriundos da psicologia que pareciam ocultos aos próprios que os propagavam. 

No final de todo este cruzamento de informação, consegui construir um modelo que contempla o meu sonho de criança – a possibilidade de conhecer e compreender todo e qualquer tema concebido pelo ser humano.

Muito embora o objetivo tenha sido atingido, o modelo não é limitado, na medida em que é infinito nas suas abordagens e evolução. Esta alusão às dificuldades de aprendizagem é, ao contrário de muitas outras apresentadas, simples e eficiente, possibilitando a sua aplicabilidade por parte de qualquer leigo sem quaisquer conhecimentos científicos. A razão reside no facto de ser um produto, não do homem, mas do paradigma que o produziu e que continua desde sempre a reger a sua existência, não obstante a insolência e obstinação representada por ilusões que o ser humano continua a fomentar e que o têm condenado à extinção. Este modelo insere-se no âmbito de verdades intemporais que os cientistas apenas podem descobrir, pois ninguém inventa ou produz o que sempre existiu. Logo, é muito natural que as crianças, mais despertas para um mundo espiritual e humano do seu ser, apresentem toda esta perceção, ou possam facilmente despertar para ela, ao contrário do adulto que, por mais que se esforce, pode nunca conseguir alcançar. Esta questão relaciona-se diretamente com o quanto um indivíduo está disposto a abdicar da ilusão irracional do seu mundo em prol de uma verdade indelével ao seu espírito. Pois o modelo vai de encontro à essência do ser humano e procura de igual modo aproximá-lo desta.

É perfeitamente possível obterem-se resultados imediatos com esta teoria. E não devemos nos surpreender sempre que ocorram, mesmo que aparentemente surjam como “milagres”, após sucessivas tentativas de resolução logradas.

A aplicação dos pressupostos

Este modelo começou por ser aplicado e desenvolvido na minha pessoa, tendo sido melhorado em função das necessidades emergentes, nomeadamente, na correlação do grau de dificuldade e de pressão que o sistema educativo me ia colocando.

Ao referir sistema educativo, não estou apenas a fazer menção dos assuntos estudados, mas também dos muitos docentes que, ao longo da minha experiência académica, causaram imensas dificuldades à minha senda, quer mediante discriminação, ofensas diretas, atitudes depreciativas e injuriosas, ou mesmo autênticas sabotagens (ilegais e facilitadas pelo mesmo sistema vigente) no âmbito avaliativo. Infelizmente, verifiquei que existe muita gente psicopata e criminosa no sistema académico, principalmente no de nível universitário, não propriamente a ensinar o que quer que seja, mas atentamente vigiando os que pensam de maneira diferente, para os modificarem ou afastarem da sociedade. As universidades mais populares são também as maiores produtoras dos maiores imbecis, pois não há maior imbecilidade que o disfarce da ignorância com uma capa de arrogância. Quando hoje, dezassete anos depois, escuto as conferências de meus antigos professores, não tenho dúvidas de que se tornaram mais arrogantes, pois o nível de estupidez mantém-se no mesmo patamar. Mas, não tivesse eu próprio me tornado num professor universitário, com experiência a lecionar futuros professores nas melhores universidades do mundo, e no âmbito da pesquisa e escrita de teses académicas, e talvez nunca pudesse vir a descobrir isto e ter a certeza absoluta destas palavras, confirmando o que sempre senti na presença destes, e que talvez tivesse justificado a sua tremenda falta de respeito para comigo, procurando, inclusive, fazer-me desistir dos meus estudos, através da reprovação da minha primeira tese académica, quando todas as minhas cadeiras já tinha sido aprovadas. Ainda não sei que sentimento escolher, ao relembrar que fui o único aluno, na história secular da minha universidade, a ser reprovado numa tese académica. Não sei se sinta raiva, tristeza ou alegria, ao ser tão odiado por pessoas que temiam a minha existência no mundo. Principalmente, ao considerar que, na verdade, entreguei cinco teses académicas ao mesmo tempo, e não uma, como meus colegas. Ou seja, fui reprovado cinco vezes duma só vez, por pessoas com tamanha arrogância que não podiam suportar o potencial de alguém ser, de longe, muito superior a eles. E, logo de seguida, fui hipocritamente convidado para uma sexta tese académica, através do auxilio nos estudos científicos realizados com estes mesmos professores, e que, obviamente, por estar contra os meus valores pessoais, e considerar ofensivo, recusei.

Existe um aumento avassalador e dramático, bem como a persistência de tais situações, em função do grau académico que se vai atingindo, sendo os casos mais vergonhosos e críticos visíveis nas Universidades. Mas, não é com estranheza que oiço permanentemente alunos relatarem atrocidades e violações à identidade emocional, cometidas por membros da classe docente e promovidas indiretamente por esta no seu todo.

