La audacia y el cálculo: Kirchner 2003-2010

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«Si alguien busca un panfleto, no lo encontrará en este libro», avisa
Beatriz Sarlo a poco de comenzar, advertencia que cobra la fuerza de una
revelación con el correr de las páginas. A Kirchner lo define un haz
contradictorio: concentración, velocidad e inteligencia; tenacidad,
conocimiento e impericia; fortuna y sangre fría; mezquindad con la
oposición, sectarismo, encierro.

Despótico, decidido, autoritario, valiente, rápido, ambicioso, sectario,
inteligente, hipócrita... Los adjetivos pueden apilarse sobre el
difunto ex presidente pero, antes de calificar, Sarlo prefiere relatar
los hechos, revisarlos desde el mismo comienzo, como el mejor modo de
comprenderlos. De qué manera Kirchner construyó poder -la multiplicación
de la fortuna personal como garantía de que, incluso perdiendo
elecciones, siempre estaría armado para volver-, ganó porciones del PJ e
inspiró un raro misticismo en los progresistas. Gran calculador y sin
embargo audaz, peleó todas las batallas e ignoró el retroceso. «Hay de
todo en estos años. Episodios de corrupción funambulesca; uso del
presupuesto nacional y de los planes asistenciales para mantener la
lealtad territorial de jefes políticos o sociales; cooptación y mano
dura, adulaciones y ninguneos, peleas y reconciliaciones; un aparato de
reparto de recursos que pasa por encima de las autonomías provinciales;
la inflación disfrazada por razones políticas, lo que implica ignorar
la pobreza que genera; el apoyo a la ciencia y la tecnología y, en
sentido opuesto, la destrucción del INDEC. También hay que incorporar al
balance el equilibrio presupuestario, la afirmación de la soberanía en
la toma de decisiones, la amistad con Chávez pero también con España,
Chile y Brasil; la política de derechos humanos respecto del pasado».

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About the author

Voz imprescindible en las ideas argentinas de las últimas décadas, Beatriz Sarlo dirigió entre 1978 y 2008 la revista de cultura y política Punto de vista, enseñó literatura argentina en la Facultad de Filosofía y Letras de la Universidad de Buenos Aires y ha dictado cursos en distintas universidades norteamericanas como Berkeley, Columbia, Minessota, Maryland y Chicago. Fue miembro del Wilson Center en Washington, ""Simón Bolívar Professor of Latin American Studies"" en la Universidad de Cambridge, Inglaterra, y en 2003, miembro del Wissenschaftskolleg de Berlín. Su primer libro, publicado en 1967, fue un estudio sobre la crítica literaria en el siglo XIX, y a partir de allí ha desarrollado una obra fundamental, en la que se cuentan títulos como El imperio de los sentimientos, Una modernidad periférica: Buenos Aires 1920 y 1930, Borges, un escritor en las orillas, Tiempo presente, La pasión y la excepción, Escenas de la vida posmoderna, Tiempo pasado y La ciudad vista.

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2.7
3 total
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Additional Information

Publisher
SUDAMERICANA
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Published on
Jun 1, 2011
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Pages
240
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ISBN
9789500735674
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Language
Spanish
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Genres
Biography & Autobiography / General
Biography & Autobiography / Historical
Political Science / General
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Content Protection
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Nesta edição de Peixe-elétrico:

O romance de Barthes – BEATRIZ SARLO
Barthes, leitor de Loyola – BEATRIZ SARLO
Dois textos da ensaísta Beatriz Sarlo abrem a terceira edição da Peixe-elétrico. Duas formas inéditas e surpreendentes de enfrentar a obra daquele que foi sua principal referência intelectual: Roland Barthes.

A pele da cebola – JAVIER CERCAS
Como contar a verdade a respeito de uma mentira? Quanto há de verdade em um falso relato? Tentar entender é o primeiro passo para perdoar? Essas são algumas das questões colocadas pelo premiado autor espanhol Javier Cercas para enfrentar os dilemas de narrar a vida de um dos maiores impostores da história.

Jameson e a forma – TERRY EAGLETON
Alguns autores podem e devem ser reinterpretados continuamente. Fredric Jameson, capa da edição anterior da Peixe-elétrico, certamente é um deles. Nosso segundo texto originalmente publicado pela prestigiosa New Left Review é do britânico Terry Eagleton e trata da importância da forma na escrita de Jameson.

