Stella Manhattan: Romance

Editora Companhia das Letras

O arrojo e a sofisticação de Silviano Santiago combinados num clássico da ficção brasileira, agora em nova edição. Stella Manhattan pertence à categoria das criações artísticas à frente de seu tempo. Passados mais de trinta anos de sua primeira publicação, o romance não apenas se firmou como um clássico moderno, leitura incontornável para todos aqueles que apreciam a alta literatura nacional. Revela-se pioneiro na ficcionalização do então emergente e politizado universo trans. Eduardo da Costa e Silva — identidade oficial de Stella Manhattan — é um funcionário do Consulado brasileiro nos Estados Unidos. Protegido do coronel Valdevinos Vianna, também conhecido como Viúva Negra, Eduardo protagoniza na Nova York dos anos 1970 uma história de escândalo sexual e intrigas políticas da qual também fazem parte personagens ricos e diversificados como Aníbal, um intelectual paraplégico e voyeur, sua libidinosa mulher Leila, e Paco, ou La Cucaracha, um cubano anticastrista.
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About the author

Silviano Santiago nasceu em 1936, em Formiga, em Minas Gerais. Sua vasta obra inclui romances, contos, ensaios literários e culturais. Doutor em letras pela Sorbonne, começou a carreira lecionando nas melhores universidades norte-americanas. Transferiu-se posteriormente para a PUC-Rio e é, hoje, professor emérito da Universidade Federal Fluminense (UFF). Por três vezes foi distinguido com o prêmio Jabuti. Pelo conjunto da produção literária, recebeu o prêmio Machado de Assis da Academia Brasileira de Letras e o José Donoso, do Chile. Vive hoje no Rio de Janeiro.
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Additional Information

Publisher
Editora Companhia das Letras
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Published on
Oct 4, 2017
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Pages
328
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ISBN
9788543810959
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Language
Portuguese
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Genres
Fiction / Literary
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Content Protection
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Silviano Santiago has been a pioneer in the development of concepts crucial to the discourse of contemporary critical and cultural theory, especially postcolonial theory. The notions of “hybridity” and “the space in-between” have been so completely absorbed into current theory that few scholars even realize these terms began with Santiago. He was the first to introduce poststructuralist thought to Brazil—via his publication of the Glossario de Derrida and his role as a prominent teacher. The Space In-Between translates many of his seminal essays into English for the first time and, in the process, introduces the thought of one of Brazil’s foremost critics and theorists of the late twentieth century.
Santiago’s work creates a theoretical field that transcends both the study of a specific national literature and the traditional perspectives of comparative literature. He examines the pedagogical and modernizing mission of Western voyagers from the conquistadors to the present. He deconstructs the ideas of “original” and “copy,” unpacking their implications for the notions of so-called dominant and dominated cultures. Santiago also confronts questions of cultural dependency and analyzes the problems involved in the imposition of an alien European history, the cultural displacements experienced by the Indians through their religious conversion, and the hierarchical suppression of native and Afro-Brazilian values.
Elegantly written and translated, The Space In-Between will provide insights and perspectives that will interest cultural and literary theorists, postcolonial scholars, and other students of contemporary culture.

Em “Hélio Oiticica em Manhattan”, SILVIANO SANTIAGO dialoga com o artista plástico a partir de suas memórias da década de 1970, quando frequentava o apartamento dele em Nova York. Crítica e memória se misturam num texto intenso e generoso.

Em um segundo ensaio, relendo seus próprios textos, SILVIANO SANTIAGO analisa o fenômeno da autoficção na literatura contemporânea.

Jamaicano radicado nos EUA, GARNETTE CADOGAN mostra um pouco de seu projeto de fenomenologia da caminhada. Ao andar por bairros constrastantes em Nova York, Cardogan discute a dinâmica das mudanças culturais em cenários urbanos, a partir do olhar de quem caminha e observa. Racismo, luta de classes, urbanismo e violência, são lidos de muito perto.

Em um texto refinado, ANA PAULA PACHECO analisa o filme “Iracema – uma transa amazônica”, observando como a modernidade chega em espaços abandonados, trazendo consequências de toda ordem. A experimentação formal dos diretores cria uma ficção documental até hoje valiosa e significativa para a compreensão do nosso atraso.

FLAVIO RICARDO VASSOLER, com estilo forte e bastante erudição (sem falar na experiência de quem conhece o Império russo pessoalmente) analisa a obra de Svetlana Alexievich, a mais recente Prêmio Nobel de Literatura, notando tanto a originalidade de sua obra como a força de denúncia que ela traz no bojo de vozes desencontradas e perdidas em meio a um Império em franca decadência.

RICARDO LÍSIAS resenha o livro “Sermões” de Nuno Ramos e a partir dessa leitura procura elementos que organizem a obra literária e visual do artista paulistano.

Em um texto fragmentário e errante, BRUNO RODRIGUES retoma as questões que seu primeiro texto publicado na Peixe-elétrico (edição # 2) já apresentava: as exclusões que o cânone literário representa, o elitismo que persiste em muitas questões literárias e a militância urgente que nosso tempo parece recusar. Aqui, o ensaio assume um lugar corrosivo e de contestação.

“O triunfo do leitor”, de THIAGO BLUMENTHAL, analisa o novo status que a figura do leitor parece estar assumindo em um tempo em que mais do que ler, é preciso mostrar esse ato, declará-lo ao mundo e, ainda mais, ilustrar-se publicamente com os efeitos dessa leitura.

SERGIO TAVARES reflete sobre o caso do folhetim eletrônico Delegado Tobias. O texto analisa as novas hipóteses de porosidade no ato da leitura e, consequentemente, os limites da ficção.

Esta edição é toda ilustrada por flagrantes de Nova York clicados pelo militante e talentoso fotógrafo RUDDY ROYE.
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