A necessidade de uma obra sobre o modelo descoberto

Os meus alunos são testemunhas da funcionalidade do modelo que adotam de mim. E o grau de sucesso que atingem, bem como a rapidez do processo seguido, que sempre surpreende os próprios e seus professores, comprova a sua qualidade. Estes resultados insólitos, deram origem a que várias pessoas por inúmeras vezes me pedissem para resumir toda a teoria do modelo adotado numa única conversa. Mas, como não é possível resumir anos de pesquisa e experiência pessoal em minutos de conversa, escrevi este livro. É possível efetuar uma exposição prática do modelo, mas é impossível compreendê-lo, sem primeiro apreender todo o conhecimento que está na sua origem. É necessário uma cognição da globalidade da perspetiva inerente – a visão do mundo em geral e da aprendizagem em particular que esta encerra.

Procurei referir isto por inúmeras vezes a todos os que me abordavam, embora nunca aceitassem tal resposta. No entanto, mesmo quando explicava o modelo de forma resumida, estas pessoas pareciam não conseguir compreender.

Outra situação, bem mais desagradável, respeitava às Instituições que procuravam roubar a informação, com a afirmação: “traga o seu projeto para analisarmos”. Pois, invariavelmente, nunca me chamaram para o aplicar. Em alguns casos, os responsáveis destas instituições questionavam-me numa abordagem cínica e direta: “Mas diga-me! que técnicas são essas?”.

É interessante notar que, mesmo depois de referir o modelo, eles nunca o conseguiam aplicar. Não possuíam as bases necessárias para o compreender, nem este podia ser assimilado de modo simplista, mas antes num aprofundar do conhecimento, quer através do seu autor, quer de um livro que exprimisse a análise do assunto na sua totalidade. Este livro serve precisamente para divulgar a teoria ao mundo, não existindo qualquer interesse na ocultação. Foi aliás, apenas após a publicação desta obra pela primeira vez, que, anos depois, comecei a ouvir falar pela primeira vez de pessoas que tinham aplicado este modelo, embora, infelizmente, nunca citem a fonte ou o autor. Continuamos a dar mais importância aos imbecis com títulos académicos, em vez de engrandecer os escritores que fazem realmente avançar a humanidade, e continuamos a preferir cobrirmo-nos com a arrogância do que copiamos dos outros, em vez de os tornar mais visíveis a quem realmente precisa deles, e não apenas de teorias.

Nunca foi meu desejo restringir-me de expor este conhecimento mas, por outro lado, também não me era possível resumi-lo em apenas alguns minutos. Os paradigmas que esta teoria integra são tão vastos que abrangem às áreas da filosofia, religião, psicologia, parapsicologia e história, entre outras. Portanto, é normal que muitas pessoas, pertencentes a alguma destas áreas, o possam identificar e reconhecer a nível estrutural. Trata-se duma teoria unificadora de todos os campos do conhecimento. E trata-se, em última instância, de uma perspetiva pessoal formada a partir da multidisciplinaridade do conhecimento disponível à humanidade.

A unicidade desta obra

A minha experiência pessoal foi determinante na estruturação do modelo aqui apresentado, pois vivi e senti profundamente experiências de insucesso escolar, nomeadamente num dos países onde esta problemática se coloca em níveis relevantes face ao panorama internacional. Não obstante, frequentei a quase totalidade dos anos escolares naquela que havia de ser considerada a pior escola do país dessa altura, também inserida numa cidade com níveis altos de criminalidade. E, como se tudo isto não bastasse, fui criado por pais que desincentivavam a aprendizagem, e chegavam mesmo a irritar-se sempre que me viam ler.

Finalmente, há que realçar o facto de, ao longo de todo o percurso escolar e universitário, ter sido ostracizado pela generalidade dos professores, sendo por inúmeras vezes alvo de sanções disciplinares, discriminações morais, além de objeto de intrigas, promovidas tanto por professores como colegas. Todas estas circunstâncias, validam, de forma significativa, o conhecimento único aqui exposto. Pois, não era apenas contra as minhas dificuldades de aprendizagem que eu batalhava, mas contra toda a máquina envolvente, englobando professores, colegas, pais e a própria sociedade como um todo. Trata-se de mais um ser humano que o sistema social, em geral, e escolar, em particular, procuraram excluir e condenar às suas estratificações predefinidas, e que no entanto conseguiu sobrepor-se a estas. Anos depois deste massacre, tornei-me professor universitário em quatro Universidades distintas e formei centenas de professores com o meu modelo de pensamento, certamente contrário à maquina que me procurou digerir e transformar, mas a qual aprendi a destruir a partir de suas mais profundas entranhas.

O estudo aqui exposto foi criado, desenvolvido e sucessivamente aperfeiçoado no sentido de preservar a identidade do indivíduo e permitir-lhe, a partir de dentro, vencer a irracionalidade do sistema que integra.

A motivação inerente

Espero com este modelo permitir a elaboração de um ponto de partida para a eliminação das mentiras e ilusões que alimentam uma humanidade insana, contribuem para a evolução da maldade humana e permitem a contínua ascensão de tiranos e loucos em locais de poder e estatuto social, sejam estes locais na medicina, nas escolas, nas universidades, na política ou em qualquer outro lugar de relevância na sociedade. Esta é a chave para o verdadeiro autoconhecimento, através do conhecimento e da aquisição de sabedoria espiritual.

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