Da experiência ao melhor entretenimento do mercado – TALES AB’SÁBER
Ab’Sáber escreve sobre o fim da ideia de contracultura, ou melhor, de sua absorção total pelo mercado. Um tema central para se enfrentar os desafios culturais da contemporaneidade. Originalmente encomendado por um grande veículo de imprensa, mas nunca publicado. Segundo o autor, o texto havia atravessado “certos limites”.

Meninas mortas – SELVA ALMADA
Autora do consagrado romance “O vento que arrasa”, Selva Almada publica um conjunto de crônicas sobre feminicídio na Argentina. Com a mesma sofisticação estilística de sua ficção, Almada traz à tona essa trágica dimensão da vida contemporânea.

Remanentes – NINO CAIS
As imagens que ilustram esta edição são do artista plástico Nino Cais. Apresentadas pela primeira vez em Buenos Aires, o flerte com o pornô nas colagens de Cais vêm confrontar a onda conservadora que avança pelo Brasil.

Laudato Si – MICHAEL LÖWY
O marxista Michael Löwy aponta a radicalidade e os limites da ação do Papa Bergoglio ao analisar a encíclica sobre meio ambiente, Laudato Si.

Atenção e indiferença: o sentido em Machado de Assis – PEDRO MEIRA MONTEIRO
O crítico literário Pedro Meira Monteiro parte do romance derradeiro de Machado de Assis – “Memorial de Aires” – para resgatar os principais pontos da crítica machadiana e colocá-los diante de novas questões.

O Bispo é o rei do Brasil – VICTOR HERINGER
O carioca radicado em São Paulo Victor Heringer publica um ensaio nada convencional sobre Arthur Bispo do Rosário, e tenta compreender um dos aspectos da contemporaneidade: a distração.

Diário de uma releitura – FELIPE CHARBEL
Em um texto que corre no limite entre o ensaio e a ficção, Charbel cria um ambiente rothiano ao apresentar um diário pessoal que tem como fio condutor o livro “O Teatro de Sabbath”, de Philip Roth.

A túnica inconsútil do romantismo – DENILSON CORDEIRO
Cordeiro resenha “As raízes do romantismo”, de Isaiah Berlin e, em um duplo movimento, demonstra a centralidade do autor e do período histórico em questão.
“Viagens – da Amazônia às Malvinas” é a biografia itinerante de uma jovem idealista que encontrou lugares, pessoas e situações extraordinárias e inesperadas. 

Ao trair sua promessa de silêncio biográfico, Beatriz Sarlo escreveu esses capítulos de uma aventura latino-americana. 

Sarlo leva o leitor até tribos no coração da amazônia; ao altiplano boliviano para encontrar pinturas de santos em pequenas igrejas coloniais; às minas de Oruro; bailes em festas, batizados, boleias de caminhões e noites ao relento. Passa também pelo modernismo da capital Brasília, que tanto a fascinava. 

Finalmente, quarenta anos depois, uma última viagem: às ilhas Malvinas. E antes de todas essas, as primordiais e definidoras viagens da infância, com seus mistérios e descobertas. 

Autobiografia? Diário de viagem? Estudo sociológico-histórico? Sempre unindo, com rara sensibilidade, narrativa e análise cultural, Sarlo nos entrega um livro que escapa a qualquer classificação tradicional de gênero.

Em “Viagens”, paisagem e intimidade se misturam através do filtro da memória para oferecer a autobiografia de uma jovem idealista e de um continente que ousava sonhar com o novo. 

Segundo a autora: 

“Eu acreditava, com ingenuidade, que minhas viagens por esses territórios me permitiam conhecer, em seu próprio teatro, os futuros sujeitos de uma revolução continental que julgava tão inevitável como próxima. 

Não duvidava que era possível comunicar-me com etnias amazônicas ou mineiros bolivianos ou camponeses do altiplano, inclusive quando não falava suas línguas nem conhecia sua cultura. 

Pensava que entre eles e eu, uma universitária, não houvesse um abismo cultural. E se esse abismo se manifestava, minha aposta era que a experiência direta era capaz de tapá-lo. Tinha uma confiança cega na experiência. Isso me permitiu um conhecimento que só décadas depois pude organizar numa narrativa.” 

É essa narrativa que chega agora ao leitor brasileiro, exclusivamente em formato digital, pela e-galáxia.

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