Estados novos, estado novo: ensaios de história política e cultural vol. I

Imprensa da Universidade de Coimbra / Coimbra University Press
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Desde 1982 que o autor se dedica predominantemente ao estudo do Estado Novo de Salazar, tendo trabalhado antes, ou em simultâneo, sobre temas como o liberalismo e a contra-revolução, a Restauração, a História da História e a História da Universidade. Para além de alguns livros sobre o Estado Novo, foi escrevendo vários artigos, publicados em Portugal e no Estrangeiro. Foi com base neles e em textos escritos para as aulas de um seminário sobre o mesmo tema, lecionado durante vários anos, que escreveu este livro. O seu título Estados Novos, Estado Novo tem uma razão fundamental. Considera-se que os vários movimentos que se cruzaram e convergiram no Estado Novo de Salazar tiveram uma conceção do que deveria ser “o seu” Estado Novo. O mesmo se passa se compararmos o Estado Novo de Salazar com outros “Estados Novos” que se formaram na Europa e que procuravam uma via diferente do Estado demoliberal ou dos Estados comunista ou socialista. Assim sucedeu com o fascismo italiano ou o nazismo alemão, cada um com a sua história, sendo de notar que o nacional-socialismo se formou a partir de uma noção de “Raça” e de Império Alemão, com um arreigado anti-semitismo, que conduziu à “Solução Final” e ao “Holocausto”, criando a ideia de que ele constituiu o único e verdadeiro “totalitarismo”. Ao longo de quatro partes, o autor procurou, nos seus capítulos, a maioria resultante dos artigos citados, caracterizar o “Estado Novo” e os “Estados Novos”, mostrando a relação entre aquele e estes, nos aspetos políticos e culturais, distinguindo o conceito propagandístico de “originalidade” do regime de Salazar do conceito objetivo de “identidade”, que na verdade caracteriza cada uma das conceções e das práticas de “Estados Novos”.
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About the author

Luís Reis Torgal dedica-se à História Contemporânea, sobretudo ao Estado Novo de Salazar, sobre o que escreveu o livro A Universidade e o Estado Novo (1999). Membro do Senado da Universidade de Coimbra durante mais de 10 anos e candidato a Reitor nas eleições de 1998, tem investigado e feito algumas intervenções sobre a Universidade e o ensino em geral, em conferências, comunicações em colóquios, revistas e jornais. Pertence também ao conselho Científico de várias publicações, entre elas da Revista de Historia de las Universidades, da Universidad Carlos III (Madrid ). Publicou, em Portugal e no estrangeiro, vários textos sobre o ensino, em especial sobre o ensino superior, e a Universidade em particular, sendo, por exemplo, co-autor do livro quadrilingue de divulgação intitulado Universidade de Coimbra, autor do capítulo “Edad Contemporánea: hacia la(s) universidade(s) del siglo XXI”, publicado na Historia de la Universidad de Salamanca (2006), de ensaios para debate como A Universidade e as «condições» da Imaginação (Cadernos do CEIS20, 2008), do capítulo “University, Society and Politics”, da obra coordenada por Guy Neave e Alberto Amaral Higher Education in Portugal. 1974-2009. A nation, a generation, publicada (CIPES, 2009), e com Angelo Brigato Ésther, Que Universidade? (2014). Elaborou 1986, a pedido do reitor Rui Alarcão, um estudo sobre a reorganização da Imprensa da Universidade, que foi recriada em 1998, pelo reitor Fernando Rebelo. 


He is Full Professor Emeritus in History in the Faculty of Letters of the University of Coimbra, having been a member of the Institute of the History and Theory of Ideas. He is the coordinator of the Centre for 20th Century Interdisciplinary Studies at the University of Coimbra (CEIS29). He was the Director of the journal História das Ideias [“History of Ideas”] and the journal Estudos do Século XX [“20th Century Studies”]. He taught Modern and Contemporary History and Theory of History at the University of Coimbra and also taught at foreign universities. As a researcher he has dedicated himself to several themes, he has coordinated and continues to coordinate Master’s and Doctoral theses, and has published books and articles, some of which are on the Portuguese Estado Novo. Among the studies he either wrote or co-wrote on this theme, the following are of particular note: História e Ideologia [“History and Ideology”] (1989), A Universidade de Coimbra e o Estado Novo [“The University of Coimbra and the Estado Novo”], (1999), and O cinema sob o olhar de Salazar [“The cinema in Salazar’s view”] (2000). He also coordinated the work Candidatos da Oposição à Assembleia Nacional do Estado Novo (1945-1973) [“Opposition candidates to the National Assembly in the Estado Novo” (2013), which was written by Mário Matos e Lemos.

