REMAR_Cidadão

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Milhares de ribeirinhos no Brasil sobrevivem da coleta destes caranguejos. Além da intensa captura, existem sérios problemas de gestão destes recursos pesqueiros, entre os quais se destaca a dificuldade em estabelecer defesos adequados durante as chamadas “andadas”, períodos nos quais os caranguejos saem de suas tocas e realizam movimentos em massa para acasalamento. Nestes períodos reprodutivos os caranguejos ficam extremamente vulneráveis à captura, não só por extrativistas profissionais, mas por todos os cidadãos, o que pode comprometer a sustentabilidade da atividade pesqueira.
No caso do caranguejo-uçá, sabe-se que, na maior parte do Brasil, as andadas ocorrem sempre em torno dos 6 dias após a lua nova ou cheia. Porém, em certos anos elas ocorrem somente após a lua cheia, em outros ocorrem apenas após a lua nova e ainda existem anos em que as andadas ocorrem após ambas as fases lunares. Por não compreender a origem desta variação, e pela necessidade de divulgar as portarias de defeso com antecedência, o órgão gestor sempre proíbe a captura de caranguejo-uçá após a lua cheia e nova. Assim, quando não ocorre andada durante um defeso, sucede uma repressão injustificada aos extrativistas e consequentes conflitos destes com os gestores, além de desperdício de recursos públicos com operações de fiscalização desnecessárias. No caso do guaiamum, o problema é ainda maior, pois, devido ao total desconhecimento dos seus ritmos reprodutivos, as operações de fiscalização são incipientes. Esta problemática aponta a necessidade de se conhecer melhor os ritmos de reprodução destas duas espécies de caranguejo para permitir previsões acuradas da ocorrência de suas andadas que orientem a gestão.
Neste cenário, foi criado em 2013 a Rede de Monitoramento de Andadas Reprodutivas de Caranguejos - REMAR - com o explícito objetivo de investigar a sincronia do ritmo reprodutivo de caranguejos com ciclos geofísicos em locais com diferentes ambientes, tanto em relação a clima como a marés (micro, meso e macro maré), para orientação do estabelecimento de períodos de defeso e de fiscalização. Atualmente a REMAR conta com pesquisadores do Amapá (UEAP), Pará (UFPA e RESEX de Soure/ICMBio), Paraíba (UEPB), Sergipe (UFSE), Bahia (UFSB), Espírito Santo (UFES), Paraná (UFPR) e Santa Catarina (UFSC). Nos sítios da REMAR, seus colaboradores realizam amostragens em dias padronizados, após a lua nova e cheia, entre novembro/dezembro e abril, utilizado um método de avaliação rápida que envolve a contagem de caranguejos-uçá.
Em 2017, o aplicativo para smartphone REMAR_CIDADÃO marca o início de um monitoramento participativo de andadas de caranguejos. O aplicativo foi idealizado e desenvolvido pela Dra. Karen Diele, da Edinburgh Napier University / St Abbs Marine Station, Reino Unido, e pelo Dr. Anders J. Schmidt, da Universidade Federal do Sul da Bahia, Brasil. A programação foi realizada por engenheiros e estudantes de computação da Edinburgh Napier University. Este aplicativo de “Ciência-Cidadã” permite que pessoas em qualquer ponto do litoral brasileiro registrem facilmente ocorrências de andadas. Assim, informações fornecidas por “cientistas cidadãos”, incluindo coletores e comerciantes de caranguejos, gestores de unidades de conservação, fiscais, turistas e moradores da zona ribeirinha, vão diretamente para um banco de dados da REMAR. Estes dados complementares permitirão o desenvolvimento de uma ferramenta para previsão de ocorrências de andadas de caranguejo-uçá e guaiamum em todo o Brasil. Esta ferramenta irá orientar os gestores para criar, através de instrumentos legais, defesos mais adequados.
Espera-se com esta iniciativa contribuir para a perpetuação de uma cultura milenar, para a redução de gastos públicos com gestão pesqueira, para a conservação de manguezais e restingas, para a sustentabilidade do extrativismo de caranguejos e, consequentemente, para a melhora da qualidade de vida de populações tradicionais.
Thousands of riparian survive in Brazil the collection of these crabs. In addition to the intense capture, there are serious problems in the management of these fish stocks, among which stands out the difficulty of establishing appropriate closed seasons during calls "Creeping", periods in which the crabs leave their burrows and perform mass movements for mating. These reproductive periods crabs are extremely vulnerable to capture, not only for the traditional professionals, but for all citizens, which could compromise the sustainability of fishing activity.
In the case of land crab, it is known that in most of Brazil, the Creeping always occur around 6 days after the new or full moon. However, in some years they occur only after the full moon, in others occur only after the new moon, and yet there are years when Creeping occur after both lunar phases. Failing to understand the origin of this change, and the need to disclose the closed ordinances in advance, the governing body always prohibits the capture of land crab after the full and new moon. Thus, when there is no stepped over a closed, succeeds an unjustified crackdown on extractive and consequent conflicts with these managers, in addition to waste of public resources with unnecessary surveillance operations. In the case of crab dip, the problem is even greater because, due to the total lack of knowledge of their reproductive rhythms, the surveillance operations are incipient. This issue highlights the need to better understand the reproductive rates of these two species of crab to allow accurate predictions of the occurrence of his andadas to guide management.
In this scenario, it was created in 2013 to Creeping Monitoring Network Reproductive crabs - PADDLE - with the explicit aim of investigating the timing of the reproductive rate of crabs with geophysical cycles in places with different environments, both in relation to climate as the tides ( micro, meso and macro tide), to guide the establishment of closed and supervision periods. Currently REMAR has Amapá researchers (UEAP), Pará (UFPA and RESEX Soure / ICMBio), Paraíba (UEPB), Sergipe (UFSE), Bahia (UFSB), Espírito Santo (UFES), Paraná (UFPR) and Santa Catarina (UFSC). The sites of Remar, its employees perform sampling on standardized days after the new and full moon, between November / December and April, using a rapid assessment method that involves crabs uçá count.
In 2017, the application for smartphone REMAR_CIDADÃO marks the beginning of a participatory monitoring Creeping crabs. The application was designed and developed by Dr. Karen Diele, the Edinburgh Napier University / St Abbs Marine Station, UK, and Dr. Anders J. Schmidt, of the Federal University of Southern Bahia, Brazil. The program was carried out by engineers and students of Computing Edinburgh Napier University. This application of "Science-Citizen" allows people anywhere in the Brazilian coast easily register occurrences of Creeping. Thus, information provided by "citizen scientists", including collectors and traders crabs, managers of protected areas, tax, tourists and residents of the waterfront, go directly to a REMAR database. These additional data will allow the development of a tool to predict the occurrences of land crab and crab dip of Creeping throughout Brazil. This tool will guide managers to create, through appropriate legislation, more appropriate closed seasons.
            It is hoped that this initiative contribute to the perpetuation of an ancient culture, to reduce public spending on fisheries management for the conservation of mangroves and salt marshes, to the sustainability of extraction of crabs and consequently to improve the quality of life of traditional populations.
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November 16, 2017
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