A humilhação

Editora Companhia das Letras
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Em seu trigésimo livro, Philip Roth volta ao tema da velhice, da perda e da morte ao narrar os conflitos de um ator em crise com a profissão. Mais uma obra perturbadora no grupo de ficções tardias do grande autor americano. Aos 65 anos, Simon Axler, um renomado ator de teatro, sobe no palco e constata que não sabe mais atuar. De uma hora para outra toda sua autoconfiança se esvai, e ele perde a capacidade de interpretar os personagens que, ao longo de uma extensa carreira artística, haviam lhe trazido renome. A partir daí, sua vida entra numa espiral de perdas: a mulher vai embora, o público o abandona e seu agente não consegue convencê-lo a retomar o trabalho. Obcecado com a ideia do suicídio, Simon se interna numa clínica psiquiátrica. No meio desse relato terrível de uma autoanulação inexplicável e apavorante, irrompe um enredo em sentido contrário. Simon se envolve numa relação passional com uma mulher mais jovem, homossexual, filha de um casal de atores que ele conheceu na juventude. Nasce daí um desejo erótico avassalador, um consolo para uma vida de privação, mas tão arriscado e aberrante que aponta não para o conforto e a gratificação, e sim para um desenlace ainda mais negro e chocante. Nessa longa viagem noite adentro, relatada com a combinação de intensidade, virtuosismo e seriedade que é a marca de Philip Roth, todos os artifícios que usamos para nos convencer de nossa solidez, todos os desempenhos de nossas vidas - talento, amor, sexualidade, esperança, energia, reputação -, tudo isso vira pó. A humilhação faz parte de uma série de narrativas que Philip Roth vem publicando nos últimos anos. Essas obras - O animal agonizante, Homem comum e Fantasma sai de cena - tematizam a velhice, a perda, a paixão e a morte com vigor e contundência extraordinários. Ao contrário de seu protagonista, Roth está em plena forma, e não perdeu a capacidade de surpreender e empolgar seus leitores.
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About the author

É o único escritor americano vivo a ter sua obra publicada em edição completa pela Library of America. Assíduo em premiações literárias, já ganhou o Pulitzer e o Man Booker Prize, além da Gold Medal in Fiction, a mais alta distinção da American Academy of Arts and Letters.
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4.0
2 total
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Additional Information

Publisher
Editora Companhia das Letras
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Published on
May 17, 2010
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Pages
104
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ISBN
9788580866049
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Language
Portuguese
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Genres
Fiction / Literary
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Content Protection
This content is DRM protected.
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It is 1998, the year in which America is whipped into a frenzy of prurience by the impeachment of a president, and in a small New England town, an aging classics professor, Coleman Silk, is forced to retire when his colleagues decree that he is a racist. The charge is a lie, but the real truth about Silk would have astonished his most virulent accuser. Coleman Silk has a secret. But it's not the secret of his affair, at seventy-one, with Faunia Farley, a woman half his age with a savagely wrecked past--a part-time farmhand and a janitor at the college where, until recently, he was the powerful dean of faculty. And it's not the secret of Coleman's alleged racism, which provoked the college witch-hunt that cost him his job and, to his mind, killed his wife. Nor is it the secret of misogyny, despite the best efforts of his ambitious young colleague, Professor Delphine Roux, to expose him as a fiend. Coleman's secret has been kept for fifty years: from his wife, his four children, his colleagues, and his friends, including the writer Nathan Zuckerman, who sets out to understand how this eminent, upright man, esteemed as an educator for nearly all his life, had fabricated his identity and how that cannily controlled life came unraveled. Set in 1990s America, where conflicting moralities and ideological divisions are made manifest through public denunciation and rituals of purification, The Human Stain concludes Philip Roth's eloquent trilogy of postwar American lives that are as tragically determined by the nation's fate as by the "human stain" that so ineradicably marks human nature. This harrowing, deeply compassionate, and completely absorbing novel is a magnificent successor to his Vietnam-era novel, American Pastoral, and his McCarthy-era novel, I Married a Communist.
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