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Additional Information

Publisher
Imprensa da Universidade de Coimbra / Coimbra University Press
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Published on
Sep 1, 2009
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Pages
673
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ISBN
9789892600093
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Language
Portuguese
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Desde 1982 que o autor se dedica predominantemente ao estudo do Estado Novo de Salazar, tendo trabalhado antes, ou em simultâneo, sobre temas como o liberalismo e a contra-revolução, a Restauração, a História da História e a História da Universidade. Para além de alguns livros sobre o Estado Novo, foi escrevendo vários artigos, publicados em Portugal e no Estrangeiro. Foi com base neles e em textos escritos para as aulas de um seminário sobre o mesmo tema, lecionado durante vários anos, que escreveu este livro. O seu título Estados Novos, Estado Novo tem uma razão fundamental. Considera-se que os vários movimentos que se cruzaram e convergiram no Estado Novo de Salazar tiveram uma conceção do que deveria ser “o seu” Estado Novo. O mesmo se passa se compararmos o Estado Novo de Salazar com outros “Estados Novos” que se formaram na Europa e que procuravam uma via diferente do Estado demoliberal ou dos Estados comunista ou socialista. Assim sucedeu com o fascismo italiano ou o nazismo alemão, cada um com a sua história, sendo de notar que o nacional-socialismo se formou a partir de uma noção de “Raça” e de Império Alemão, com um arreigado anti-semitismo, que conduziu à “Solução Final” e ao “Holocausto”, criando a ideia de que ele constituiu o único e verdadeiro “totalitarismo”. Ao longo de quatro partes, o autor procurou, nos seus capítulos, a maioria resultante dos artigos citados, caracterizar o “Estado Novo” e os “Estados Novos”, mostrando a relação entre aquele e estes, nos aspetos políticos e culturais, distinguindo o conceito propagandístico de “originalidade” do regime de Salazar do conceito objetivo de “identidade”, que na verdade caracteriza cada uma das conceções e das práticas de “Estados Novos”.
Esta obra não foi elaborada no contexto do debate sobre o tema, quando o Estado alterou o Código do Trabalho e aboliu quatro feriados. A sua parte essencial, escrita há mais de dez anos, foi completada depois de 2005 e agora concluída. A concepção de feriados cívicos começou a surgir com o Liberalismo, vindo a consolidar-se no âmbito da celebração dos centenários e do debate sobre o descanso semanal, no final do século XIX e no início do século XX. Mas na Corte, antes e depois de 1820, celebravam-se os ”dias de gala”, de carácter real, cívico ou religioso. Em 1910 surgiu o plano dos feriados da República, em que não foram incluídos os dias santos, tendo em conta o processo de laicização. E esse sistema manteve-se na Ditadura e no Estado Novo, em que os feriados tiveram um sentido nacionalista, só se podendo falar de feriados religiosos em 1952. Com o 25 de Abril de 1974, para além de se tentar recriar a memória dos feriados anteriores, procurou criar-se e activar-se as festas do trabalhador e da liberdade (o 1.º de Maio e o 25 de Abril) e dar aos feriados municipais uma dimensão popular. Só agora se verificou uma viragem de paradigma, pois em 2011-2012, ainda no âmbito do Centenário da República, surgiu uma justificação simplesmente económica para reduzir os feriados oficiais. Para além do Corpo de Deus e de Todos os Santos, foram extintos dois feriados cívicos que simbolizam valores essenciais, o da Respublica e o da independência de Portugal, 5 de Outubro e 1.º de Dezembro.
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