Histórias da guerra

e-galáxia
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“Não é comum em poesia a publicação de livros que realmente interessam, como é o caso aqui. Mas só para os que estão preparados para pôr em questão suas grandes e pequenas certezas mais preservadas. O trabalho de Charles Bernstein é desses capazes de efetivamente desestabilizar variados campos de práticas e criações, formas arraigadas de pensamento, ideias comuns naturalizadas, imagens corriqueiras, sentidos admitidos, sintaxes previsíveis, aberturas e desfechos notórios.”

É assim que o também poeta Ronald Polito abre de forma contundente o prefácio inédito da seleção de poemas, ensaios e entrevistas de “Histórias da guerra”, do poeta norte-americano Charles Bernstein.

Bernstein é voz central na poesia mundial contemporânea. Seus poemas e ensaios foram traduzidos em mais de cem antologias e periódicos no México, Argentina, Cuba, Brasil, Noruega, Suécia, Finlândia, França, Alemanha, Áustria, Sérvia, Montenegro, Grécia, Espanha, Portugal, Rússia, China, Coréia e Japão. Nos últimos trinta anos, foram mais de duzentas as leituras e palestras, apresentadas no mundo todo, em países como França, Finlândia, Dinamarca, Itália, Portugal, República Tcheca, Alemanha, Áustria, Sérvia, Espanha, Canadá, Cuba, Brasil, Inglaterra, Nova Zelândia e Estados Unidos. Com Bruce Andrews, editou a já mítica revista L=A=N=G=U=A=G=E. Hoje, Bernstein detém a cadeira Regan de professor de inglês da University of Pennsylvania.

Esse livro incomum ainda traz a voz de outro importante poeta, Régis Bonvicino, organizador e tradutor do livro, e principal responsável pela divulgação da obra de Bernstein no Brasil.
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Additional Information

Publisher
e-galáxia
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Published on
Aug 14, 2015
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Pages
124
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ISBN
9788584740772
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Language
Portuguese
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Genres
Poetry / General
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O amor é uma das manifestações mais genuinamente humanas: é sentimento (na figura da sensação provocada pelo ser amado) como também pensamento (resultante da compreensão do indivíduo acerca de seu próprio estado amoroso). O amor, inicialmente único, paradoxal, completo, hermético e sem qualquer importância para os outros, por meio da poesia, expõe seus contornos mais belos (e, por que não, trágicos?) permitindo aos leitores experimentarem a identificação com o escritor: desse modo, a poesia se transforma numa genuína ponte de comunicação entre os seres humanos. Nesse livro, explora-se o liminar entre o êxtase de amar e a dor do amor não concretizado. Afinal, a poesia é exteriorização de um desejo, sua realização sublimada: as palavras impronunciáveis que se remodelam na forma de arte. A obra é composta por 60 poemas escritos entre 2010 e 2012, que versam sobre o amor e seus desdobramentos mais imediatos como solidão, dor, felicidade e arrebatamento. Em diversas ocasiões, remete-se à mitologia grega, estabelecendo paralelos e releituras entre deuses e o ser amante, divinamente amaldiçoado. Referências diversas, de óperas a esculturas, permitem estabelecer diálogos com outras manifestações artísticas. E, não menos importante, trabalha-se com as múltiplas interpretações que podem surgir do uso da língua para racionalizar o sentimento amoroso. Dessa forma, essa coletânea de poesias procura explorar a universalidade do amor, permitindo que o leitor possa reconhecer nos versos, o reflexo da sua própria concepção e experiência amorosa.
Esta apresentação, redigida por mim, João Anzanello Carrascoza, tem um só objetivo: incentivar você, leitor, a saltar logo para as páginas de “Nove Tiros em Chef Lidu”, romance policial de Paula Bajer Fernandes. Uma obra que tem tudo para magnetizar a imaginação de quem gosta de tramas engenhosas, mas que, dispensando os cenários exóticos – o desfecho todavia será em Paris –, emergem do cotidiano de cidades como São Paulo. E nada deixam a desejar aos clássicos do gênero, ainda que não sigam a sua receita. Sim, a história relatada por Elvis Prado Lopes, auxiliar do Dr. Magreza, delegado que conduz a investigação sobre o assassinato do dono da Brasserie Lidu, plasma às avessas o estilo detetivesco. Elvis é escrivão, mas ao contrário do hermetismo dos inquéritos, seu relato é direto, límpido, com diálogos coloquiais, e o romance é a “sua” versão, não oficial (mas depois aceita?), da história. Oposto a Bartleby, o escrivão de Melville e sua inércia (“acho melhor não”), Elvis não se contenta com as diligências do Dr. Magreza e sai em ação, por conta própria, para descobrir quem matou Chef Lidu. Aliás, Elvis se vale de muitos parênteses (pistas falsas?), revelando uma voz que o tempo inteiro ironiza e homenageia o cânone do gênero. Assim, todos os personagens relevantes são suspeitos: Darlene, a mulher de Lidu (com ciúmes de Monalisa, nova funcionária da brasserie), Monalisa (de olho na posição da outra?), Ronald, namorado de Monalisa (será que ela é amante de Lidu?) e até mesmo o Dr. Magreza (que, na juventude, teve um caso com Darlene). Enfim, eis uma teia de relações que faz a narrativa avançar em vertigem, com referências explícitas e veladas aos heróis noir, levando o leitor a rir e a desconfiar de tudo e de todos. “Nove Tiros em Chef Lidu”, de Paula Bajer Fernandes: romance policial que vai garfar a sua atenção da primeira à última página. Digo e dou fé.
After 9/11, postmodernism and irony were declared dead. Charles Bernstein here proves them alive and well in poems elegiac, defiant, and resilient to the point of approaching song. Heir to the democratic and poetic sensibilities of Walt Whitman and Allen Ginsberg, Bernstein has always crafted verse that responds to its historical moment, but no previous collection of his poems so specifically addresses the events of its time as Girly Man, whichfeatures works written on the evening of September 11, 2001, and in response to the war in Iraq. Here, Bernstein speaks out, combining self-deprecating humor with incisive philosophical and political thinking.

Composed of works of very different forms and moods—etchings from moments of acute crisis, comic excursions, formal excavations, confrontations with the cultural illogics of contemporary political consciousness—the poems work as an ensemble, each part contributing something necessary to an unrealizable and unrepresentable whole. Indeed, representation—and related claims to truth and moral certainty—is an active concern throughout the book. The poems of Girly Man may be oblique, satiric, or elusive, but their sense is emphatic. Indeed, Bernstein’s poetry performsits ideas so that they can be experienced as well as understood.

A passionate defense of contingency, resistance, and multiplicity, Girly Man is a provocative and aesthetically challenging collection of radical verse from one of America’s most controversial poets.

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